Nao quero Viver na Ilusao

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⁠O
Brasil
carece
de
Homens
Incomerciáveis.


Homens que não tenham preço — não porque sejam moralmente perfeitos, mas porque tenham descoberto que há coisas que não se vendem.


A consciência, por exemplo.


A palavra empenhada.


A dignidade de dizer não quando todos ao redor já descobriram quanto custa um sim.


Vivemos tempos sombrios em que quase tudo parece negociável.


Convicções mudam conforme o vento, princípios ganham cláusulas, lealdades têm prazo de validade e a verdade, não raro, é tratada como mercadoria: vale mais quando convém e menos quando contraria interesses.


É nesse ambiente que o Homem Incomerciável se torna uma espécie muito rara — e, por isso mesmo, muito incômoda.


Ele não precisa ser um herói…


Basta não aceitar a lógica segundo a qual quase toda posição tem um preço e quase toda consciência pode ser alugada.


Nem trocar sua independência por aplausos, sua coragem por cargos, sua honestidade por vantagens ou seu silêncio por conveniências.


O Homem Incomerciável sabe que poder nenhum é suficientemente grande para comprar aquilo que ele considera inegociável.


E talvez seja justamente por isso que ele incomode tanto: porque sua existência desmente a famigerada ideia de que todos têm preço, que todos podem ser comprados, seduzidos, constrangidos ou domesticados.


Um país não se degrada apenas quando seus governantes erram.


Degrada-se também — e muito — quando seus cidadãos aprendem a negociar aquilo que deveriam defender.


Quando a indignação passa a depender de quem pratica o abuso.


Quando a moral se torna seletiva.


Quando a coragem desaparece justamente no instante em que ela deixa de ser conveniente.


O Brasil não precisa apenas de homens que saibam vencer disputas.


Precisa de homens que saibam perder sem se vender.


Porque há derrotas honrosas e vitórias miseráveis.


Há posições que custam caro demais para serem ocupadas e silêncios que custam caro demais para serem mantidos.


No fim, talvez a verdadeira liberdade comece aí: no momento em que alguém descobre que pode perder quase tudo sem precisar perder a si mesmo.


É desse tipo de Homem que o Brasil carece.


Homens que tenham preço para quase tudo — menos para a própria consciência.

⁠Não
fique querendo dar conta de tudo, a ponto de não dar conta de você.


Há uma hora em que a gente precisa entender que ser forte também é saber parar.


Que responsabilidade não pode significar abandono de si mesmo.


E que não existe vitória em conseguir sustentar o mundo inteiro enquanto, por dentro, você desaba em silêncio.


A gente se acostuma a dizer “eu dou conta”, mesmo quando o corpo pede descanso, a mente pede silêncio e o coração pede colo.


Vai acumulando tarefas, problemas, expectativas e responsabilidades, como se admitir cansaço fosse sinal de fraqueza.


Mas definitivamente não é.


Você não precisa estar disponível o tempo todo.


Não precisa resolver tudo.


Nem precisa carregar sozinho aquilo que poderia ser dividido.


E, principalmente, não precisa se colocar sempre por último para provar que se importa com os outros.


Porque também é preciso cuidar de quem cuida.


Escutar quem sempre escuta.


Abraçar quem vive abraçando.


Perguntar “como você está?” para aquela pessoa que costuma responder “está tudo bem” antes mesmo de alguém perguntar.


Às vezes, a vida não está pedindo que você faça mais…


Está pedindo que você respire, desacelere e perceba que, enquanto tentava dar conta de tudo, talvez estivesse deixando de dar conta justamente daquilo que mais importa: você.


Então, se hoje estiver pesado demais, permita-se diminuir o ritmo.


Peça ajuda.


Diga não.


Descanse sem culpa.


Recomece quando puder.


Porque você não nasceu para ser uma máquina de resolver problemas.


Você também merece ser cuidado.


Se cuida!

⁠Certamente
o Papa Leão XIV não é o que todos queriam, mas pode ser o que a Igreja precisava.

Uma parcela assustadora de pessoas que se rotulam cristãs, em vez de se adequarem à igreja, insiste em querer adequá-la a elas.

São os seletivos defensores da liberdade de expressão e religiosa, pois só defendem a liberdade dos que pensam, endossam ou replicam o que eles pensam.

Querem um Papa, mas que atenda aos seus caprichos, não ao propósito da igreja.

Se rotulam conservadores, quando, na verdade, não passam de intolerantes.

Já era esperado que o produto mais extremista da polarização assim reagisse…

Não à toa rascunharam e ensaiaram narrativas e teorias conspiratórias.

Na primeira oportunidade, acusarão a igreja de racismo por não escolher o tão desejado e favorito cardeal conservador negro…

Depois tumultuarão o Vaticano…

Tentarão desacreditar a chaminé da Capela Sistina…

Irão para as portas das paróquias, santuários e basílicas pedir revisão da fumaça, código-fonte e voto impresso…

Vão orar para castiçais…

Depois vão depredar a Basílica de São Pedro.

Sem se esquecerem de passar batom no Sacrário…

Feito isso, criarão narrativas para pedir indulgências plenárias para os supostos inocentes, a pretexto velado de salvarem a própria pele.

E por aí vai…

E viva o “conservadorismo”!


Não faço a mais vaga ideia de onde surgiu a romantização da Desculpa e do Perdão.

E, sim, nessa ordem!

Na Bíblia, não foi!?!

Lá não se romantiza absolutamente quase nada, embora haja — aos borbotões — os que insistem em fazê-lo.

Desculpa e Perdão, embora tão caprichosamente confundidos, diferem um do outro pela razoabilidade e profundidade.

O primeiro, muitas vezes, tenta se legitimar na justificativa, enquanto o segundo se alicerça no reconhecimento da culpa e no arrependimento.

O primeiro alimenta a falsa ideia da amenização dos conflitos; o segundo requer o real desprendimento da podridão do lixo da alma.

Ambos coexistem e muito caprichosamente se confundem!

Nem todos que pedem desculpa pedem perdão, e nem todos que desculpam, de fato, perdoam.

Quer seja por opção ou conveniência, a moda do momento é ofender, já com o pedido de desculpas ao alcance das mãos.

É um olho no pecado e o outro no perdão!

Num dia, fala-se um monte de asneiras; noutro, diz-se mal interpretado…

Num dia, agride; noutro, pede desculpas.

Tomara que dois tapas na cara e um soco no estômago não virem moda.

Não somos nada do que juntamos, senão um pouquinho de tudo que consumimos e espalhamos.

Passamos boa parte da vida acumulando coisas: dinheiro, objetos, títulos, fotografias, propriedades, conquistas e até certezas.

Como se, ao juntar mais, pudéssemos construir uma versão mais sólida de nós mesmos.

Mas chega um momento em que percebemos que quase tudo aquilo que chamamos de patrimônio é apenas matéria esperando pelo tempo.

No fim, não somos a casa que construímos, mas as histórias que nela vivemos.

Não somos o veículo que conduzimos, mas os caminhos que percorremos.

Não somos os livros que compramos, mas aquilo que eles transformaram dentro de nós.

Não somos sequer aquilo que conseguimos guardar, mas aquilo que, de alguma maneira, fomos capazes de oferecer.

Somos um pouco de tudo que consumimos — das palavras que ouvimos, dos livros que lemos, das músicas que nos atravessaram, das conversas que nos fizeram pensar, das dores que nos ensinaram, dos afetos que nos deram abrigo.

Somos também um pouco das pessoas que encontramos pelo caminho, porque ninguém passa pela nossa vida sem deixar alguma coisa, ainda que seja uma ausência.

E somos, sobretudo, aquilo que espalhamos.

Um gesto de gentileza pode sobreviver à memória de quem o praticou.

Uma palavra pode acompanhar alguém durante muitos anos.

Um ensinamento pode continuar sendo repetido por quem um dia o recebeu de nós.

Até mesmo uma ferida pode ser uma herança quando não aprendemos a interromper o ciclo e continuamos espalhando aquilo que um dia nos machucou.

Talvez a verdadeira riqueza não esteja naquilo que conseguimos acumular, mas naquilo que conseguimos multiplicar.

Porque as coisas que guardamos terminam ficando para trás.

As coisas que compartilhamos continuam circulando.

O dinheiro pode mudar de mãos, os objetos podem mudar de dono, os títulos podem perder o brilho.

Mas aquilo que despertamos nas pessoas — um pensamento, uma coragem, um sorriso, uma esperança — pode continuar existindo muito depois de nossa passagem.

No final das contas, talvez viver seja exatamente isso: consumir o mundo com mais consciência e devolvê-lo um pouco melhor do que o encontramos.

Somos feitos do que recebemos, mas também do que devolvemos.

E, quando tudo o que juntamos deixar de nos pertencer, talvez reste apenas aquilo que fomos capazes de espalhar.

Desculpem-me por não poder ajudá-los a Romantizar a Separação; estou muito ocupado com a Normalização das mulheres poderem continuar Vivas depois dela.


Há separações que encerram uma história…


E há homens que, incapazes de aceitar o fim, transformam o término em uma guerra.


Talvez precisemos parar de romantizar frases como “se ela não for minha, não será de mais ninguém”, “ela acabou comigo” ou “eu fiz tudo por ela”.


Não há romantismo quando o amor se transforma em posse, quando o ciúme se apresenta como prova de sentimento ou quando a rejeição é tratada como uma ofensa que precisa ser vingada.


Separar-se deveria ser apenas isso: separar-se.


Não deveria exigir coragem para sair, medo de ser perseguida, mudança de rotina, bloqueios, medidas de proteção ou a preocupação constante de que o ex-parceiro não aceite que a relação terminou.


Uma mulher não deve precisar convencer ninguém de que tem o direito de ir embora.


Ela não precisa oferecer uma última conversa.


Não precisa permanecer disponível para aliviar a frustração de quem não aceita o fim.


Não precisa justificar cada passo depois da separação.


E, principalmente, não precisa pagar com a própria vida pelo simples direito de dizer“acabou”.


Precisamos normalizar algo que jamais deveria ter deixado de ser óbvio: mulheres continuam pertencendo a si mesmas após um relacionamento.


Continuam livres.


Continuam donas dos próprios corpos, das próprias escolhas, dos próprios caminhos e, sobretudo, do direito de reconstruir a própria vida.


Romantizar a separação é muito fácil quando se olha para ela como roteiro de filme ou novela.


Difícil é encarar aquilo que acontece quando o amor termina e alguém decide que o outro não tem o direito de seguir em frente.


Por isso, talvez seja hora de trocar algumas narrativas.


Menos: “ele a amava demais”.


Mais: “ele precisava respeitar o fim.”


Menos: “ela destruiu o coração dele”.


Mais: “a dor não dá a ninguém o direito de destruir outra pessoa.”


Menos histórias sobre os homens inconformados com a perda.


Mais atenção à mulher que só queria continuar viva após dizer não.


Porque terminar um relacionamento não deveria ser um ato de coragem.


Deveria ser apenas uma escolha.


E nenhuma mulher deveria precisar sobreviver para provar que teve o direito de fazê-la.

⁠Se não formos Cautelosos com o que Consumimos, nos transformarão num Amontoado daquilo que nem sequer existiu.


Há uma espécie de Servidão Moderna que não exige Correntes, apenas Distração.


Não nos ordena diretamente o que pensar; oferece-nos, incessantemente, aquilo sobre o que devemos pensar.


E, pouco a pouco, o pensamento deixa de ser uma atividade do espírito para tornar-se apenas o reflexo daquilo que recebemos.


Kant talvez nos lembrasse que a Maioridade Intelectual começa quando ousamos recorrer à própria razão.


Não basta possuir uma consciência; é preciso exercê-la.


Não basta ter opiniões; é preciso saber por que as temos.


Entre aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos e aquilo que admitimos como verdadeiro, deveria existir o intervalo indispensável da reflexão.


Consumimos notícias, imagens, discursos, indignações, certezas e versões dos fatos numa velocidade que frequentemente não permite ao juízo respirar.


E, quando não examinamos o que recebemos, nos arriscamos a confundir informação com conhecimento, repetição com verdade e convicção com pensamento.


O perigo maior, entretanto, talvez não esteja na mentira evidente, mas naquilo que nunca existiu e, ainda assim, passa a ocupar espaço em nós.


Uma Realidade Fabricada pode tornar-se — psicologicamente — verdadeira quando repetida o bastante.


Podemos chegar ao ponto de defender acontecimentos que não testemunhamos, combater inimigos que não conhecemos e sustentar certezas que jamais submetemos ao tribunal da razão.


É assim que o indivíduo deixa de ser Autor do próprio pensamento e se converte em arquivo das ideias alheias.


Pensar, nesse sentido, é também resistir.


É interromper o fluxo.


É perguntar: quem disse?


Com que fundamento?


O que estou deixando de considerar?


Eu realmente concluí isso ou apenas fui conduzido a concluir?


A autonomia não significa desconfiar de tudo — isso é Ceticismo Apaixonado —, mas não entregar a ninguém o direito de pensar por nós.


Significa conservar a faculdade de julgar, inclusive quando a multidão já decidiu.


Significa compreender que liberdade não é apenas poder escolher entre aquilo que nos oferecem, mas possuir lucidez suficiente para questionar o próprio cardápio.


Talvez uma das formas mais discretas de Alienação seja justamente esta: consumir tanto conteúdo que já não sabemos distinguir o que pensamos daquilo que apenas lembramos ter visto ou ouvido.


Por isso, talvez seja necessário recuperar uma virtude quase esquecida: a cautela diante do que entra em nossa consciência.


Porque aquilo que consumimos não permanece do lado de fora.


As ideias repetidas moldam nossas categorias; as narrativas que aceitamos orientam nossos julgamentos; aquilo a que prestamos atenção participa, silenciosamente, da construção de quem somos.


E há uma diferença fundamental entre ser Informado e ser Formado.


O primeiro pode acontecer por acumulação.


O segundo exige discernimento.


No fim, a verdadeira liberdade talvez comece quando deixamos de perguntar apenas “o que estão dizendo?”


E passamos a perguntar:


“Por quais razões eu devo acreditar nisso?”


É nessa pequena distância entre o estímulo e o juízo que a Autonomia Humana encontra seu último abrigo.

"Quem não consegue ver o que é precioso na vida nunca será feliz."

Inserida por biancavasconcelos

Não tenho para pessoas indecisas.

Inserida por aleynem

- Saber o que me irrita?
- Não. O que?
- Gente acomodada!

Inserida por aleynem

O importante não é ser. É tentar!

Inserida por aleynem

A gente luta pra alcançar um objetivo e quando alcançamos não podemos parar de lutar por ele.

Inserida por gusmazza

Não acho que a política seja cruel. Acredito que pessoas cruéis se utilizam da política para justificar seus atos.

Inserida por mariastar

Na minha Vida,não busco atraso, busco adianto;
Busco Paz pra todos do começo ao fim do ano.''

Inserida por RastaelShivaya

Todo mundo merece uma segunda chance, mas não para os mesmos erros.

Inserida por julianarocha20

Ninguém ama se nao for tentado a odiar...

Inserida por julianarocha20

Sou simples para quem não me conhece. Sou forte como ninguém imagina. Sou louco como só meus amigos sabem

Inserida por MattMaaXD

Não há conspiração capaz de prejudicar quem Deus protege. Não se queixe de Deus; se achar necessario, queixe-se a Ele e deixe-o cuidar de você.

Inserida por julianarocha20

Adoração não é só musica: Tem a ver com a nossa atitude diaria.

Inserida por julianarocha20

Tudo tem um tempo determinado, e o tempo de Deus nas nossas vidas, não é como determinamos que seja.

Inserida por julianarocha20