Nao quero Viver na Ilusao

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3517 📜 Não sei se já disse, mas cá voltei, tendo apenas Uma Conta e não Duas ou Mais (para tirar proveito). Já disse?

3520 📜 Anunciada sempre como Gigante, Militarmente também Gigante, a Rússia não conseguiu, contudo, derrotar a Ucrânia, depois da mais recente Invasão e que 'não duraria nem seis meses', mas que já tem quatro anos. É a comprovação 'comprovadíssima' de que a Teoria, na Prática, é Outra Conversa!
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A propósito do que está em: 👇
https://k.kwai.com/p/CxUyHYIu

3522 📜 Eu aqui, de novo. Com apenas Uma Conta e não Duas ou Mais (para tirar vantagem). Não é incrível? Pois é fato, podem testar, 'checar', conferir!

3525 🌎 192 é o número de Outros Países para insatisfeitos se mandarem. E não vão por quê? Se não têm coragem para ir, pelo menos elejam O Outro. Eu quero ver, mas não vejo!

3526 🎭 INSATISFEITOS... Já que não conseguem Eleger O Outro, se mandem, ora bolas! Há outros 192 Países para escolherem. ADEUS!

⁠Se não formos Cautelosos com o que Consumimos, nos transformarão num Amontoado daquilo que nem sequer existiu.


Há uma espécie de Servidão Moderna que não exige Correntes, apenas Distração.


Não nos ordena diretamente o que pensar; oferece-nos, incessantemente, aquilo sobre o que devemos pensar.


E, pouco a pouco, o pensamento deixa de ser uma atividade do espírito para tornar-se apenas o reflexo daquilo que recebemos.


Kant talvez nos lembrasse que a Maioridade Intelectual começa quando ousamos recorrer à própria razão.


Não basta possuir uma consciência; é preciso exercê-la.


Não basta ter opiniões; é preciso saber por que as temos.


Entre aquilo que nos chega aos olhos e ouvidos e aquilo que admitimos como verdadeiro, deveria existir o intervalo indispensável da reflexão.


Consumimos notícias, imagens, discursos, indignações, certezas e versões dos fatos numa velocidade que frequentemente não permite ao juízo respirar.


E, quando não examinamos o que recebemos, nos arriscamos a confundir informação com conhecimento, repetição com verdade e convicção com pensamento.


O perigo maior, entretanto, talvez não esteja na mentira evidente, mas naquilo que nunca existiu e, ainda assim, passa a ocupar espaço em nós.


Uma Realidade Fabricada pode tornar-se — psicologicamente — verdadeira quando repetida o bastante.


Podemos chegar ao ponto de defender acontecimentos que não testemunhamos, combater inimigos que não conhecemos e sustentar certezas que jamais submetemos ao tribunal da razão.


É assim que o indivíduo deixa de ser Autor do próprio pensamento e se converte em arquivo das ideias alheias.


Pensar, nesse sentido, é também resistir.


É interromper o fluxo.


É perguntar: quem disse?


Com que fundamento?


O que estou deixando de considerar?


Eu realmente concluí isso ou apenas fui conduzido a concluir?


A autonomia não significa desconfiar de tudo — isso é Ceticismo Apaixonado —, mas não entregar a ninguém o direito de pensar por nós.


Significa conservar a faculdade de julgar, inclusive quando a multidão já decidiu.


Significa compreender que liberdade não é apenas poder escolher entre aquilo que nos oferecem, mas possuir lucidez suficiente para questionar o próprio cardápio.


Talvez uma das formas mais discretas de Alienação seja justamente esta: consumir tanto conteúdo que já não sabemos distinguir o que pensamos daquilo que apenas lembramos ter visto ou ouvido.


Por isso, talvez seja necessário recuperar uma virtude quase esquecida: a cautela diante do que entra em nossa consciência.


Porque aquilo que consumimos não permanece do lado de fora.


As ideias repetidas moldam nossas categorias; as narrativas que aceitamos orientam nossos julgamentos; aquilo a que prestamos atenção participa, silenciosamente, da construção de quem somos.


E há uma diferença fundamental entre ser Informado e ser Formado.


O primeiro pode acontecer por acumulação.


O segundo exige discernimento.


No fim, a verdadeira liberdade talvez comece quando deixamos de perguntar apenas “o que estão dizendo?”


E passamos a perguntar:


“Por quais razões eu devo acreditar nisso?”


É nessa pequena distância entre o estímulo e o juízo que a Autonomia Humana encontra seu último abrigo.

A humildade é a chave que abre a mente e o coração para a reflexão, não apenas analítica pelo intelecto, mas a reflexão com bom senso e discernimento intuitivo.


Sebastian Striquer

A liberdade política, científica e religiosa possui um inimigo comum: a autoridade que não aceita ser questionada.

Uma sociedade esclarecida não elimina suas incertezas; aprende a conviver racionalmente com elas.

A liberdade é incompleta quando o indivíduo pode escolher suas ações, mas não pode questionar as ideias que as governam.

Uma civilização mede sua maturidade pela liberdade que concede às perguntas que ainda não sabe responder.

O pensamento crítico não destrói instituições; revela quais delas suportam ser examinadas.

A razão não promete certezas eternas; promete métodos para desconfiar das certezas prematuras.

O Iluminismo não terminou quando as luzes se acenderam; continua enquanto houver autoridades exigindo que permaneçamos no escuro.

O Estado laico não combate a fé; impede que a fé se converta em poder estatal, justamente porque o Estado não pode transformar uma certeza metafísica em conhecimento jurídico.

O Estado laico é a fronteira jurídica entre a liberdade de crer e a liberdade de não crer, preservando também a liberdade agnóstica de não afirmar aquilo que não pode ser demonstrado.

O maior triunfo da razão talvez não seja descobrir todas as respostas, mas saber quais respostas ainda não temos.

O Estado laico não escolhe uma verdade religiosa; escolhe proteger a liberdade diante de todas elas, inclusive diante da possibilidade agnóstica de que nenhuma resposta definitiva esteja ao alcance humano.

O Estado laico não possui teologia oficial, porque sua constituição deve pertencer a todos e porque a existência de Deus permanece uma questão que o poder público não pode resolver.

O Estado laico reconhece aquilo que a fé não pode exigir: o direito universal à dúvida e a legitimidade agnóstica de suspender o juízo diante do desconhecido.