Nao quero Viver na Ilusao

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O Que Falta aos Nossos Olhos e Sobra à Nossa Vida
Há coisas na vida de que não gostamos, mas que precisamos fazer: realizar certos exames, limpar a sujeira do nosso animal, cuidar de um adulto doente ou dar banho em um idoso. Nesses momentos, reclamar muda alguma coisa? Não. Apenas gasta energia que poderia ser usada para agir.
O problema começa quando a reclamação deixa de ser uma reação e passa a ser um hábito. Aos poucos, acostumamo-nos a enxergar primeiro o que falta, o que incomoda e o que está errado. E, quando olhamos a vida por essa lente, até pequenos problemas parecem enormes.
Como bem disse minha filhinha Beatriz: “Talvez valha a pena ressaltar o quanto as pessoas reclamam de tudo, e quase ninguém vê o quão ricas já são. Ter saúde, poder escolher o que comer, ter uma cama, ter pais que nos amam e ao menos um amigo com quem contar já é algo tão grande que não faz sentido reclamarmos tanto.”
E ela continua: “Às vezes, lamentamos o emprego que não temos, o corpo que gostaríamos de ter ou aquilo que ainda não conseguimos comprar, enquanto esquecemos de agradecer pelos olhos que contemplam a natureza, pelas pernas que nos levam a tantos lugares, pela boca que experimenta novos sabores e, principalmente, pela vida que ainda temos. Podemos ter muito, mesmo tendo pouco. Basta aprender a perceber.”
Talvez esteja aí uma das grandes escolhas da vida: olhar para o que falta ou perceber o que já temos.
A reclamação fixa os olhos no problema; a gratidão amplia o olhar para a vida. Se algo precisa ser mudado, que busquemos soluções. Se a insatisfação for inevitável, que saibamos expressá-la sem transformá-la em um modo de viver.
No caminho, aprendi que reclamar não encurta a distância, não diminui a subida e não torna a caminhada mais leve. Mas a gratidão muda a maneira como caminhamos.
Por isso, antes de reclamar daquilo que falta, talvez devêssemos agradecer por aquilo que permanece.
Afinal, pode haver alguém, em algum lugar, desejando exatamente a vida que hoje temos.
Peregrino Nino Carneiro

O cidadão precisa sentir medo do crime, não medo indiscriminado de quem deveria protegê-lo.

O criminoso não perde sua condição humana quando perde sua liberdade.

A violência não desaparece porque foi proibida; ela diminui quando suas causas deixam de encontrar espaço para crescer.

A eficiência da polícia não se mede apenas pelo número de prisões, mas pelo número de vidas que deixou de ser necessário salvar depois.

O Estado de Direito não desarma a autoridade; desarma a autoridade de abusar do próprio poder.

Segurança pública não é a suspensão dos direitos em nome da paz; é a proteção dos direitos que torna a paz legítima.

Segurança pública não é o Estado protegendo-se do cidadão; é o Estado protegendo o cidadão da violência.

Uma sociedade segura não é aquela que prende mais, mas aquela que precisa temer menos.

O Estado não pode combater a violência reproduzindo a lógica que pretende superar.

Onde a segurança depende exclusivamente da força, a paz ainda não chegou.

O Suave Ritmo da Persistência


Persistir não significa correr sem parar ou carregar o mundo nas costas com desespero. A verdadeira persistência é mansa: é a decisão silenciosa de dar mais um passo, por menor que ele seja, logo após um dia de cansaço. A desistência sempre nos oferece um caminho que parece mais fácil e sem esforço, mas ela também apaga a nossa luz e estaciona a nossa alma. Quando as forças parecerem poucas, não desista; apenas diminua o passo, respire fundo e confie que o Criador renova as energias de quem escolhe continuar caminhando no bem.

Deixe sua estrela brilhar e não ligue para invejosos, pois quem tem luz se destaca na escuridão, mas sempre atrai alguns insetos.

⁠A maior ignorância do ser humano não é a falta de conhecimento, é achar que sabe demais.

⁠⁠A igreja é igual um hospital, todos que procuram estão doentes, mas muitos não se curam; Também existem aqueles que não querem ser curados e dizem que não precisam se consultar com o médico.

⁠A vida não é justa! Não espere satisfação plena em nada; Os que aproveitam demais, desperdiçam tempo e dinheiro.Os que só trabalham lamentam que não aproveitaram nada.

Um milhão de lâmpadas não tem valor para um cego, assim como a ignorância não enxerga a luz da sabedoria.

A ignorância é a única riqueza que só tem valor para quem não a possui.

Se a derrota é inevitável, não permita que vire espetáculo para os inimigos.

Os inimigos mais perigosos não vêm armados, mas disfarçados, elogiando e sentando-se à mesa como grandes amigos.