Nao quero Viver na Ilusao
A verdadeira virtude consiste em recusar o que viola a dignidade humana; não é sabedoria tolerar aquilo que destrói a justiça.
Empresário não “gera emprego” do mesmo jeito que sanguessuga não “gera sangue”. O emprego existe porque a empresa precisa funcionar, simples assim. Não é filantropia, não é altruísmo, não é milagre do empreendedor iluminado é necessidade operacional. Ninguém abre vaga por bondade no coração ou por amor ao próximo; abre porque sem gente trabalhando a engrenagem trava. E sem trabalhadores, o dinheiro do empresário não “empreende” sozinho: não produz, não cria, não se multiplica fica lá, mofando no banco, rendendo migalhas enquanto ele descobre, horrorizado, que capital sem trabalho é só um número triste numa tela.
O maior milagre de deus não é a ressurreição, é ter convencido suas vítimas de que elas devem agradecê-lo pelo chicote.
Adorar um deus que exige sacrifícios é como pagar proteção para a máfia: você não o ama, você só tem medo que ele quebre as suas pernas.
Niilismo é a masturbação intelectual de quem descobriu que a vida não tem manual de instruções e decidiu que, então, não vale a pena jogar o jogo.
A verdade não liberta; ela apenas redefine os limites da sua cela para que você saiba exatamente onde vai bater a cabeça.
Se a inteligência fosse realmente um traço evolutivo de sucesso, a espécie humana não passaria tanto tempo inventando deuses para pedir desculpas por existir.
Chamam de tradição aquilo que sobreviveu não por ser verdadeiro, mas por ter sido imposto com eficiência.
A liberdade não é a ausência de correntes, mas a escolha consciente de quais responsabilidades têm o direito de nos sufocar.
A tolerância muitas vezes não é uma virtude moral, mas o sono profundo de uma sociedade que já não acredita em nada com força suficiente para se indignar.
A coragem intelectual não consiste em abandonar a moralidade, mas em mantê-la sabendo que ela é um castelo de cartas construído sobre um abismo.
O conhecimento, por si só, não nos torna melhores; apenas nos torna mais hábeis em racionalizar e legitimar as atrocidades que já estávamos dispostos a cometer.
