Não quero Alguém que Tenha outro Alguém
O ser humano consegue criar tecnologia para que um avião abasteça
outro avião em pleno ar.
Mas ainda não aprendeu
a abastecer sentimentos
entre si.
Tem um momento na vida em que o silêncio do outro começa a fazer barulho dentro da gente. É curioso isso, porque o silêncio em si não diz nada, mas a nossa mente… ah, essa não suporta o vazio. Ela é como uma escritora ansiosa, dessas que não dormem enquanto não terminam a história, mesmo que precise inventar metade dela.
Quando alguém fica mais quieto, mais distante, a gente não observa apenas… a gente interpreta. E interpretar, quase sempre, é correr o risco de exagerar. Eu mesma já me peguei criando enredos dignos de novela das nove, com direito a traição, abandono emocional e até diálogos que nunca aconteceram. Tudo isso enquanto a outra pessoa talvez só estivesse cansada, distraída ou simplesmente vivendo um dia ruim.
A mente não gosta de lacunas. Ela vê um espaço em branco e já pega a caneta. Só que ela não pergunta se pode escrever. Ela vai lá e escreve do jeito que acha mais coerente com os nossos medos. E é aí que mora o perigo. Porque raramente a mente preenche os vazios com leveza. Ela prefere o drama, o alerta, a defesa. Como se estivesse tentando nos proteger, mas, no fundo, só nos deixa mais inquietas.
E o mais irônico é que quanto menos informação a gente tem, mais certeza a gente sente. É quase uma coragem ilusória. A pessoa não respondeu direito, pronto, alguma coisa está errada. Ficou mais calada, pronto, tem algo acontecendo. E assim, sem perceber, a gente começa a reagir a histórias que nunca foram confirmadas.
Só que viver assim cansa. Cansa porque a gente sofre por antecipação, cria distâncias que talvez nem existam e, às vezes, acaba tratando o outro com base em algo que só aconteceu dentro da nossa própria cabeça. É como brigar com um fantasma e sair machucada no final.
Talvez o grande aprendizado aqui seja respirar antes de concluir. Nem todo silêncio é rejeição. Nem toda distância é abandono. Às vezes, é só… silêncio mesmo. E talvez confiar um pouco mais no que é real, no que foi dito, no que foi construído, seja um ato de maturidade emocional que a gente vai aprendendo aos poucos, tropeçando nas próprias suposições.
No fim das contas, nem tudo que a mente cria merece palco. Algumas histórias precisam ficar onde nasceram… dentro da cabeça da gente, sem virar verdade na vida real.
E se você gosta desse tipo de reflexão que abraça, cutuca e faz pensar ao mesmo tempo, clica no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Tem muita coisa lá que parece ter sido escrita exatamente para esses dias em que a mente resolve falar alto demais.
Bonito é o ser humano que admite o seu erro, aquele que reconhece virtude no outro mesmo não vivendo os mesmos valores, bonito é respeitar o tempo de cada um, bonito é achar beleza onde a maioria julga ser feio, bonito é doar dos seus talentos para beneficiar o outro, bonito é ser simples dar boa tarde e agradecer sempre.
Mergulhar em si mesmo
antes de qualquer outro oceano.
E assim conhecer nossas marés,
todas as correntezas,
desde as mais caóticas
até as mais pacíficas.
Mergulhar em si mesmo
antes de qualquer outro oceano.
O certo é isso: amar a si mesmo e, depois, o outro — sem perder a própria essência. Porque qualquer tipo de “amor” é energia, é frequência… e isso é real.
Quebra de Padrões...
O problema nasce quando depositamos expectativas no outro
sem sequer termos nos encontrado por inteiro.
Mudamos todos os dias —
e, às vezes, nem nos reconhecemos no espelho da própria alma.
Antes de tentar ser ideal para alguém,
precisamos ser verdade para nós mesmas.
Ser mulher, ser esposa, ser inteira —
não para agradar olhares alheios,
mas para honrar quem somos quando ninguém vê.
Agir com responsabilidade é um compromisso humano.
Tudo nos é permitido,
mas só o que convém ao coração consciente
merece ser escolhido.
"Amar é reconhecer na presença do outro um abrigo para a alma, onde aparência alguma tem valor maior que a paz que ela traz ao coração.”
Esses são os pilares de um amor verdadeiro. Cumplicidade para entender o outro, companheirismo para enfrentar os desafios juntos, e lealdade para ser o porto seguro um do outro. É um amor que soma, não subtrai.
(Mario Valem/Saul Beleza)
O mesmo espírito que faz um ser dotado de simpatia, é o mesmo que concede ao outro, a antipatia. É fato, é um dom!
200125II
“Respeitar o tempo do outro é como regar uma flor: não adianta forçar a abertura das pétalas, é no ritmo da vida que a beleza se revela.”
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