Nao posso te Ajudar
"O amargor do café é o primeiro quilômetro da disciplina. Depois dele, sei que posso correr qualquer maratona."
Se meus critérios para me relacionar cada vez mais mudam, como posso saber o que de fato ganhei e o que de fato perdi em cada relação?
Dias iguais?
Se tem uma coisa que posso afirmar é que nenhum dia é igual ao outro... O vento muda, temperatura muda, até a muda cresce, e as vezes em um piscar de olhos, floresce, padece, aduba a terra em seu espaço...nem mesmo a saudade é igual, sempre em seu passo pedindo mais o abraço, e quando se dá conta, os incontáveis abraços se entrelaçam mais, laços, raízes que geram unidade que arrisco a dizer ser uma arte, a arte de ser parte.
Criminais
Vivi,vivo e sempre viverei entre o real e o irreal.
Porque muito mais posso num mundo irracional
onde nada temo,nada devo.
Quem disse isso uma vez
não foi um poeta
não foi um profeta
também não foi um santo.
Quem um dia ousou dizer
essas palavras, na verdade
foi um assassino
no auge da sua sagacidade.
Mas seu nome ainda dá medo
aos que relembram do seu crime
apesar dos apesares
e de toda a morte morida
ele às vezes ainda fala
coisas que são muito verdade.
Quem disse isso um dia
foi o mais cruel dos assassinos
que,por sua insânica esquisofrenia
viveu,vive e viverá sempre entre o real e o irreal.
Toda decisão que se deseja sensata deve passar por quatro filtros:
1. Eu quero?
2. Eu posso?
3. Eu devo?
4. Convém fazer?
E sempre que obtivermos um "não" como resposta para qualquer deles, é preciso pensar dez vezes antes de colocar a ideia em prática, porque a emenda pode sair pior do que o soneto.
Na primeira vez que me sentir enganado posso estar sendo injusto. Na segunda pode ter havido uma coincidência. Mas na terceira vez a culpa é minha, e nada mais meritório do que mo terem imposto.
Posso escolher estar em todos os lugares em que eu veja sentido
Ou ver sentido em todos os lugares em que eu esteja...
Posso optar por fazer um monte de coisas que me deem sentido
Ou dar sentido a cada uma das coisas que faça.
Eu posso arrancar meu coração e te entregar sábado à tarde?
Posso despir o meu ser para que você veja o meu mais íntimo eu?
Eu quero poder te beijar tanto que sua existência fique estampada nos meus lábios como um batom vermelho rubro,
Eu quero que você seja a solução do meu vazio e não só mais um martírio.
Eu quero que você seja a única droga que eu consuma e que você não presuma que eu não seja sua, pois sou tua, tanto como o sal é do mar.
Como posso esquecer-te ó minha amada?
Como faço para tirar-te do meu coração?
Como esquecer uma dama tão linda, que nos dias difíceis segurou minha mão?
Fiz de tudo para agradar-te,
Amar-te era a solução.
Infelizmente, rejeitaste-me
E partiste, meu coração.
Como posso te amar neste círculo de conflitos,
onde a rotação devora o equilíbrio ingênuo
de um inocente que só quer ouvir o som da palavra amor?
Você descobriu a fórmula exata:
tumultuar meu silêncio,
esse silêncio que vive de regressos vazios,
abraçado a uma felicidade ausente.
Posso estar na linha de frente, no calor da batalha, olhando nos olhos do inimigo sem nenhum remorso em derrotá-lo. Porém, devo ter para com meu oponente honra e respeito, mesmo na vitória.
Faz tanto tempo que aprendi sorrir por dentro pensar ir adiante sozinho, sem mendingar atenção posso estar bem em minha companhia.
O que posso te oferecer hoje é um vazio acompanhado da solidão — sem vista, sem direção, sem nenhum benefício ou acalento de mim.
Amanhã, talvez, novos horizontes estejam ao nosso redor; hoje, nada tenho para te ofertar.
