Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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O Mangue-vermelho




Simplesmente ser como um Guará
sob a proteção do Mangue-vermelho,
da vida não ter nenhum medo,
Viver não pede receita de bolo ou segredo;
No Mangue-vermelho se proteger,
nutrir e com confiança viver;
e adiante, no curso, com coragem seguir.


Se permitir ser couro a ser curtido
e pintado pelo Mangue-vermelho,
Não ter nenhum vínculo passado,
orgulhar de ter as raízes expostas,
deixarque a ciência encontre a cura
e não se fazer em tudo --- absoluta.


Ser paciência pura com gente dura,
que não enxerga um palmo adiante do nariz,
como o Mangue-vermelho, ser refúgio feliz,
mesmo quando não for visto como merecido,
dizer com honra para sim: - Eu existo, e resisto.

Permitir ser a tua mulher
sem pressa de viver.
o vital compromisso
com o amor no destino.


Com toda calma atlântica
no lugar que elegeste,
Na tua mão a alma austral
aceite plena, fiel e perene.


Para que o amor respire
sem que nada o sufoque,
o florescer que existe,
e nem o céu não o limite.


Assim as mãos se enlacem
na primavera que acontece,
no romance que floresce
e nenhum mau tempo alcance.

No Rio São Francisco
pode ser encontrada
a Cachorrinha d'água,
que tem o pelo branco
e uma estrela dourada
na testa destacada,
Muita gente de vez
em quando nada no rio,
sem querer esbarra,
Não te preocupe,
ela não faz mal, não morde,
é apenas bem levada.

Se permitir ser
um Somorgujo,
Enquanto o mundo
afunda no orgulho.

Por ter esta mania de você,
manter vocação para ser tua,
e adoravelmente te dar corda,
para fazer história aqui e agora.


Na minha eletricidade interna
ligar a sua potência à minha,
sem deixar nada a desejar,
liderar: unidos a realidade,
e nos liberar dela, se preciso for,
com doses de fantasia e amor.


Para cumprir com companhia
a pulsante e inconfundível
a partilha das tradições românticas
das nossas correntes atlânticas.


Porque angariar o teu corpo
inteiro em derramamento
místico sobre o meu intenso,
para banhar-me no mel
inequívoco do teu desejo,
palmilhando toda a estrada
enfeitada pela florada
do ​Ipê-Roxo-de-Sete-Folhas.


Em nome da aurivolúpia
assumida total em chamas
para que em fundição progressiva
com a tua masculinidade
fazer-me das damas a mais altiva,
soberana, sublime e digna.

Nasci para ser o seu ponto fora da curva,
por isso elegi cultivar o amor e a delícia.
enquanto há quem opte pela queda livre;
Para preservar o elevado e a real direção,
para que nada distraia do que de fato importa.


Em preparação tenho afinado o coração
como um maestro afina um coral,
para receber com gala a sua existência,
para que haja o espaço para a melodia
da Via Láctea, e na garganta seja mantida.


Para o encontro das nossas polaridades
encontrem os encaixes sob os ipês floridos,
E nada seja maior do que nossas liberdades
com pertencimento, elegância e intensidade.


Da forma mais luxuosa e cheia de serenidade
para ser e desfrutar da tua entrega com os pés
descalços na beira de um rio permitindo sentir
a ternura a tocar até mergulhar e nos submergir.

No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.


Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.


Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.


Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.

O tempo é um ativo que busco,
sem adereços usar o dom divino,
Sem querer ser pretensiosa;
jamais na vida o desperdiço,
para a posteridade tenho escrito.


​Da Paineira-rosa tenho a estatura:
O que pode levar distante a ternura,
nunca começa bem, logo não insisto.
O que ilude não convém porque confunde,
porque quero o que derrama e funde.


​Quem é poeta sabe ler gente,
que são como água e azeite;
O romance e o drama sempre
serão dissonantes, paulatinamente.


​A minha liberdade só encontra,
com cumplicidade outra liberdade
— E com o que é de verdade —
Porque se fez arrumada por dentro
para resistir a qualquer tempestade.


​Indisponibilidade é porta blindada,
que não foi feita para ser forçada
pela virtude e disponibilidade;
Disponibilidade não é fachada:
é o caminho aberto e áureo.


​Disponibilidade é encontro.
Se não existe como rumo novo,
não deve ser como caça ao tesouro;
Porque é o sol que sempre nasce
para quem realmente entendeu o jogo.

Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.


Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.


A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.


Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.


Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.

Agasalhar-me no teu peito
e nos teus braços fortes,
com intimidade e sinestesia,
ser o principal motivo
da tua verdadeira alegria;
por tal sonho tenho
sido totalmente absorvida.


Tenho certeza que, neste sonho,
não estou sozinha.
Percebo, ainda, discretamente,
a implacável sintonia fina:
como Mercúrio, Júpiter e Vênus,
cada qual com a Lua se alinha,
e ainda estamos em junho,
e sei que o mundo gira.


É tempo de contemplar
a florada da Quina-do-mato
aqui em Santa Catarina,
que com as suas flores
parece um aglomerado estelar.
Sei o que fazer com ela,
caso um chá precisar;
de igual jeito, sei o que fazer
quando o amor nos arrebatar.


[Por dentro, já está tudo arrumado
para quando chegar:
terás, nas mãos, o coração
afetivamente educado para amar].

O que pode ser melhor dito,
será bendito no silêncio.
A ação é o condão do verbo
em silêncio ocorrido.


Silêncio junto com você
pode ser benquisto,
Olhos nos olhos, amorosos,
será doce e genuíno


O silêncio acompanhado,
pode ser muito expressivo.

No teu céu noturno
deixa-me do profundo
ser a Lua serena e mansa,
e ser todas as estrelas
ao redor em festança
e sarau de poemas.


Do teu enleio sublime
ser profeticamente
a Caburé em voo livre,
Até nos momentos
que pedem pausa e limite.


Nenhuma distração tarde
nem permita que falte
o peito de um e do outro
como ninho de ouro.


Juro, que dobrarei a aposta
com todo amor e carinho:
terna, veloz e devagarinho.

Ser onda para alisar
toda a tua costa,
Você irá amar,
e vamos nos venerar.

Quero ser borboleta
no jardim do mistério.

Tudo o que deve ser feito para impedir a radicalização deve ser feito na surdina. Radicais gostam de visibilidade para montar um triplex nas cabeças vazias.

Fanático tem que ser tratado como fanático para ter vergonha de ser fanático.

Ele se aproximou defendendo
o mesmo ponto de vista,
Em silêncio os meus passos seguia,
ser delicioso com poder exercia.


Nunca faltou com respeito,
nunca cruzou a linha,
embora tenha nas entrelinhas
deixado claro que me achava bonita.


Com jeito me incluía
a cada dia nas rodas de conversa,
De vez em quando a gente discutia,
Parece que até os meus
pensamentos o danadinho sabia.

Nem Sagitário A*
irá segurar o que
tiver de ser, será.


[A gente se amará.]

Pintar a si mesma,
admitir ser só,
Conhecer-se melhor
que qualquer um
e ser a sua própria escola;
Entender que no amor
nem sempre um mais um
será igual a dois,
Ser Frida é não
deixar-se para depois.

Cobiço a sua existência,


como os ghuts anseiam


ser inundados pela chuva


para verdejar a flora;


Com discrição de dama,


a curiosidade te namora.






A imaginação viaja longe,


ansiando estar contigo


na Antígua e Barbuda,


sob o sol e sob a lua,


sem pressa nenhuma.






Calipso quero dançar


na beirinha do mar,


sem se preocupar


se haverá alguém


olhando para nos julgar.






Sob a Antigua whitewood


abraçados descansar,


com a certeza de que


não são só juras de amor


que por nós irão passar:


O amor irá nos arrebatar.