Nao podem ser Explicadas mas Sentidas

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Quero conhecer tudo o que ainda não conheço.

⁠As mulheres não precisam de um dia no ano para serem lembradas, elas necessitam, nos outros dias, não serem esquecidas.

⁠Mesmo quando os filhos dormem, as mães não cochilam.

Dor que não tem remédio é a dor que você alimenta.

Dor que não passa com o tempo é a dor da idade.

A morte não manda recados porque ela nunca se atrasa.

Na luta pela sobrevivência, a morte não tem adversário.

A melhor maneira de enfrentar a morte é não temer a vida.

Onde a ansiedade fala mais alto, a paz não encontra morada.

A ansiedade não apenas rouba a paz — ela tenta ocupar o lugar que pertence a Deus.

O Poder da Leitura


Não somos apenas o que consumimos, mas o que escolhemos reter e transformar. Cada palavra lida é uma semente: algumas se perdem, outras florescem em ideias, discernimento e sabedoria. Ler não é quantidade, é qualidade.


Textos leves podem entreter por instantes, mas são as leituras que provocam, inspiram e fazem pensar que expandem o cérebro, fortalecem a memória e nos tornam mais interessantes como pessoas.


A leitura é resistência ao superficial, é ponte para mundos novos, é exercício de imaginação e cultivo da consciência. Ler é viver muitas vidas em uma só — e cada vida nos torna mais ricos em conhecimento e mais plenos em humanidade.


Roberto Ikeda escritor

“O inimigo não age no barulho da multidão, mas no silêncio do coração; é ali, a sós, que o verdadeiro combate espiritual acontece.”

“Se não plantar, não haverá colheita; permanecer no confortável demais é aceitar uma vida pequena.”

A consciência não liberta sem antes exigir responsabilidade.

A verdadeira liberdade não está em escolher por escolher, mas em decidir em sintonia com a alma.

Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.

Entre a caneta e o silêncio


Como professora, caminho...
não sobre chão firme,
mas sobre cacos de expectativas
e pós de esperança.


Cobram de mim o impossível:
números que sorriam para relatórios,
metas que brilhem nos gráficos,
resultados que não cabem no peito,
mas são expostas em planilhas frias.


Na sala de aula,
ecoam não vozes curiosas,
nem sussurros
em busca de saber,
mas do peso do desinteresse.


Olhares vagos,
mãos cansadas antes mesmo de escrever,
corações distraídos pela promessa fácil
de um benefício que paga a presença,
mas não compra o desejo de aprender.


O apoio?
Palavra bonita nos discursos,
mas ausente no cotidiano.


As leis que um dia protegeram
vão se dissolvendo
como tinta velha sob a chuva.


E o que sobra?
Um palco de cobranças
e a plateia da indiferença.


As famílias,
cansadas, omissas ou descrentes,
entregam seus filhos e filhas
como se fossem um pacote:
"Está aqui. Ensine. Cuide. Resolva. Eduque."


Os governos, contadores de cifras,
olham para o professor e veem um custo,
não um pilar, muito menos investimento.
“Os professores ganham muito,
incham a folha,
têm muitos direitos,
férias duas vezes ao ano,
piso salarial,
gratificações, recompensas,
rateios...
ganham apenas por quatro horas de trabalho


E ninguém vê as horas
roubadas de nossas famílias,
de nosso lazer,
de nossa saúde.


Querem índices
querem estatísticas,
querem provas,
querem resultados sorridentes,
mesmo que as almas chorem.


A carreira…
longa estrada de títulos caros
para salários curtos,
onde a gratificação é um remendo
que nunca vira tecido inteiro.


Trabalhar muito, viver pouco.


E o docente,
esse resistente,
esse malabarista de sonhos,
continua ali,
mesmo quando o respeito já não chega,
mesmo quando a violência não é só física,
mas se infiltra como veneno lento
no corpo e na mente.


Um dia, perguntaremos:
O que fizemos da educação?
Transformamos o mestre em operário de metas,
a sala de aula em linha de produção,
o saber em moeda barata.


E, talvez tarde demais,
descobriremos que sem professor
não há futuro que se escreva.

Compromisso pela leitura


Na escola a missão é clara
Formar leitores de verdade
Não é tarefa isolada
Precisa de coletividade
Não se pode ser omisso
Cada um tem compromisso
Pra semear felicidade.


Docente lança a semente
Família ajuda a regar
A gestão cuida do solo
O leitor pode brotar
A verdadeira união
Que faz fértil todo chão
Para a vida transformar.


Ler é direito sagrado
Ponte pra transformação
Dar voz a quem se cala
É luz contra a opressão
Livro aberto é liberdade
Faz florir a equidade
E dá força à educação.


Corresponsável se entende
Que andar só não há futuro
E que formar bons leitores
Exige um pacto seguro
Fazendo a vida renascer
Com cidadão sabendo
Derrubamos qualquer muro.

Escrevo


Escrevo porque preciso
Porque se não coloco no papel...
Transbordo!


A palavra me organiza
Me revela, me esconde, me cura.


Escrevo para me encontrar
Mas também para me inventar...

''A mãe não prevalece a injustiça sobre os filhos.''