Não Perca o seu Tempo Comigo

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Assumi comigo um compromisso que não foi bonito de fazer. Não veio em forma de promessa leve, nem de entusiasmo. Veio quase como um pacto silencioso depois de atravessar dias em que existir parecia excessivo demais.

Houve momentos em que desejei não estar. Não por falta de coragem, mas por cansaço. Um cansaço que não se explica, apenas se instala e vai apagando as bordas da vida. E, ainda assim, entre um intervalo e outro dessa vontade de desaparecer, havia algo mínimo que insistia.

Um resto de vida. Quase nada, mas suficiente. E foi nesse quase que eu me agarrei. Não por certeza, mas por decisão. Porque, se ainda havia algo em mim que pulsava, por menor que fosse, então talvez valesse a pena sustentar isso um pouco mais.

Foi ali que assumi esse compromisso. Não o de ser feliz o tempo todo, mas o de não abandonar a possibilidade de viver com verdade enquanto eu estiver aqui. De não desperdiçar completamente aquilo que, de alguma forma, ainda insiste em mim.

A felicidade, entendi, não viria como estado permanente. Mas poderia existir em fragmentos, em respiros, em pequenos instantes que, somados, sustentam a travessia.

Se estou aqui, então que valha. Que atravesse. Que sinta. Que, apesar de tudo, eu não me recuse a viver a vida que ainda me vive.

Tinha comigo a melhor das rosas,
A mais linda das flores.
Junto ao meu corpo, conduzia um regador.
Regava-a até o seu florescer.

A rosa, ainda tímida, encolhia-se quando via perigo.
Contudo, levantava as pétalas quando via seu amigo.
Faça Sol, faça chuva, ele sempre estava lá para a regar.
Quando a tristeza batia, a flor, de sua mão, nunca saía.
Ela dava-lhe o seu olhar.

A lua cheia daquele mês avisou da sua chegada;
O rapaz - com ânimo excepcional - beijou-lhe a mão para irem ao encontro da convidada.
A flor aceitou com um grande pulo de alegria, chocando assim os olhos daquele que lhe propôs o divertido encontro.
A flor e o rapaz correram pelo vale campestre e escorregaram no campo.
A moça - comovida com tudo aquilo - gargalhou um canto.
O rapaz - com os olhos presos ao fio que a prendia - sorria para a situação.
Ela levou-lhe sua mão; ele beijou-lhe mais amavelmente que antes.
Eles dançavam,
Eles se amavam,
Eles riam,
Eles se viam.
A noite se foi como o sopro de uma forte ventania;
Os dias - carregados por um coche - não paravam para deixar seus cavalos aspirarem o ar, que lhes dava energia.
A moça não o via mais com tanta frequência;
O rapaz - tomado por um ato de desespero - pedia-lhe a mão para correr pelo céu.
Ela não o respondia da mesma maneira.
Ele enviava-lhe cartas recheadas, mas, de sua querida, recebia meia dúzia de letras.
Os pássaros pararam de gorjear, mantiveram-se quietos em respeito à lucidez daquele que, com sua voz, ajudava-lhes a cantar das mais diversas canções.
As árvores - cuidadas e podadas todo ano por ele - encontravam-se turvas, em luto por aquele que lhes dedicava tanto zelo; suas folhas murcharam e destacam-se dos galhos que lhes davam sustentação.
O campo - que costumava ser rodeado e cuidado pelos lindos animais e pela cadeia alimentar destes - perdeu suas gramíneas, sua vivacidade e aquilo que mais temia: aqueles que, em seu solo, desfrutaram da mais bela benção que o ser humano é capaz de ser presenteado; em compasso com os outros, observava o rapaz e o lia.
O jovem - em prantos com a vida que levava - prostrou-se no chão e suplicava a Deus com a mão no coração.
“Por que me deste aquilo que tanto Te pedi para que, com uma frieza cruel, tirar-me?”
O cenário convergia sua visão àquele que implorava por respostas. A partir deste momento, tudo estava íngreme.
“Por que quando experimento da felicidade dada pelas Tuas mãos, tu a tiras de mim? Então, Pai Celestial, meu Deus, por que me concedeste a dádiva do amor se tinha em Tuas mãos, Pai, um fio amarrado em Teu mindinho para puxá-la de volta a Ti?”
As aves - com as penas caídas e descoloridas - aconchegaram-se no rapaz, que, naquele instante, com as lágrimas na mão e regando o chão com elas, era dominado pela mais intensa sanha.
Ele batia contra o chão; o campo soltava um gemido doloroso a cada vez que sofria, mas não se importava, pois aquele que mais lhe regou se sentia desconexo com aquele que lhe deu a vida.
“Diga-me, Senhor dos Céus, com qual objetivo Tu me sopraste com a vida? Fora para teres o luxo de me ver o sofrimento alheio?”
“Por qual razão, Deus, Tu, com um arsenal infinito de força, fazes da minha vida um grande paraíso para o Diabo?”
O campo, as aves e as árvores, todo o meio campestre derramava o gelo derretido de suas faces.
O jovem - ainda prostrado - prosseguiu com um longo silêncio.
Ele estava sem meio,
Enxugando as lágrimas, caminhou para longe.
Não se sabe em qual sege adentrou, mas que a razão não é mais aquilo que o tange.
Ele desmoronou sua estrutura no campo;
Este - gentilmente - enrolou-o num grande cobertor que lhe protegeria do frio que ali costumava a castigar.
As aves lhe beijaram o lábio;
As árvores, suor que escorria em seu olhar;
O campo, o braço que costumava regar.
O céu, cansado de tanto azul, se esvaiu.

Não fale comigo em guerras, eu cultivo flores.

Não quero ser feliz sozinho, quero que o mundo venha ser feliz comigo.

O dia começa comigo em movimento, porque sonho nenhum se realiza parado.
Insta: @elidajeronimo

Nasci para tempestades. A calmaria não combina comigo.

Em uma flor

Deixa eu saber aonde estou,
Se meu coração está contigo
E já não anda mais comigo...

As águas que vieram
Ainda banham os meus olhos
Neste rio tão vultoso
Do amor que te espera...

Não te esqueço um só instante,
Mas se lembrares de que te amo
Não demores a voltar...

Se não te importas a minha dor,
Saiba ao menos do amor
Que em tuas mãos
Depositei em uma flor...

Edney Valentim Araújo

Moça sapeca

Esse teu jeito
De menina bonita...
Moça sapeca.

Deixa comigo teu coração,
Porque o meu
Já não te deixa mais...

Como eu quero
O brilho dos teus olhos
Iluminando os caminhos meus...

Se te afastas por um pouco,
A saudade me castiga
Ansiando teus abraços

Ah... esse teu jeito,
De menina bonita...
Moça sapeca do meu coração.

Edney Valentim Araújo
1994...

Uma Comigo

Seja uma comigo,
Rasgue a cortina,
Tire tudo que nos divide,
Deixe só o nosso amor.

Venha sem pressa,
Venha sem pudor,
Venha só com o seu amor,
Venha se aquecer no meu calor.

Se entregue a essa força absorta,
Se entregue a paixão,
Se entregue ao nosso amor,
Seja uma comigo.

Sou apenas uma mulher
Como tantas outras
Sim, sou apenas uma mulher.
Trago comigo sonhos e desejos
Dores e desamores
Amores e desilusão
Trago comigo segredos
Nem sempre o que falo é o que eu queria
Nem o que sinto o que gostaria de sentir
Às vezes sou tão forte
Pinto meu nome numa águia que voa
Às vezes sou frágil que nem uma flor
Já fiz e refiz castelos
Já chorei e sorri de emoção
Já fingi nada sentir
Já amei mais do que acharia que pudesse
Talvez hoje eu pudesse parar de cantar um canto
Deitar e dormir simples e por muito tempo
Sim. Eu poderia!
Mas não quero.
Sou dona das minhas canções
Sigo e escolho o caminho que devo pisar
Nessa estrada sei que ainda tenho muito a fazer
Sei que ainda vou sonhar gritar e amar, amar perdidamente.
Mesmo que venham tempestades
Mesmo que eu me cerque de espinhos
Mesmo que às vezes me perca no caminho
Vou seguir e lutar
Chorando sorrindo
Perdendo ganhando
Vivendo amando
Sonhando tentando
Porque eu escolho viver e ser feliz!

___ Lene Dantas

Escuridão das Incertezas


Venha comigo nesta escuridão,
Onde não há compreensão,
Onde a certeza,
Não faz parte da realeza


Onde o certo é errado,
Onde o saber são dúvidas,
Onde o comer é fome,
Onde quem vive está morto,


Lá reina a hipocrisia
Que comando sobre moradores
Que já não suportam as dores,
de seu dia a dia


Talvez querem fazer as pazes
Mas não sabem que são capazes
Lutam em quietude
Enquanto sofrem sem atitude

Eu tentei ser luz quando foram trevas comigo. Tentei ser sol quando foram chuva comigo. Tentei ser alegria quando no fundo só via tristeza, mas, em meio a tudo isso, eu entendi que você tem que ser apenas você sempre...

Fica comigo!


Fica comigo, você não precisa me amar
Você já é o suficiente para mim
Seja minha musa, meu desejo
Seja aquela a quem eu dedico minhas palavras, minhas poesias
Seja para mim o ar que eu respiro, os nutrientes que me sustentam
Quero me derramar em você, me perder em você
Mesmo que a versão que eu vejo, só exista na minha cabeça
Seu coração não há espaço algum para mim, mas vejo sua alma tal como ela é
Sou um louco e a cura para minha loucura só existe em seu coração
Mas como poderia eu, um covarde desde que nasci, implorar pela cura
Quando seu coração já existe alguém?
Então fique comigo, mesmo que distante
Não saia da minha vista, peço com todo o meu coração
Ou o pouco que resta dele depois de te amar

⁠“QUANDO AS GALINHAS CANTAVAM ÓPERA

Linda, a pastora penuda que comigo ia,
Calcorreando tão verdíssimos prados,
A pastar o gado da nossa fantasia,
De beijos, abraços e mais pecados.

E assim, lá íamos amantes babados,
Por entre folhagens e flores silvestres,
Almas puras, anjos sem pecados,
A não ser os fatais, dos terrestres.

Tudo era céu e luz brilhando,
Em piruetas de paixão vivida,
No colar de dois corpos, amando.

Oh, mas que cruel sina de vida!
A nossa, galo e galinha pastando,
Sem dentes para erva ressequida.

(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 19-08-2022)”

Menina, vem comigo,
quem sabe passear,
ver o mundo pelos olhos do amor.
Pra que a felicidade seja o clima permanente
enquanto nosso passeio durar,
e que seja por uma vida.
Pra que nunca se desmanche seu sorriso
e nunca apague o brilho dos seus olhos.
E quem sabe, menina,
sejamos pra sempre,
depois que nosso amor transcender.


Por Marcio Melo

Escolhi você meu amor
Para comigo viver
Estar ao seu lado no amor e na dor
Escolhi você para comigo envelhecer

Permita-me de ti cuidar
E você deixarei cuidar de mim
Prometo te recompensar
Sendo sua até o fim

E quando chegar a velhice
Teremos um ao outro
Serei a sua amiga e cúmplice
Você meu ombro amigo

Quando tudo terminar
Terei certeza que não foi em vão
Que valeu a pena viver e amar
Então em paz descanará meu coração.

Se você marcar algo comigo e no dia não falar nada, automaticamente não temos nada marcado.

Não faço nada além das suas ações
para comigo.
Sou consequência dos teus atos.
Eu sou a reação.

“Talvez o Cupido tenha sido bondoso comigo: errou de propósito suas flechas, me concedendo o tempo livre necessário para que o destino acertasse, na hora certa, a pessoa certa.”

“O Cupido fez pontaria errada comigo… não por falha, mas por estratégia do destino.”