Nao Obrigo que Ninguem Goste de Mim
VOCÊ VIVE EM MIM
Como parar de pensar em ti
Se você vive em mim?
Como retirá-lo de dentro de mim
Se somos uma só alma?
Como dormir sem sonhar contigo
Se já apossou-se de minha mente?
Não tem como!
De minha história tornou-se o tema
E de minha vida o mais doce poema.
“ Eu , vivia sozinho
Num mundo pra mim apagado,
Seguia um mesmo caminho,
Com destino ignorado.
Meu violão,
Estava encostado
Eu não tinha vontade de tocar,
Precisava de alguém ao meu lado,
Alguém que eu pudesse amar.
Agora, que eu te encontrei,
Já toco meu violão,
Meu destino, agora eu sei
É ser escravo do teu coração”(Dato)
"Dentro de mim, existe um Espaço Sagrado onde guardo minhas preciosidades. Às vezes faço uma faxina lá e mudo tudo de lugar. Não é por nada, é só vontade de ver um outro ângulo das coisas. Eu não gosto do olhar acostumado. Não gosto de ver um objeto num objeto, porque tudo para mim tem entidade humana. E gente me tira o fôlego: vejo belezas demais quando amo, e amo sempre e tanto. Às vezes eu desapareço, porque fico tão cansada. Cansada daquele cenário. Daquele amor. Absurdada pelas coisas, me exaspero. Sempre é tanto. É que vivo num derramamento espesso de sentimento. Então eu mudo o foco, que é para não cansar o outro também(…) E só a solitude pode me acalmar. Por isso, tão pouco escrevo. Por isso, durmo antes e depois do sono. Por isso, às vezes, tudo é tão esquisito e ausente em mim. Não sou sempre flor. Às vezes, espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos."
A parte de mim
Vivo minha vida em funçao
Dos outros o meu prazer
E fazer feliz .
Minha alegria e ver
Alguem saboreando
A comida que faço
E ver meus filhos
Comprando e fazendo
O que gostam
E ver meu marido
Vendo futebol
E nao ver minha
Mae falando em
dinheiro e sim
tomando vinho
Me sinto feliz
Quando vejo uma
Criança sorrindo
Me sinto feliz
Quando vejo os outros felizes
HIIIIIII
Esqueci da parte
Que eu pensava
em me ver fazendo
alguma coisa pra me
Fazer feliz
Aonde foi parar
Esta parte de mim????
Sinto mais esperanças durante as manhãs, as noites pra mim são como um prelúdio de término, de acabado.
Olhos pesados, coração desesperado; As notícias do passado fez de mim um derrotado. Assim disse o fracassado.
Olhos fixados, coração dominado; As notícias do passado fez de mim um
afortunado. Assim então, disse o apaixonado.
Segredar o meu pensar
Minha dor é sentir-me iludida por mim mesma, por meus conselhos pretensiosos,
Por esta cabeça de vento que sempre encontra motivos para enganar-se dentro do mesmo mundinho frio, escuro e triste.
Minha ilusão é acreditar que pessoas podem ser tão sinceras quanto eu ao falarem de suas vidas, ao se envolverem de modo limpo e sem maldades.
Minha tristeza é permitir ser enganada sempre que vejo um sorriso brilhante na face da mentira, é sorrir de volta dando em dobro sem receber a certeza do outro.
Minha angústia é remoer noite adentro o quanto sou fácil de ser enrolada, a me sentir uma adolescente num primeiro encontro.
Meu desespero é esperar, esperar o que não se sabe se vai voltar olhar, olhar e nada mudar porque o passo principal já foi dado, o passo errado.
Meu tormento é chorar por dias da mesma dor que não muda, não passa, não acaba.
Meu medo é continuar sendo quem sou esquecendo sempre de onde vim e pra onde vou, passando horas dando voltas pelo quarto, me olhando no espelho esperando que ao menos aquela imagem de mulher fraca e devastada me responda quem sou eu...
Meu momento de dizer que acabou e que não mais sentirei teu cheiro por entre os meus cabelos, é o momento que mais me destrói, é o instante em que vejo diante dos meus olhos, a tua imagem me dizendo adeus.
Minha prova de que ainda existo após não querer existir, é necessitar buscar uma saída para não sucumbir de tanta tristeza.
Minha falência é ter a certeza de que logo que o sol raiar e as folhas secarem, num outono qualquer, tudo voltará a acontecer, e novamente verei face a face meu verdadeiro eu, um eu que sente a dor, sofre a ilusão, transborda de tristeza, decai de agonia, sente medo do depois, dá asas a imaginação, mente pra si mesma, se dedica a encontrar, mas não morre de paixão.
Porque resta a esperança de quem sabe encontrar o que não há em meus meados, de pensar e logo amar.
Resgato-me lá do fundo, sinto o cheiro do verão, outro dia é outro tempo, outras marcas, outro olhar, outra face do segredo, que jamais irei contar.
"Amigo! Defina amigo para mim? Bom... para uns é aquela pessoa que ri com você, que chora com você e que curte com você. Para outras e aquele que da abraços em momentos certos, que sorri em momentos necessários e que guarda segredos como ninguém. A também aqueles que acham que amigo é pra essas coisas... essas coisas de tirar fotos num domingo a tarde, de te dar apoio com a mão enquanto você pula o muro da escola, que vai até o garoto que você gosto e pergunta o que ele acha de você. Para muitos é aquele que te mostra o errado e te ajuda a enxergar o certo. Para mim amigo são meus pais, irmãos, meus vizinhos... aqueles que sei que quando gritar seus nome na hora do aperto não pensaram duas vezes em aparecer. Que brigaram e gritaram comigo quando estiver errada, mesmo que eu fique emburrada ou triste... por que verdadeiros amigos - aqueles que são considerados sua familia espiritual - sempre sabem o que é melhor pra você, por que apesar do sangue ou não sangue, de quem você é, o que você é ou o quanto você é, eles sim te amam verdadeiramente e incondicionalmente!"
O amor é um sentimento inexplicável, pelo menos pra mim! Tive a oportunidade de conhecer o que é o amor e chorei, sofri, gritei pro mundo o quanto eu o amava, mas parecia que eu gritava sozinha, meus apelos eram silenciosos eu sempre parecia doente, mas era apenas o meu coração sufocado, tentando dizer o que estava lá dentro guardado e ao mesmo tempo criando uma cratera bem funda, capaz de fazer qualquer pessoa da terra desaparecer, eu me sentia sozinha, triste, amargurada, mas depois que vi o que meu coração queria dizer, eu pensei comigo mesma que amar é brotar em um jardim as flores mais belas e sensíveis que o ser humano precisa conhecer é o sentimento mais delicado e sutil da face da terra que nós nunca iremos conhecer se não o brotarmos no MUNDO e fizéssemos com que ele gerasse paz e felicidade, esse é o significado do AMOR.
Como o amor é especial dentro de mim, sei que quando estive sozinha, ele esteve ao meu lado, sei que o amor não é cometer loucuras para dizer que ama de verdade, o amor é você amar e respeitar...Por que quem ama não machuca!Quem machuca não ama!
OUTRAS GALÁXIAS FORA DE MIM
Preciso prementemente
Fazer uma viagem para fora de mim:
Contemplar as paisagens exógenas sem fim,
Que bradam loucamente,
Ansiando acuidosamente
Por gente qual as leia, as fotografe, as narre,
As incorpore depois que as deguste
Com os dentes e a língua da mente.
Ah, a mente: o mágico lugar onde habita
A fonte da libertária vivacidade ardente, ígnea!
Não é que eu não saia;
Eu saio:
Tropego pelas execráveis alamedas
Do rolo-compressor, da perfídia,
Dos físicos e mentais desertos da reta irmanativa;
Caminho ebriamente
Pela estrada da vida bucólica
Como se o fauno fosse privado
De ser cultuado na Roma do Augusto Otávio;
Afinal, passeio pela avenida
Da estranha alegria estuprada e sofrida,
Mas sempre animosa, aguerrida da jocosa nação mestiça.
Ah, por que não proceder tal Sidarta Gautama
Que se tresmalhara das garras
Da inexpugnável fortaleza da patranha
Para esquadrinhar, conhecer a legítima face do mundo
Ao singrar as alamedas e ruelas da desesperança,
Que molda, cimenta, reveste, concreta
A antiga Índia sofisticadamente cibernética.
É, talvez eu devesse, como ele,
Abrenunciar á bem-querência
Que nutro ao egoísmo da matéria:
Pregar desprendimento, benevolência, humildade
E ficar concentrado por meses ou anos
Á sombra de uma árvore gigantesca,
A fim de que eu possa captar,
Me transformar na respiração
Da água, do fogo, do ar, da Argila-Terra-Planeta;
E, ao flutuar além das nuvens, da celeste abóboda da pureza,
Poder lograr o glorioso Nirvana:
A Extática Paz Imorredoura da Certeza!
Não, não tenho esta pujança:
Na verdade,
Sou fado malogrado,
Plenilúnio dos inválidos,
Criatura pusilânime
E o inexorável sol do vácuo
Continuamente amanhecendo radioso, soberano, impávido!
Finalmente,
Depois de horas a fio sob a sádica e sodômica luz da ilusão,
Sorumbático e desalentado,
Regresso ao cancerante conforto da minha egocêntrica mansão.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
