Nao Obrigo que Ninguem Goste de Mim

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Eu e Você

Em você a beleza
em mim o desejo
na sua boca tu me tens
nos teus olhos eu me vejo

se é dia ou se é noite
eu não percebo
na calmaria do seu toque
eu encontro meu sossego

Por inteiro tu me tens
seu amor ao bem me conduz
na escuridão do mundo
tenho você como luz

Do incerto despreso
corro com ardor
pois não sei o que seria de mim
se não tivesse seu amor.

Eu me acostumei ao sentimento que tomei a mim por todo esse tempo.Eu me encontro encerrado nesse condicionamento e alheio a todos seus passiveis efeitos.Vejo apenas o sentimento que surge em mim,e me satisfaço com isso.Me identifico com essa tristeza, e com todo o resto.Mas não enxergo o que faço aqui.Da mesma forma que nada vejo nessa escuridão que me toma nos olhos.

"Todavia, coisa diversa prezo para mim, porque prefiro conhecer todas as coisas e, ao mesmo tempo, não ser por ninguém conhecido, do que o inverso, a saber, conhecer nada de nada, mas ser conhecido por todos!"

Plenitude é fazer realidade os sonhos da menina romântica suburbana que ainda vive em mim.

´Eu mergulho lá bem
Fundo de mim
E me conheço
Me reconheço
Me aceito
Me transformo
Me melhoro
Me sinto pleno
PURO!´

Mas se quiser saber de mim o tempo por aqui tá meio apressado. Eu tenho dançado tanto, conversado tanto e conhecendo por aí. É tanta gente engraçada. E se o amor me laça nem o sol vai saber de mim.

O MELHOR DE MIM

No meu interior habita
o melhor de mim;
meus sonhos e anseios
meus mais lindos projetos
minhas canções e poesias
minhas pinturas e esculturas.
No meu exterior habita
Um mundo gritando
me convidando
e esperando
o melhor de mim.

Morta. Sem você.

E depois de todos esses meses eu continuo com a tua lembrança dentro de mim. Depois de todas essas idas e vindas, tanto tuas como minhas, eu ainda não ti esqueci. Continuo a lembrar-me das nossas conversas, das nossas raras risadas, do teu jeito de me acalentar, da tua maneira romântica de arrumar o meu cabelo.
Definitivamente, me pareces tão distante. Tão longe, cada vez mais profundo. Já faz um tempo que o teu rosto sério me entristece, a tua dura maneira de encarar a vida, tão diferente de mim, me deixa tão sem coragem de tentar. Eu sempre soube que um dia acabaria só que acabou mais cedo do que eu pretendia.
Há tantos meses não conversamos, e eu ainda não superei a dor da minha solidão, a minha mão longe da tua. Os teus cabelos anelados nunca mais foram os mesmos, os teus olhos nunca mais se revelaram com os meus. Alguma coisa mudou, tudo mudou. E agora, estou sozinha, ou melhor, sem você.
Perdi a droga e meu vicio me condena. Posso me considerar morta.

Chorai!, chorai! Enquanto a mim, a dor sufoca-me.

Ontem a sua presença passou como um relâmpago por mim.
Dando-me um choque e deixando-me anestesiado com sua presença maravilhosa.

Fogão de Lenha

Espere minha mãe estou voltando
Que falta faz pra mim um beijo seu
O orvalho da manhã cobrindo as flores
E um raio de luar que era tão meu
O sonho de grandeza, ó mãe querida
Um dia separou você e eu
Queria tanto ser alguém na vida
Apenas sou mais um que se perdeu
Pegue a viola e a sanfona que eu tocava
Deixe um bule de café em cima do fogão
Fogão de lenha deixe a rede na varanda
Arrume tudo mãe querida, que seu filho vai voltar

Mãe eu lembro tanto a nossa casa
As coisas que falou quando eu saí
Lembro do meu pai que ficou triste
E nunca mais cantou depois que eu parti
Hoje eu já sei, ó mãe querida
Nas lições da vida eu aprendi
O que eu vim procurar aqui distante
Eu sempre tive tudo e tudo está aí

Parte-se em mim qualquer coisa. O vermelho anoiteceu. Senti demais para poder continuar a sentir. Esgotou-se-me a alma, ficou só um eco dentro de mim.

APRENDIZ DE DIVAGAÇÕES

O teto, acima de mim,
Jaz sólido:
Ainda sim,
Transidamente,
Eu o olho.

Escalavrado pela impotência,
Pelo vácuo, pelo tédio
De afluirmos,
Deliberadamente,
Ao estuário da vida,
Deixo-me domar
Pelo sobrepujante cavalgar
Do heliocentrismo da elegia.

Pesarosas lágrimas silentes
E invisíveis rolam-me
Por sobre a epiderme:

Crianças ao bel-prazer
Do ódio como agasalho
Da devoluta alma,
Devoluta pele e osso,
Devoluta mente,
Devoluto corpo
Sorvem a seiva da ira
Contra o Éden misericordioso.

A eloquente voz de um homem
Esculpe, esmerila e grita
A oração: --- Sim, nós podemos, irmãos!

No entanto,
Será que esta sentença
Ganhará eco de materialização
No reino, hein, das vis-metais mentes e preconceituosos corações?

Não,
Tal convicção não acalenta
Meu escaldado ente-razão,
Mesmo quando agora
O contemplo segurando,
Firmemente, o poderoso cetro
Que norteia o rebanho
Das extáticas cabeças
Que, pelo oblíquo caminho, vão.

Na verdade,
O que, cotidianamente,
Vejo é a construção
--- cada vez mais célere ---
De megalópoles quatro palmos
Abaixo do chão.

Na verdade,
O que, cotidianamente,
Vejo são vales de incauto sangue derramado
Regozijarem os galhardos iconoclastas
Da sábia vida prolífica:
O escárnio á longevidade da sua celebração, sua mádida magia!

Testemunho
Querelas que libam,
Avidamente,
O vinho da ganância por poder
Abrir sulcos e crateras
Na mansão do nosso altruísmo.

Testemunho
O gradiente do egoísmo e da maldade
Açambarcar-se, avolumar-se,
Caminhar de mãos dadas com a ubiquidade,
Tornar-se loquacidade, astuto
E voraz canibalismo onipotente:
O arrebate do arrebol da crueldade iminente e a corrosão selvagem,
Chama alimentando a sequidão leviana, alarve
Qual ansiosamente se encontra
Ás portas do sol que liberta
A aura da universal supernova hecatômbica, fúnebre, funesta!

Enfim,
O teto, acima de mim,
Jaz sólido:
Contudo o liquefaço
Com o lume dos pensamentos
Que emana da íris dos meus olhos opacos.

Sim,
Contemplo, como se estivesse
Confinado numa câmara
Hermeticamente fechada,
A insensibilidade degustar-nos
Incomensuravelmente deleitada.

"Hoje resolvi sair de mim
Deixei meu corpo virar manequim
Pra quem quiser pelos meus olhos ver
E sentir na pele minha
Tudo que já avisei ter tido que sofrer.

Sente a dor da minha vida
Enrugada e ferida
Pelas balas já perdidas
Que o lamento me acertou.

Saiba
Que essa textura de amargura
Que perfura a língua tua
Nada mais é que meu sabor.

Esse perfume ta grudado
E não sai nem bem lavado
Com todo o ódio
Que guarda o teu coração.

Não me seque,
Nem me estenda
Mas entenda que não sou oferenda
E que jamais sentirá o gosto
De engolir o meu perdão.

Não sei se sou rancorosa
Mas de ti não tenho pena
E só quero que entenda
Que de mim já tem o 'não'.

Ele é teu
Faz o que bem quer
Mas aceite que não sou mulher
De me calar nem no caixão"

(Em homenagem a Marielle Franco)

Mateus Ribeiro de Aquino
@mateusribeir0

Sou extensa, fluida ...
... carrego em mim o oposto daquilo, a que me entrego em definição. Portanto, expandir é meu prazer, a metamorfose diante dessa sutileza que não tenho, é o que tenho de mais concreto e o intangível é o que me contorna!

Cabelos ao vento
E ele me carrega
Para dentro de mim
Me sobrecarrega
De amor-próprio
Ou de amor pela natureza
Me empurra pra certeza
De que esta passando da hora
De ser muito e completamente feliz
Me faz saltar de alegria
Me decompõe a tristeza
Me recompoe a alma
E me lança no amanhã
Me tira do chão de giz
Me joga no tabuleiro de xadrez
Me alucina a mente
Me afoga as mágoas
Me reintegra a vida
Me soluciona os problemas
Me acorda o espírito
Me faz dançar com a brisa
Me faz brilhar no azul do céu
Me acalma a tempestade
Que me tira do lugar
Me leva pra onde haja paz!!!

semeando amor
plantando amor
colhendo amor
pra mim e pra voce
é Jesus
o nosso semeador
então aprendamos
com Ele o que é
amor simplesmente!!!

e quando menos espero
brota em mim uma vontade
daquelas bem loucas
de florescer
de criar um jardim
de me voltar pro interior
do meu grande amor
que sinto por mim
me cuido
senão adoeço
me amo
porque eu mereço
me estimo
assim enterneço
me escrevo
aliviada adormeço
em lindos sonhos
eu apareço
meu espírito
ainda está no começo
da bendita encarnação!!!

As vezes você faz visita, e as vezes você faz de mim morada. Saudade.

⁠Se eu dissesse tudo que penso, algumas pessoas descobririam mais delas próprias do que de mim.