Nao Mereco tanto Amor
Ela entrou em uma rua escura,
tomada pelo medo e um tanto insegura...
A mínima luz que vinha da lua,
deixava inquieta a alma sua...
Mas não havia outro atalho,
e seu corpo banhado pelo orvalho...
Agora trêmulo e ofegante,
em passos longos e anelantes...
Não avistava o fim da ruela,
embora pequena e estreita aquela...
Era a travessa que ela temia,
seu acelerado coração pressentia...
Algum perigo iminente,
e tão logo ali à sua frente...
Viu-se totalmente indefesa,
como uma doce presa...
Perante vários homens...
Agora eu entendo o porque Jesus gostava tanto de crianças..
As crianças meninas são simples, naturais, sem máscaras, sem aquela chatice, egoísmo e camadas ruins que a maioria das pessoas desenvolvem, para uma criança menina, brincar, exercitar, assistir desenho é algo tão engraçado, incrível no ponto de vista delas, mas para os adultos não, os adultos vêem essas brincadeiras e naturalidade como algo fútil, e acaba vivendo a vida toda na mediocridade, se tornando mortas emocionalmente, algo que para as crianças é tudo, para os adultos se torna irrelevante, é como se a vida da criança fosse feliz e quando cresce se torna fechado e amargo..
Não quer dizer que os adultos devam ser crianças, mas que a sua criança interior deve sempre estar a tona, e não ser ofuscada por esse pensamento minimalista que devemos “crescer", e não ser mais nós mesmos, perdendo essa felicidade que existe na simplicidade...
As crianças meninas chamam a minha atenção para conversamos, enquanto garotas adultas ou adolescentes são ignorantes, vazias, sem graça, e se comportam sem um pingo de vontade de ter a tua atenção, enquanto crianças meninas são totalmente o contrário, elas falam coisas simples do dia a dia, mas falam com uma entonação tão empolgante, elas buscam a minha atenção enquanto dizem suas histórias com entonação e de forma vibrante, enquanto para os adultos isso seria algo normal do dia a dia, conversar com crianças meninas é como se aventurar em risadas, questionamentos e histórias, é como descobrir o mundo mais uma vez, é olhar naqueles olhos inocentes e sorrisos genuínos e ver um brilho inexplicável que se ofusca ou se perde quando crescemos, é uma beleza única, que realmente me deixa frustrado como certos homens e mulheres conseguem fazer mal a algo tão puro...
Essa criatividade é ofuscada com o tempo, essa simplicidade, naturalidade e felicidade e tratada como errada com o tempo, dizendo que precisa“crescer", que é “feio", os pais impedem a criança de ser criança, de ser feliz, brincar, correr, cair, machucar e levantar, de descobrir o mundo, as pessoas são desde pequenas impedidas de serem criativas, de evoluírem, sendo desligadas desde crianças, se tornando pessoas rasas emocionalmente, pacatas, que só servem pra decorar coisas desnecessárias na escola e morrer trabalhando...
As pessoas deviam aprender a ter mais criatividade, a desenvolver algo além da rotina, a criar ou fazer coisas que desenvolvesse o lado criatividade, a cognição mental, não somente trabalhar, comer e morrer..
As pessoas deviam ser mais simples, e aprenderem a ceder, a deixar serem simples, a deixar essas máscaras e camadas que criamos para se apresentar e somente ser nós mesmos, sem mentiras, aprender com as crianças, a rir por coisas simples, a ser feliz na simplicidade de qualquer coisa, e não ficar nessa questão frenética que é a vida adulta, as pessoas crescem e perdem a felicidade, perdem as brincadeiras, como se tudo precisasse ser totalmente sério porque somos adultos, e isso é um pensamento minimalista e totalmente desnecessário, que mata com o tempo a personalidade, a criatividade...
Além disso, eu percebo que muitos garotos que são crianças, adolescentes e homens, são idiotas, fazem idiotices a vida inteira, está aí o motivo de tanta repugnância vinda das mulheres, desde criança as mulheres são colocadas em um mundo masculino onde só tem idiotice, violência verbal e física, e ser idiota não é uma questão de idade, e sim mentalidade, muitas pessoas tem mais 25 e ainda são idiotas, estão idade não é motivo..
Eu acredito que esse comportamento áspero que certas mulheres desenvolvem com relação aos homens, que vem desde criança as vezes, provém desse comportamento tóxico e idiota que a maioria dos homens pratica, mas a real masculinidade não reside nesse lado medíocre, e sim no respeito, ensinamento, construção e amor, a real masculinidade edifica, e não o contrário..
Seja como uma criança mas com a mentalidade de um adulto, brinque, desfrute e seja feliz, deixe essa vida idiota, medíocre e perfeita de lado, e seja feliz na simplicidade, pare de correr freneticamente no trabalho, nos estudos e na vida por completo, somente pare e respire, perceba o seu arredor, a natureza e a existência, e perceba o quão bom é ser criativo e feliz na simplicidade de uma brincadeira..
Sejamos como a água
Já ouviu aquele ditado: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"?
Sim, é verdade — mas isso pode levar milhões de anos.
Então, sejamos como a água que contorna a pedra ou a que passa por cima dela.
A que contorna pode até desviar um pouco do percurso, mas ainda assim chegará ao destino.
A que passa por cima precisa de mais esforço — exige movimento, coragem e correnteza.
Porque, afinal, águas paradas não movem moinhos.
A água nos ensina tanto, que se compreendermos todos os seus processos, ela se torna uma grande mestra.
Todos temos um propósito aqui, mas o ideal é que ele se cumpra sem que percamos nossa essência — aquela que, vez ou outra, o mundo tenta moldar de forma diferente.
A água possui três estados: líquido, sólido e gasoso.
Ela pode se transformar, mas nunca deixará de ser água.
Assim também somos nós: precisamos nos adaptar, mudar, evoluir...
Mas nunca devemos destruir quem realmente somos.
O mundo real, às vezes, nos obriga a usar máscaras e a nos moldar às exigências da sociedade.
Mas, assim como a água que — mesmo transformada pelo ambiente em que está — permanece água,que nós, apesar de todas as mudanças, também saibamos preservar nossa essência.
Tem desvios que a gente só entende quando já foi longe demais,
e percebe que passou tanto tempo tentando voltar,
que esqueceu como era caminhar.
Sonhei.
Há como sonhei...Tanto sonhei..
Alto voei nas asas da imaginação.Desejei sentir tudo aquilo que havia para dar o meu coração,viver e dar vida a imaginação.E no fim era tudo ilusão.
Hoje, o tempo se esgotou e você acompanhou esse fluxo passageiro. Hoje, o que antes tinha tanto valor para você já não existe mais, e a intensidade que iluminava a sua vida parece ter desaparecido. Para você, este dia se resume apenas a um momento isolado, sem significados adicionais ou esperanças para o amanhã.
Laço
Hj somos tanto... e nem somos "nós"!
Ou talvez sejamos mais nós, do que possamos imaginar.
Talvez um só... nó* apenas!
Não! Nó não...
Nó aperta! É cego.. parece irracional!
(E isso, não somos)
Acho que somos laço!
Pq laço é livre...
Não prende!
Parece que está ali pq quer,
Pq gosta de estar e deseja!
Pra ser perfeito, doce, bonito...
Pra completar!
Unir, e não amarrar.
Pra adornar, envolver... pra laçar!
O laço te circula, sussurrando no ouvido...
E dança!
Uma perna que passa pela outra,
uma volta que mergulha de cabeça...
E vai juntando tudo, devagarinho...
Até ficar firme!
Mas, sem sufocar.
Seguro!
Mas delicado... e quase frágil.
Tipo abraço!
O nosso abraço.
Nosso laço...
"NÓS, SÓ LAÇO!"
Musica: A lua e meus sonhos
O seu sorriso resplende a luz da LUA, que tanto me energiza para a vida. Seu sorriso permite a minha alma de respirar.
A lua reflete todos os sonhos inocentes, românticos e amorosos
da vida.
Esta noite ela estava estranha, será que é por que não vi teu sorriso?
Pois é dentro dele que encontro a lua mais brilhosa e radiante que resplandece os reflexos potenciais do Amor.
As vezes me pergunto, qual é a lua mais encantadora.
Fecho os olhos e a resposta vem como um sussurro em meu ouvido.
Seu sorriso é a lua mais bonita.
Nunca serei uma pessoa matutina, pois sou muito apaixonado pela lua.
A lua, como uma flor no alto do pergolado do céu, com delicia silenciosa senta e sorri na noite.
Então assim é a lua que imagino todos os dias, pois sem ela não existe minha sombra
• "A lua é um lembrete de que até a escuridão tem beleza."
• "A lua não fala, mas diz tudo ao coração que sabe escutar o silêncio da noite."
• "Enquanto o mundo dorme, a lua vela nossos sonhos."
• "A lua não precisa estar cheia para ser linda — ela só precisa aparecer."
Quem trabalha recebe um ordenado
Que é dado a quem tanto labora,
Muitas vezes quem o trabalho explora
Não respeita quem gera o resultado,
Que além de mal pago é maltratado,
É também exaustivo o seu labor,
Quem contrata combina tal valor,
Mas quem tá no poder pouco se importa,
Suga o sangue, decepa a veia aorta
Do coitado infeliz trabalhador!
Por que eu gosto tanto da natureza?
É onde sinto meu laço mais estreito com o Criador, onde consigo silenciar toda a agitação da minha mente e do meu coração. Para qualquer lado que eu olhe, há uma criação divina — sem interferência humana. É um lugar onde a paz que sinto transborda todo o meu ser e renova minhas forças para começar e recomeçar quantas vezes forem necessárias.
É na natureza que sinto Deus me conduzindo de volta à minha essência — sem máscaras, sem cascas.
Enfim, a natureza é a minha igreja: é onde posso me sentar e conversar com meu Pai, sem nenhuma interferência.
É ali que sou tocada e lembrada, com doçura, do Seu amor por mim.
É engraçado — e um tanto assustador — o esplendor: quando você sorri, só vejo um apagão nos céus. Afinal, que coragem teria a lua de surgir, ou as estrelas de brilhar? Ao universo, só resta silenciar... e te admirar.
Estou amando tanto que cada dia que passa dou uma festa regada de caviar, bolo , doces, coisas gostosas de tanta felicidade....
Essa felicidade tem me feito tão realizada como mulher, como ser humano... Dias Fátima
O Encontro no Ônibus
Estava eu, mais uma vez, indo para a casa de minha avó. Para tanto, preciso pegar dois ônibus ou ir a pé até o ponto do segundo. Com muita cautela, vou. Passo atenciosamente de rua em rua, esquivando-me das esquinas como quem evita lembranças indesejadas.
Decido ir a pé. Chego ao segundo ponto um pouco cansado, o corpo denunciando a caminhada, e logo vejo meu ônibus se aproximar. Entro, pago e me assento. Como em qualquer outro dia, encaro a janela como uma tela em branco, onde os cenários passam rápido demais para serem compreendidos. Imagino tudo, porém nada de importância.
Um bairro se passou quando sinto um toque no braço, leve como o roçar de um galho ao vento. Vinha de alguém que se assentava do meu lado direito. Penso que foi apenas um esbarro casual e volto ao meu devaneio, mas novamente sinto. Dessa vez, decido me virar e entender o que estava acontecendo.
Era uma senhora, pequena e franzina, de mãos trêmulas e olhar perdido. Tentava, com delicadeza, chamar minha atenção. Algo havia de diferente em seu olhar — um brilho úmido que parecia conter todo o peso do mundo. O marejar de seus olhos já me inundava, e antes que pudesse dizer qualquer coisa, ela segurou minha mão com firmeza, como quem busca âncora na tempestade.
Sem dizer uma palavra, ela apenas suspirou fundo, como se aquele gesto contivesse anos de histórias acumuladas. Seus dedos enrugados e frágeis envolviam minha mão como se segurassem um último pedaço de esperança. Por um instante, o mundo se reduziu àquele toque, e o barulho do ônibus se tornou um murmúrio distante.
Aos poucos, seus lábios se abriram, e num sussurro quase inaudível, ela disse:
— Você se parece com meu filho...
Houve um silêncio denso, como se o universo contivesse o fôlego. Não sabia o que responder, e talvez ela nem esperasse uma resposta. Apenas segurava minha mão, fixando o olhar num ponto indefinido do corredor.
— Ele partiu faz tanto tempo... — murmurou, com a voz quebrada pela saudade.
Um nó se formou na minha garganta. Respirei fundo, sentindo o peso daquele instante. Então, num gesto instintivo, apertei a mão dela com carinho e disse:
— Eu estou aqui... Pode me contar sobre ele, se quiser.
Ela pareceu surpresa, como se aquela simples oferta fosse um presente inesperado. Seus olhos marejados se voltaram para mim, e um sorriso tímido despontou, como um raio de sol por entre nuvens carregadas.
— Ele tinha esse jeito quieto... sempre olhava pela janela, pensativo. Gostava de imaginar histórias. E quando eu estava triste, ele só segurava minha mão, como você está fazendo agora.
Senti meu coração pulsar mais forte. Eu não era apenas eu — naquele instante, eu era um fragmento de memória viva. Ela continuou falando, e a cada palavra seu rosto se iluminava, como se a lembrança trouxesse o calor de um reencontro.
— Ele dizia que as nuvens eram mapas de terras mágicas — disse ela, sorrindo leve.
— Sempre acreditava que, se prestássemos atenção, descobriríamos um caminho que só os sonhadores enxergam.
Sorri também, e sem perceber, comecei a compartilhar minhas próprias memórias de viagens e pensamentos perdidos olhando pela janela. Ela escutava atenta, como quem encontra companhia na dor e na saudade.
Quando o ônibus freou bruscamente, ela soltou minha mão com delicadeza, como se devolvesse à realidade o que fora apenas um breve consolo. Antes de descer, olhou para mim com um sorriso pequeno, mas sincero, carregado de um agradecimento mudo.
— Obrigada... Você me fez lembrar que o amor não morre... Só se transforma em saudade.
Olhei para ela e, com um sorriso sincero, respondi:
— Talvez ele ainda segure sua mão... de algum jeito, através de quem traz um pouco dele no olhar.
Ela desviou o olhar por um momento, tentando conter as lágrimas. Mas quando voltou a me encarar, havia uma serenidade nova ali, como se minhas palavras tivessem encontrado um canto acolhedor dentro dela.
Fiquei observando-a partir, pequena e delicada, desaparecendo na multidão. O ônibus seguiu viagem, mas aquela sensação permaneceu em mim — uma mistura de melancolia e gratidão por ter sido, ainda que por poucos minutos, um porto seguro para alguém que precisava ancorar suas lembranças.
No caminho até a casa de minha avó, pensei sobre a força que existe em simplesmente estar ali para alguém. Às vezes, somos chamados a ser companhia em meio ao tumulto da cidade, como se a vida nos empurrasse para encontros que não esperávamos, mas que, de alguma forma, precisávamos viver.
E ali, entre a dor e o alívio, aprendi que às vezes somos porto, outras vezes somos naufrágio — e, no intervalo entre os dois, a vida nos permite tocar o coração de um desconhecido, deixando nele um pouco de calma, e levando conosco a certeza de que a humanidade sobrevive nos detalhes.
