Nao Mereco tanto Amor
Presenças que Não se Despedem
Aqueles que partem antes de nós não deixam apenas saudade.
Deixam um vazio que não se mede, um espaço que ninguém ocupa.
Mas deixam, também, a permanência da sua história —
uma presença silenciosa que continua ecoando no tempo.
Fica a ausência do calor de um abraço,
o gesto interrompido,
o sorriso guardado na memória.
Fica o olhar que ainda nos atravessa,
a voz que já não tem som,
mas insiste em nos chamar por dentro.
Eles partem do alcance das mãos,
mas não se ausentam do que fomos com eles.
Habitam as lembranças,
os lugares,
as palavras que repetimos sem perceber,
os silêncios que se tornam mais densos.
Há quem parta e leve consigo o mundo que conhecíamos.
E há quem fique —
não no corpo,
mas no que nos ensinou a sentir.
Na saudade que dói,
mas também sustenta.
Porque amar alguém é aceitar
que, mesmo na ausência,
algumas presenças jamais se despedem.
Orações escritas
Deus,
hoje eu não tenho força para explicar o que dói.
Meu coração está pesado, meus pensamentos cansados,
e minhas palavras quase não saem.
Estima-me em Ti, Senhor.
Quando eu não conseguir me amar,
quando eu não conseguir me sustentar,
sustenta-me Tu.
Lembra-me que ainda sou vista,
mesmo quando me sinto pequena, esquecida ou frágil.
Ajuda-me.
Ajuda-me a atravessar este dia.
Não peço grandes respostas,
apenas o alívio de não caminhar sozinha.
Segura-me quando eu vacilar,
acolhe-me quando eu chorar em silêncio.
Se for possível, descansa minha alma em Ti.
E se não houver descanso agora,
fica comigo na tristeza.
Isso já basta.
7de janeiro de 2026
Há uma pressa que não leva a lugar nenhum.
Na corrida pela vida, esquecemos de viver.
O esforço constante para sobreviver ocupa tanto espaço que a própria vida passa despercebida — silenciosa, enquanto estamos ocupados demais tentando dar conta de tudo.
E quando percebemos, não foi o tempo que faltou.
Faltou presença.
Devocional
Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.
Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.
Sou eu.
Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?
Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.
Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.
Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.
Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.
13 de Janeiro 2026
Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.
Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.
Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?
Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.
Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.
Às vezes o futuro não acontece do jeito que você imagina. Merdas acontecem e as pessoas são uma droga. Talvez tenha sido por isso que parei de escrever e comecei a gravar fitas.
Aqui, há também pessoas desejosas de se tornarem cristãs, mas não têm direção. Qual é o problema essa manhã? "Oh," diz alguém, "Eu tenho estado na prática do pecado, e o hábito é muito forte sobre mim." Lute com hábitos pecaminosos com a Palavra de Deus, que é a espada do Espírito - somente assim você irá conquistar o seu eu maligno. Ache um texto das Escrituras que subjugue seu pecado, ou finque-
o no coração. "Apesar de tudo, Satanás me tenta horrivelmente," chora alguém, "Eu tenho sido violentamente assediado de várias formas." É mesmo? Você não é o primeiro. Nosso Divino Senhor em sua fraqueza foi tentado pelo diabo. Ele poderia ter lutado com Satanás com várias armas, mas ele escolheu para vencê-lo uma somente. Ele disse, "Está escrito. Está escrito. Está escrito. Está escrito." Ele deixou totalmente em pedaços o inimigo com essa ponta afiada que o arqui-inimigo pensou em usar a mesma espada - e ele mesmo começou a dizer, "Está escrito." Mas ele cortou a si mesmo com essa espada, pois ele não citou as passagens corretamente, nem deu todo o seu conteúdo - e o Mestre achou rapidamente uma forma de tirar a espada de sua mão e feri-lo novamente.
Nós não podemos compreender O Deus. Podemos apenas saber o que dizemos quando sussurramos seu nome; porém, sentimos em nos uma necessidade imperiosa, invencivel, absoluta de crermos e amá-lo.
Enterre os mortos. Não como os egípcios, para tentar a imortalidade. Mas como deve ser, definitivamente. Volte as costas ao passado. Olhe apenas em frente. Recorde que o tempo tudo cura.
Não quero ser um obstáculo em sua vida, não quero ser o fardo a pesar em seu ombro, não quero que troques tua felicidade por mim, quero mais que tu vivas bem, que sejas feliz em lembrança aos poucos bons momentos que tivemos...
Não existe determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade.
A chuva não é grande coisa. Mesmo que você seja a única pessoa sem um guarda-chuva, está tudo bem. Apenas se molhe. Se molhe e corra.
Uma pessoa é como uma cidade. Não se pode deixar que algumas áreas menos aprazíveis provoquem uma repulsa generalizada pelo todo. Pode ser que haja algumas partes das quais você não goste, umas ruas e uns bairros perigosos, mas as coisas boas fazem o todo valer a pena.
Quando você conseguir superar problemas graves não se detenha na lembrança dos momentos difíceis, mas na alegria de haver
atravessado mais essa prova em sua vida.
Quando sair de um longo tratamento de saúde, não pense
no sofrimento que foi necessário enfrentar, mas na bênção de Deus que permitiu a cura.
Leve na sua memória, para o resto da vida, as coisas boas que surgiram nas dificuldades. Elas serão uma prova de sua capacidade e
lhe darão confiança diante de qualquer obstáculo.
Mas um estranho em uma terra estranha, ele não é ninguém. As pessoas não o conhecem e não conhecer é não se importar.
A estupidez é uma arma invencível. Não há argumento capaz de infundir inteligência na mente de um adversário bocó.
A gente não pode ser aquele garoto tímido toda a vida, né? Tem que se dar um pouco mais e chegar mais perto do público sem aquela armadura toda.
