Nao Mereco tanto Amor
Estar sozinho não é o mesmo que estar solitário. A solidão é o encontro marcado com a nossa própria essência.
Fui taxado de difícil ou esquisito por não ter amigos. A verdade é que a minha confiança não se entrega a qualquer um.
Mas você não consegue ver o seu sangue.
Não é nada além de sentimentos
Que este velho cão despertou.
Tem chovido desde que você me deixou,
Agora estou me afogando no dilúvio.
Sabe, eu sempre fui um lutador,
Mas sem você, eu desisto.
E eu te amarei, querida, sempre,
*E eu estarei lá, para sempre e mais um dia, sempre.
Estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar,
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará em minha mente,
*E eu te amarei, sempre. *
Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria.
Dê uma olhada no meu rosto,
Não há preço que eu não pague.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.
Não permita que o frio da ausência me alcance. Me levanta, me cuida e me mostra que, ao seu lado, a solidão nunca mais terá vez.
A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.
O mundo lá fora é gelado sem você. Não me deixe à mercê desse vazio; estenda a mão e me tire do frio, pois meu lugar é guardado no calor do seu peito.
Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.
Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.
Não tenha medo do caminho, apenas feche os olhos e escute a voz do seu coração; ele já sabe que o meu lugar é ao seu lado.
