Nao Mereco tanto Amor
Tem dias que eu paro e penso no quanto eu sinto as coisas de um jeito diferente…
não é algo que eu escolhi, simplesmente faz parte de mim.
Eu não sei viver pela metade.
Não sei gostar um pouco, não sei acreditar mais ou menos, não sei fingir que não me importo.
Quando é pra sentir… eu sinto de verdade.
E às vezes isso pesa.
Porque nem todo mundo entende, nem todo mundo valoriza, nem todo mundo fica.
Mas mesmo assim, eu continuo.
Porque dentro de mim existe algo maior uma fé que me sustenta, que me faz acreditar que nada disso é em vão.
Eu acredito que Deus vê tudo.
Cada sentimento guardado, cada oração feita em silêncio, cada momento que ninguém mais percebeu.
E talvez o meu jeito nunca seja o mais fácil…
mas eu sei que é verdadeiro.
E no fim, é isso que eu quero carregar comigo:
um coração sincero, uma fé que não desiste
e a certeza de que tudo que é real… sempre encontra o seu lugar.
Não se julgue, se jogue. O prazer existe, para ser provado. Estas são algumas das frases impressas a fogo nos palitos de madeira, dos picolés Magnum da marca Kibon. Uma estratégia nova de marketing direto para o verão de 2026, quase se achando uma variante dos biscoitinho da sorte, chinês.
A matrix tenta qualificar o autismo como uma doença mas não é, e sim uma supercapacidade atemporal de atenção, foco e velocidade. A inicio quase sempre todo portador desta capacidade, silencia se por que está de certa forma aprendendo consigo mesmo, a acalmar a mente no complexo processo de ir e vir, múltiplas vezes. Pois só depois deste aprendizado interior, cada um conseguirá dar saltos quânticos celebrais e voltar, sem perder a própria identidade afetiva e emocional, tão importante a eles, dos diferentes encorajadores ao seu redor.
Não estamos diante de novos transtornos infantis mentais como Esquizofrenia, Autismo, Borderline, Savant, Psicose, como muitos imaginam e ate inadvertidamente comentam. Na verdade, tudo sempre existiu, só que os indivíduos menores não eram notados, devemos lembrar que fora do circulo aristocrático familiar, as crianças de um modo geral do século XIX e anteriores, eram consideradas um estorvo social um grupo de sub gente que só davam problemas e trabalhos. A própria historia universal da pediatria, nos diz que consolidou-se como especialidade no final do século XIX, originada da necessidade de reduzir a alta mortalidade infantil e tratar crianças não mais como "pequenos adultos". Sendo assim popularizou-se por volta de 1880.
Sejamos justos, algumas pessoas não merecem ser ajudadas por que estão órfãs e acomodadas dentro da própria infelicidade que virou um meio, torto de vida. Só devemos ajudar, quem pede ajuda em um momento difícil mas por vergonha da situação, vai fazer de tudo e mais um pouco para superar. A esmola consecutiva, vicia o cidadão que nunca irá buscar trabalho para ganhar o pão. Erra mais quem da do que quem recebe.
A super exposição de um (AH/SD), não é boa, afinal não estamos diante de um personagem fantástico, adestrado, a ser explorado pela mídia irresponsável sensacionalista. O estatuto da criança e do adolescente, do meu saudoso mestre o Dr. Alyrio Cavalliere e outras legislações conjuntas, propõem a salvaguarda das crianças e muito mais as especiais. Algumas providencias legais devem serem acompanhadas, caso a caso, muito mais do que a grande publicidade, cada criança precisa de apoio, acompanhamento e inclusão pedagógica no sistema educacional integral. Pois toda super exposição de crianças com Altas Habilidades e Super Dotação (AH/SD), como show podem ser desastrosas para o desenvolvimento da própria criança.
A solidão é minha velha amante fiel que já se acostumou e aprendeu a não reclamar comigo, nos momentos que quero ficar sozinho, introspectivo, sem a menor paciência de encontrar com pessoas infelizes sorridentes, enfeitadas com utensílios de marca baratos mas falsificados que orgulhosamente desfilam vitoriosas e especiais de fachada.
Não acredito em palavras bonitas, elogios sem sentimentos e muito menos discursos inflamados, da boca pra fora. Acredito em preces e orações silenciosas, em atitudes secretas sem alarde e meios sorrisos de esperança daqueles que anonimamente fazem, pelo amor a vida e o bem estar de tudo que nesta dimensão vive e precisa continuar vivendo.
Não cedo minha escada a quem quer que seja, pois ela é única, personificada para cada um segundo suas jornadas e suas aspirações. No entanto, procuro ajudar a qualquer um, subir o primeiro degrau de suas escadas, que terá a altura e as dificuldades contidas em sua própria vida, em seu espirito e seu coração.
O autismo não limita as pessoas, pelo contrario em certos casos desenvolve um super foco e um fator recorrente de genialidade sobre um determinado assunto ou habilidade. O que limita, não o autista, mas a sociedade comum com quem ele convive é a desinformação, as superstições, as didáticas padrões e o múltiplos preconceitos não preparados do novo. E o pior que muitos poucos entendem como, o ser diferente luta dia a dia, para ser igual e receber o amor, o carinho e a atenção comum a todos, dentro de seu mundo divergente, tão especial.
Não existe a possibilidade de reverter de forma rápida o isolamento social do ser com o TEA transtorno do espectro autista. Acredito, que a melhor forma, seja pedir sensivelmente autorização para entrar e passarmos a fazermos parte do isolamento particular, dentro dele. O primeiro passo deve ser sempre natural e igualitário a ele e ao mundo dele, para depois com alguma confiança, de forma leve estabelecermos suavemente uma nova conexão para a comunicação, de mais ouvir e respeitando a linguagem e o foco, dele.
Hoje em dia os relacionamentos duram bem menos que o esperado, e fruto deste relacionamento, não tão raramente como pensamos, temos um portador com o transtorno do espectro autista, em guarda compartilhada. Acredito que cada conjugue acompanhe e queira o melhor para seu filho mas muitas vezes, o mais pratico na melhor das intenções, pode não ser o melhor opção para o autista. A exemplo, são as voltinhas nos shopping um ambiente de "criptonita" para os portadores de TEA, muita iluminação, muito barulho, muitas informações sobretudo de campanhas publicitarias para venda em massa. O ambiente do shopping, é um local pratico mas inconveniente para o autista de qualquer nível. Os locais mais recomendados, são passeios ao ar livre em locais calmos.
Para os espiritualistas, para os que acreditam que o sentido da vida não acaba aqui e para aqueles que acreditam nas experiências cientificas do quase morte e no processo evolutivo da reencarnação. A partir destes conceitos, acreditam se que a criança vem autista por opção, que no plano astral ela, escolheu uma mulher ou uma família com o nítido objetivo de amadurecer o amor incondicional. A criança é agente e propositor da afetividade divina ao diferente. Um agente do processo evolutivo humano, tão descrente neste momento planetário de duvidas no caos contemporâneo.
Como pensador e autor eu defendo que o "grande autor" não é necessariamente quem dá as respostas cientificas ou ficcionais, mas sim, quem instiga o leitor a buscar suas próprias verdades e contextualiza las em seu meio.
O Brasil cresce assustadoramente, todos os dias. Mas não cresce para cima e nem cresce para os lados. A nação cresce para baixo. A cada semana, descobrimos pelos noticiários que as corrupções e desvios de dinheiro publico do estado brasileiro por todas as partes, politicas, estruturais e institucionais, são cada vez mais profundas.
O Brasil que não conhece o Brasil mas durante muitos anos, nos lugares mais pobres, sem a mínima estrutura de sobrevivência e com grande dificuldade de oportunidades para as crianças e os adolescentes, a única maneira de galgar uma posição no mercado de consumo, na esfera social e mesmo existência fora da finita realidade original, era pela transmutação de gênero e comercialização do corpo. Em alguns pontos principalmente na região norte, está pratica é negociada diretamente com a família, sem pudor. Pois é bem melhor ver um filho se perder no mundo que ele, ficar em casa, e o ver morrer de fome.
