Nao Mereco tanto Amor
Sobre não ser correspondido: o verdadeiro problema está no fim das esperanças e expectativas que se alimentou. Pois você não apenas idealizou a pessoa — idealizou também a si mesmo e a relação que poderia existir. É um caso de desilusão tripla.
Seja uma pessoa compreensiva o bastante para saber, inclusive, como e quando dizer 'não' — ou 'foda-se'.
Tem quem romantize o sofrimento, mas isso não anula o fato de que ele é necessário para dar valor à vida. Isso porque, na vida de quem é capaz de extrair lições, ele é o que nos faz entender o que realmente precisamos ou necessitamos. É uma pedagogia apofática; geralmente, pensamos em nos reinventar após um sofrimento ou após notarmos que sofreremos no futuro se não 'tomarmos jeito'. Até para ter uma compreensão que sirva para a cura, você precisa, antes, saber o que é sofrer. Precisa compreender que o sofrimento muitas vezes surge quando você se apega a uma dor e cria outras a partir dela. - Rob Sings
A meu ver, não existem pessoas tristes ou felizes. Esses são estados de humor e, como tal, são voláteis. Ninguém é 100% uma coisa só o tempo todo. As pessoas sustentam ou não esses estados emocionais, conscientes disso ou não. Uma desilusão não superada faz a tristeza permanecer por mais tempo; um relacionamento em sua melhor fase faz a felicidade permanecer por mais tempo. Mas isso passa. - Rob Sings
Carta aberta: Ao meu Marido
Te amar foi, sem dúvida, a escolha mais bonita que eu já fiz.
Não foi algo que simplesmente aconteceu… foi uma decisão que nasceu no silêncio do meu coração e que eu escolho renovar todos os dias, ao seu lado.
Com você, eu aprendi que o amor vai além dos momentos leves — ele se constrói na paciência, se fortalece no perdão e se prova na decisão de permanecer.
Eu escolho você nos dias fáceis… mas, principalmente, nos dias difíceis.
Escolho ficar quando tudo pede para ir,
escolho cuidar quando é mais simples desistir.
Porque o que temos não é passageiro.
É profundo, é verdadeiro, é raro.
Amar você é isso:
é decidir ficar,
é querer construir,
é nunca desistir de nós.
E, entre todas as escolhas da minha vida,
você sempre será a minha escolha mais certa.
Se vocês têm apelidos engraçados e carinhosos;
Se vocês conversam sobre tudo;
Se vocês não tem brigas e se tem se resolvem;
Se vocês comem juntos;
Se vocês choram juntos;
Se vocês vivem juntos mesmo distantes;
Vocês se amam a todo instante.
Ilusão do tempo
O tempo não é senhor de tudo —
não traz respostas, nem resolve caminhos.
Não constrói certezas,
nem garante destinos.
O tempo não pesa a dor,
não a aumenta, nem a faz cessar.
Não nos torna mais conscientes,
nem nos ensina, por si só, a mudar.
Seguimos acreditando em suas promessas,
como se nele houvesse redenção.
Mas, no fundo, nos enganamos —
é nossa a escolha, não sua, a direção.
E às vezes, silencioso e sutil,
o tempo apenas nos distrai...
um intervalo disfarçado de cura,
onde nada realmente se transforma — só passa.
Com a sua ausência, aprendi: não dá pra escolher não sentir…
e, no fim, sentir é tudo que nos resta.
Pra quem sempre evitou sentir,
a sua partida foi um vendaval por dentro.
Sentimentos que não cabem, não obedecem, não se escondem…
E no fim, o maior aprendizado:
sentir nunca foi fraqueza —
nem algo pra disfarçar.
Eu sabia que um dia você iria partir…
mas não imaginei o tamanho do vazio.
Que a dor faria morada,
silenciosa e constante.
E que a saudade viria assim —
avassaladora, sem pausa, sem aviso…
tomando tudo que ficou de você em mim.
Engraçado como me ensinas, mesmo depois de partir.
Logo eu que desde menina aprendi a não demonstrar o sentir.
Mais, hoje tudo o que não consigo é esconder o sentir.
Vivo entre ruínas e reconstruções.
Sou a mistura de emoções!
Vivo, mas não mais por inteiro.
Sinto, mas não mais com compreensão.
Vejo, mas não mais com a razão.
Sem exato discernimento, sigo com o turbilhão de emoção.
Me vê, mas não me enxerga.
Me ouve, mas não me escuta.
Me ama, mas não me quer de verdade.
Promete, mas não cumpre com propriedade.
A desculpa pra tudo, mas não há ação de verdade.
Amor sem prioridade, não é amor: é conveniência, é comodidade e é apenas existência sem verdadeira cumplicidade.
