Nao Mereco tanto Amor
O sagrado não se anuncia em trombetas, mas no leve estremecer da alma diante do simples: uma folha que cai, a água que corre, o olhar que acolhe; é nesse quase nada que o infinito se esconde, esperando ser percebido.
A alma é uma chama que não pertence ao corpo, mas o habita como peregrino; cada dor é apenas o vento que a faz tremular, e cada alegria, o clarão que recorda sua origem no fogo divino que jamais se apaga.
A eternidade não é o tempo sem fim, mas o instante em que o coração se dissolve na presença; nesse breve clarão, o universo inteiro cabe no sopro de um ser que se reconhece parte da mesma fonte que o criou.
Cada sonho é uma chama que pede céu, mas arde primeiro no peito; e quem o segue descobre que não há triunfo sem ferida, nem voo que não nasça da promessa secreta da queda.
O sentido não se encontra nas respostas fáceis, mas na inquietação que corrói o peito; é na dúvida constante, na marcha hesitante entre luz e sombra, que o ser percebe a extensão silenciosa de sua própria mortalidade.
O sofrimento não é obstáculo, mas mestre silencioso; ele desnuda a fragilidade, testa a resistência e, no instante em que parece esmagar, revela o limite exato da própria liberdade.
Que Deus não permita que fiquemos satisfeitos com os louvores e adulações humanas, já que isso significaria ter posto o coração na glória do mundo e não na de Jesus Cristo.
Minha Negra Consagrada
Não esconda teus caracóis
em químicas de lisura,
tua pele é tua cor,
tua arte nua e crua.
O teu jeito tão singelo
te faz altiva, és rainha,
danças leve, sensual,
na elegância que caminha.
Lábios fartos, pele escura,
jeito doce, alma pura,
a malícia se confunde
com a ternura da tua curva.
Se soubesses o quão rica
de beleza e de candura,
não dirias ser pequena,
és gigante em tua altura.
És tão linda, és tão forte,
tua raça me encanta,
descendente de rainhas,
me governa, me levanta.
Minha negra consagrada,
meu amor mais singular,
me ensina a ser teu homem,
me ensina a te amar.
Teu corpo é como um violão,
em minhas mãos, vira canção,
floresço em ti, natureza,
perfeição da criação.
Mauricio Macedo
"Segurar tua mão é meu juramento silencioso:
não importa a tempestade, nem o tempo,
nem a distância — enquanto teus dedos estiverem nos meus,
estarei inteira, só tua,
e nada mais importa."
Muitas vezes ficamos presos em nossa MENTE Como se estivéssemos presos em uma floresta negra e não conseguimos encontrar a saída.
prisão mental existe é muitos não conseguem sair dela.
“A prosperidade não é só riqueza”.
A riqueza, em sua natureza intrínseca, constitui dom especialíssimo,
atributo que dimana do Altíssimo, conferido a alguns segundo Sua soberana vontade;
talento e recurso que, embora legítimos, não asseguram por si só a eternidade,
pois se limitam ao campo material e transitório da existência terrena.
Diversamente, a prosperidade se reveste da condição de verdadeira bênção,
porque se estende a todos quantos depositam sua confiança no Deus vivo.
Não se restringe a cifras, patrimônios ou títulos de crédito,
mas se manifesta em paz de espírito, em saúde preservada,
em família edificada com dignidade e em fé que sustenta a jornada diária.
Cumpre reconhecer que o homem rico, ainda que cercado de tesouros,
pode revelar-se pobre de sentido, carente de substância na alma,
enquanto o próspero, mesmo em meio às adversidades, floresce e subsiste,
porque amparado está na força que do Alto provém,
e sua vida se firma perenemente na graça divina.
Assim, proclama-se: a riqueza é dom, privilégio que pode converter-se em vaidade;
já a prosperidade é bênção inalienável, direção segura
e fundamento espiritual da existência.
Se o dom é recurso eventual, que Deus soberanamente reparte,
a bênção é graça contínua, que jamais permite faltar
o necessário à vida, ao coração e à eternidade.
Ambos procedem de Deus, o que ratifica a existência de realidades diversas:
há o rico pobre e o pobre rico, assim como há o rico verdadeiramente rico
e o pobre que permanece pobre.
O que, em essência, distingue cada um não é a soma dos bens,
mas o caráter, a fé e a dignidade que sustentam a alma diante de Deus.
H.A.A
