Nao Mereco tanto Amor
Mãos que aram na fértil sementeira do bem, sob a labuta voluntária do amor e da cristandade, sois vós a grande marca na elevação dos tempos que se aproximam, através dos "pólos" que hora já se constituem daquilo que hoje chamais de energia "quântica"...O restabelecimento da identidade, enquanto luzes reflexivas que se auto-definem no universo da arte, e através da harmonia, se estende infinitamente por todos os mundos... Inicia-se na centelha do Divino, que dá razão a "ideia"... Esta, percorre as malhas da beleza, dando lugar a rica poesia, e daí florescem os espetáculos na maestria celeste, através dos sons que curam, das mensagens que enobrecem, dos sentimentos que despertam no coração das galáxias... "Movimentos" são convertidos em fluidos, e esses meus amados, são transformados em reação imediata à serviço do Ser e do próprio Orbe...À cada segundo de existência, escrevemos valiosas linhas na nossa História, que para a eternidade, são nada mais e nada menos, que milhares de milhões de anos de "Composição"... Pois viemos daquele que deu "luz" à Luz, saciou a primeira fome do "desconhecido", nos dando lugar a esperança que nos acaricia em sonhos; mostrou não apenas que uma "montanha" pode ser removida, mas principalmente, que somos capazes de construir belas "planícies"...
Muitos são os desvalidos da carne e sequiosos do espírito... A Pátria do amor carece se estabelecer nos pilares da experiência corpórea, onde muitas vezes naufragamos, e abandonamos à orfandade, espíritos que nos são caros, na razão do nosso próprio crescimento... Muitos dentre vós, já são capazes de sentir e interpretar com beleza, a arte constituída no perdão e na humildade, na aceitação e no zelo, de tudo o que nos transpõe os limites da rápida matéria, outros porém, ainda se golpeiam em suas frustradas paixões... Quantos de vós ainda não conseguem perceber as luzes fulgurantes que se espalham na suavidade de voluntários versos, na sincronia de humildes notas que falam ao coração, e na movimentação singela dos corpos que bailam, sob as aspirações do espaço cósmico? É como compararmos um céu sem estrelas, com outro fortemente estrelado... Apesar de ser o mesmo céu, aos olhos da beleza fática e traduzível, um apresenta-se como uma simples imagem no vago desconhecido, enquanto o outro, meus amados, brilha aos olhos de quem contempla os seus vastos limites, na condição de pode-los representar... Estejamos convencidos do amor que o Cristo deposita em nossas vidas, e aceitemos com gratidão e respeito, toda manifestação que dele se fizer emissária...
Nascemos infinitamente para o amor...Eis a voz que jamais silenciará, jamais perderá o seu brilho no palco das nossas emoções, vividas no transcurso existencial de nossas almas, pois desde o primeiro momento, quando constituímos a razão deste projeto, acreditamos fielmente no potencial fecundo existente em cada um de vós...Na morada das almas felizes, somam-se os sonetos, alarga-se o Divino, na poesia que enobrece a palavra, e na arte que irmana o amor...Entre vós, a representação do belo, está no próprio azul que singra sob os olhos da criatura que contempla o céu de um novo mundo...Como poderíamos compreender a liberdade de um pássaro, se o mesmo estivesse desprovido de suas asas? Como poderíamos definir a vida com propriedade, se nela não encontrássemos um sentido particular para gerirmos a nossa própria caminhada? Portanto, somos “pássaros” em revoada, soltos sob o levitar do vento, seguindo uma nova trilha, ininterrupta para o que nos aguarda, na definição do tempo que urge, e para cada ação de luz verdadeiramente representada no eminente horizonte. Somos o retrato fiel deste amor que nos define, através de sensações jamais vividas, pois neste momento, já somos capazes de vivenciar a família universal, percorrendo o universo num simples contar de “estrelas”... Na expressão da vida que alegre canta a doce canção, nas vozes que ecoam dos precipícios, aos elevados cumes da marcha, sob as clareiras infindáveis por onde transita o sentimento, ao elo maior que nos une ao oceano da paz.
Fiéis são os olhos que vêem, meus amados, pois criaturas “pequenas” também realizam grandes obras, e próprio é o momento em que descobrimos o absoluto dentro de nós...Sigamos em frente, sob as pegadas do mestre e agradeçamos ao pai, a oportunidade de podermos reviver esses momentos que jamais foram ou serão esquecidos...
Eis que o amor é a mais sublime de todas as artes, viemos traduzir a luz deste sentimento que liberta, aflorar nos corações a beleza que transcende nos universos paralelos da existência, transformando as emanações negativas do ser, no mais poderoso elo de ligação com a pátria celeste, através da palavra que conforta, da música que enobrece, diluindo as feridas da alma, dos movimentos e ações que dão vida à fraternidade cósmica, e da energia constituída em benefício daqueles que sofrem. Amados obreiros do mestre, amai-vos uns aos outros, e fazei deste exemplo, uma eterna corrente de paz, que deve percorrer as galáxias, compactuar com o brilho das estrelas, e abençoar toda a Terra através deste trabalho em que nós, humildes servos do “invisível”, e vós, tradutores da arte libertadora, fielmente compomos...
Nos mantenhamos conectados, sem jamais perdermos o foco que é de natureza divina...O amor exemplificado, deve multiplicar-se, percorrendo as zonas mais profundas do ser, desde a obscuridade entorpecente que embriaga muitos dos nossos irmãos desvalidos na erraticidade, até às cicatrizes cármicas que ainda trazemos de vidas pretéritas. Uma transformação que já acontece em toda atmosfera, resgatando almas enfermas e necessitadas...Devemos traduzir a Luz Divina que existe dentro de nós, e abandonar a "luz" das nossas fantasias, que acaba ofuscando o nosso próprio brilho...
Somos herdeiros do infinito, porque somos obra de Deus, uma obra de arte digna de ser esculpida, e representada com beleza para todo o sempre, e é na senda do bem que o ser se eleva, diluindo as sombras da existência reparatória. Sintamos com profundidade a mensagem do Cristo, e que a mesma, através da nossa vivência, possa resplandecer no palco das nossas mais sublimes afeições.
Somos uma só energia, dentro do mesmo propósito, no seio de uma mesma família.
Somos herdeiros de uma lição eterna: O amor... Assim como, "gigantes" de um tempo que transforma, e "aprendizes" de um sentimento que acorda...
O amor é a prova de tudo aquilo que precisamos receber, e a razão de tudo aquilo que podemos ofertar.
Sob os pilares do amor, respiramos a essência do ser inviolável que habita dentro de nós. A centelha luminosa que acende e reproduz a chama Divina, sob os reflexos da vida que prospera. Cada instante, é um salto para um novo e glorioso despertar, onde munidos de propósitos sublimes, nos elevamos em favor da humanidade. A serenidade é um “preâmbulo” da paz, e a paz é um estado de resiliência, onde mental e emocionalmente, nos sentimos confortáveis em utilizar as nossas qualidades e comportamentos, para um bem maior. Diz um velho ditado no mundo dos homens, que não podemos controlar os ventos que sopram sobre o nosso barco, mas podemos ajustar as velas para chegarmos ao nosso destino. Assim, podemos traduzir a razão de estarmos aqui, compreendendo o soprar do “vento” em nossas “velas”, sobretudo, sob o árduo esforço de definirmos a direção promissora das nossas “embarcações” peregrinas.
Amor é tudo aquilo que se realiza, que se dá, que se partilha, que se recebe, ou mesmo que se deixa evadir, em prol de uma grandeza íntima verdadeiramente representada...
Tudo que pode ser será, nem todo amor nasce de um beijo, nem todo sonho resistirá, se as falhas estão em nossos desejos...
Não é sempre que se pode esperar, e nem todo dia é dia pra esquecer, em um livro que se escreve com "tinta", estórias hão de se espalhar...
Semeie a paz no mar da vida, transformando lágrimas em cores. Eis que o amor produz a magia da existência...
Todo amor tem um fio que descortina a dor, seja na súplica dos oprimidos, ou mesmo no peso do seu próprio temor...
Mãos que aram na fértil sementeira do bem, sob a labuta voluntária do amor, são marcas eternas na evolução dos tempos...
Mãe é mãe na dor, no amor, na cumplicidade. Berço de vida, palco de lembrança e símbolo de verdade. Mãe é a eterna imagem, que reside no coração, no tempo e na saudade.
