Nao me Pergunte quem sou
Eu me recolho no escuro,
não por medo... por visão;
quem silencia por dentro
prepara revolução.
Recuo não é fraqueza,
é estratégia do mais forte;
eu me recolho inteira
pra voltar mudando a sorte.
Amo como quem não sabe ser pouco, como quem sente até o limite e ainda acha espaço pra mais.
Existe um amor que arde mal resolvido, um incêndio que nunca virou cinza, que insiste em voltar nos dias mais silenciosos como se ainda tivesse algo a dizer.
Existe outro que é possibilidade, leve, quase vento, um caminho que me chama sem pressa, sem peso, como se o futuro tivesse um tom mais bonito ali.
E existe aquele que não vai embora. Não porque ficou, mas porque virou parte. Raiz invisível, presença em silêncio, memória que não se apaga nem quando a vida muda de direção.
Eu amo. Sem ordem, sem regra, sem defesa.
E no meio de tudo isso, eu sigo me reconstruindo, tentando não me perder entre o que ficou, o que poderia ser, e o que ainda sou.
Porque sentir nunca foi o problema.
O desafio é continuar inteira mesmo quando o coração insiste em ser muitos.
Ainda toca
Eu odeio admitir,
mas ainda gosto das músicas.
Não de você..
não de quem você virou
quando a máscara caiu.
Mas do que eu era
quando tudo ainda fazia sentido.
Cada acorde
não chama teu nome,
chama o meu
de um tempo que não volta.
E isso é o que dói.
Porque a música ficou bonita,
mesmo depois
de você ter estragado tudo.
Quem ama não provoca.
Não faz cena, não disputa atenção, não usa terceiros pra atingir.
Quem ainda joga…
nunca entendeu o que era amar.
E eu?
Ainda sinto.
Mas sentir não me obriga a voltar
pra um lugar que me destrói.
Não é o lugar, nem quem passou,
o tempo mente... Nada levou.
Há algo em mim que insiste em ficar:
não acaba… aprende a morar.
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
A cidade não é neutra: ela legisla silenciosamente sobre quem merece abrigo e quem deve sobreviver à margem.
Existem ideias que não podem ser compartilhadas com quem não tem visão para compreendê-las.
Nem todos estão preparados para certas verdades, certos planos, certos sonhos.
Já calei minha voz quando precisava falar não por esperteza, mas porque entendi que algumas mentes ainda não estavam prontas para a grandeza do que eu enxergava.
Não é loucura.
É discernimento.
Aprendi que não se entrega joias a quem só valoriza bijuterias.
Nos negócios, nas amizades e nos relacionamentos, nunca entrego tudo de imediato.
Porque um dia entreguei… e recebi uma rasteira.
E a dor daquele tombo virou sabedoria.
Hoje eu sei
não é qualquer um que atravessa a minha porta,
nem é em qualquer mesa que eu me sento.
Porque quem já sentiu falta d’água aprende a valorizar cada gota.
Evans Araújo
Quem é você quando ninguém está olhando?
Não a versão ajustada, polida, socialmente aceitável.
Não o personagem que você construiu para caber nas expectativas, nos vínculos ou nos silêncios alheios.
Mas você inteiro, cru, sem plateia.
Quem é você quando a luz apaga?
Quando o barulho externo cessa e sobra apenas o eco dos seus próprios pensamentos?
É nesse espaço íntimo que a verdade se revela. Não a verdade que você conta, mas a que você sente.
Porque, no fundo, não somos aquilo que dizemos ser
somos aquilo que repetimos quando ninguém está vendo.
Somos os hábitos invisíveis,
as escolhas silenciosas,
as fugas que justificamos
e as verdades que evitamos encarar.
Há uma diferença sutil, porém profunda, entre identidade e desempenho.
Muitos vivem performando uma versão de si que agrada, que é aceita, que é validada.
Mas poucos sustentam coerência entre o que mostram e o que são.
E é justamente nessa coerência que mora a integridade.
Quem é você quando pode escolher sem testemunhas?
Quando pode ir embora ou ficar?
Quando pode ferir ou preservar?
Quando pode se abandonar… ou se sustentar?
A forma como você se trata nesses momentos define muito mais sobre você do que qualquer discurso bem elaborado.
Talvez a pergunta não seja apenas “quem é você?”
Mas sim: você tem sido alguém que conseguiria respeitar, admirar e confiar se pudesse se ver de fora?
Porque no fim, inevitavelmente, você sempre volta para si.
E quando voltar…
que encontre verdade, não disfarce.
consciência, não fuga.
e, principalmente, alguém que não precise se esconder de si mesmo.
Nelma Andrade
Psicóloga
Existe alguém que vive sem um par?
É porque não achou a quem amar?
Talvez o tempo demore muito,
Mas quando a hora chegar, esteja pronto para falar que toda espera valeu a pena.
Cuidado com quem te prende, mas nunca te escolhe. Quem te deixa sempre em segundo plano não merece o seu primeiro lugar.
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