Nao me Pergunte quem sou
Não me subestime,
Sou capaz de queimar o barco comigo dentro em alto mar,
Só pra ver quantos ratos faltam pular.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
Entre dois mundos
Não sou do tipo “normal”.
Mas eu sempre tive histórias
que não cabem no comum.
Logo depois da adolescência,
vivi algo que nunca esqueci.
Acordei…
ou achei que acordei.
Levantei da cama
e caminhei até a porta do quarto.
Tentei abrir.
Uma vez.
Duas.
Várias…
Nada.
Foi então que, sem entender,
olhei para trás —
e me vi.
Deitada.
Dormindo.
Havia duas de mim no mesmo espaço:
uma presa no corpo,
outra presa no quarto.
Me aproximei devagar…
como quem teme atravessar um espelho.
Tentei me acordar —
toquei, chamei…
mas era como tentar alcançar o vento.
Voltei até a porta.
Insisti mais uma vez.
Nada.
Então desisti.
Voltei para a cama.
Sentei ao meu lado
e, meio irritada, meio rendida, falei:
— Já que não consigo sair…
vou ficar aqui,
esperando você acordar.
E esperei.
Sem saber o que havia lá fora,
sem saber se alguém poderia me ver,
sem saber, sequer,
onde eu realmente estava.
Depois…
acordei.
Como se nada tivesse acontecido.
Mas, aos poucos,
as lembranças foram voltando —
como ecos de um lugar
onde ainda existo.
Nunca entendi
por que fiquei presa naquele dia.
Mas entendi outra coisa:
eu vou.
Vou a lugares,
tempos,
dimensões…
E, às vezes,
nem preciso estar dormindo.
Sempre vivi
entre dois mundos.
E, por muito tempo,
tentei negar isso.
Fingir.
Me encaixar.
Ser outra.
Hoje, não.
Outro dia, disse
a uma das minhas Pessoas Favoritas:
— Eu sou assim.
Ou me aceita…
ou não.
Ela ficou.
E, desde então,
não questiona mais —
admira.
Talvez porque, no fundo,
todo mistério só assuste
até encontrar
quem não tenha medo de olhar.
E eu aprendi:
não existe calmaria
sem a coragem da verdade.🌙
“Viver espontaneamente é aceitar que não sou perfeita — sou verdadeira, e sigo adiante como uma errante aprendiz, colecionando quedas, descobertas e a coragem de recomeçar.”
Eu sou uma mistura de... Calmaria, sangue quente, paz e adrenalina. Não é fácil me entender, e ainda mais difícil é permanecer na minha vida. Não poupo verdades, odeio mentiras, não disfarço o que sinto, não adio despedidas. Vivo intensamente, nos limites entre corpo, alma, coração e mente.
Autoria
Não me rime com o que é raso.
Sou feito de abismos,
de silêncios longos
e de uma vontade danada
de ser, cada dia mais,
o meu próprio cais.
" Eu Não Incômodo... Eu Transbordo "
Sou rio que não se detém porque alguém fechou a represa.
Sou mar que não cabe em copo.
E aprendi que quando alguém não manda nem uma palavra, já disse tudo.
Eu sigo.
Não por desistência, mas por amor próprio.
Não por fraqueza, mas por força.
Porque flores não imploram por jardim: elas nascem onde sabem que podem florescer
Verso inquieto, pensamento que voa,
Sou fogo que queima e água que entoa.
Não me prende a superfície,
não me doma a razão,
Geminiana, sou caos e canção.
Sou feita de restos que insistiram em ficar,
pedaços que o tempo não quis levar.
Metade de mim é calma aprendida,
a outra metade ainda é incêndio que não se apaga.
Fechar a carteira emocional
Não é o outro que me deve,
sou eu que insisto em pagar parcelas
de um contrato nunca assinado.
Chamo de amor,
mas é vício de apostar no cavalo errado,
mesmo sabendo que não vai cruzar a linha de chegada.
Um dia, o estalo:
o banco não é deles,
a moeda sempre foi minha.
Fecho a carteira.
Corto o crédito.
O débito evapora.
E descubro, enfim,
que liberdade não é conquistar amores distantes,
é escolher e não financiar ilusões.
Sou casa agora,
mas não serei teto para sempre.
Meu lugar me chama de longe,
e quando eu for,
levarei comigo
a certeza de que amei inteiro.
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