Nao me Pergunte quem sou

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A gratidão não melhora o mundo, mas o torna habitável. O pouco passa a bastar quando é visto com presença.


– Jess.

As pessoas passam.
As emoções que elas causam, não.


– Jess.

Sentir às vezes
não vale a pena.
Agora entendo
perfeitamente
o porquê.

Não consigo me ver em uma vida sem arte, arquitetura, história, poemas e paixões. Isso alimenta minha alma. Talvez essa seja a minha sina...

Os cadarços de Sophia


“Não te falta força, porém cadarços amarelos para o sapatênis que não tem. Pois quem vive vida tão sofrida, morro acima, morro abaixo, com uma bacia de roupas na cabeça, não compra cadarços — cadarços amarelos — nem sapatênis, nem uniformes; muito menos pode ir à escola, como as crianças que não trabalham e podem estudar.”


Diziam isso para a menina que chorava por cadarços amarelos, para o sapatênis que ficava na vitrine da loja de calçados, a um quarteirão e meio da escola. Escola esta particular, única na vila, de fama alta entre antigos e novos moradores da cidade por causa dos seus uniformes. Eram uniformes com pudor, de menina-moça de família, educada e de muita estima, pelo lindo e desenhado traje que usavam — principalmente o das meninas, de mangas longas e vestido, com sapatênis preto, todo padronizado. Apenas a cor dos cadarços variava: rosé ou vermelho, verde ou azulado. Era essa a razão do sonho de Sophia — um sapatênis fechado com o bendito cadarço amarelado.


Era o sonho de Sophia comprar aqueles cadarços e, para isso, guardava seus trocados, que no trajeto do morro abaixo recebia da sua mãe, que com a menina repartia parte do pagamento: duas moedinhas de dez centavos pela tarefa cumprida, pelo esforço que fazia morro acima, carregando a trouxa de roupas e uma latinha.


De três em três dias, duas moedas no fundo do pequeno cofre tiniam. Cofre para este fim feito, artesanalmente “arranjado”, de latinha de leite moça improvisada, com um adesivo amarelo pregado. Nele, estava escrita pela mãe da menina a única palavra por ela aprendida — palavra esta que Sophia também aprendera no caminho morro acima e, quando descia a ladeira morro abaixo, com fé, pronunciava o som da palavra a cada passo; e o significado de cada fonema embrulhava como se faz com um presente que ainda não chegou a hora de dar.


Cadarço, que agora era o sonho de Sophia, já fora o sonho de sua mãe, que à escola nunca ia, pois uns cadarços, em vidas tão sofridas, nunca pôde comprar — muito menos sapatênis, uniformes e ir à escola estudar.


Forças e sonhos todas as manhãs arrumava. Com o tinido de cada moeda no fundo da lata se motivava. Nunca desistiu da caminhada: morro acima, morro abaixo. Aprendeu que, na vida, tudo passa e que uma grande meta a ser alcançada traz, no começo, uma dificuldade danada.


Primeiro os cadarços, depois o sapatênis, o uniforme e, por fim, a escola. Um passo atrás do outro, uma conquista de cada vez. Diziam para a menina que chorava por cadarços amarelos:
“Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.”


Para minha felicidade e admiração de sua mãe, anos mais tarde, quando voltei, dei de frente com Sophia. Em suas mãos não encontrei nem bacia nem latinha. Estava diferente. Diferente da menina que, morro acima, morro abaixo, repetia insistentemente a palavra alegria. A mesma palavra escrita naquela latinha, palavra ensinada pela mãezinha, razão que foi razão dos seus cadarços, do sapatênis, do uniforme e da escolinha.


De hoje em diante, também me sento com os moradores da cidade para, com orgulho, olhar aquelas que, de uniformes tão admiráveis, caminham para estudar. Que vão e vêm todos os dias — em especial a minha menina de cadarços amarelos, única entre as demais. Aquela que vai cantando insistentemente a palavra alegria, porque desde cedo ela sabia que, na vida, não se realizam sonhos — muito menos se compram cadarços amarelos — sem alegria, razão dos cadarços amarelos, razão do sonho de Sophia.

Tentar provar que não tem ego faz parte do ego; o problema não é ter ego, é viver em função disso.

“Sonhar primeiro com os cadarços, aprender com a dor de alguns laços, para daí adiante não se enrolar na vida como quem tropeçou nos próprios passos.”

“Na origem, o corpo era apenas verdade, não motivo de culpa. Adão e Eva não sentiam vergonha porque ainda não havia separação entre quem eram e quem pareciam ser. A desobediência não criou o corpo nu, criou o olhar que julga. A vergonha nasceu quando a inocência foi perdida, não quando a pele foi revelada.”

a sua essência nunca muda, não importa quantas máscaras você coloque nenhuma irá substituir quem você é; pela essência.

Alguns fingem ser pessoas que não são, assim se tornando impossível elas começarem a fingir ser quem elas mesmas são.⁠

E quase sempre tentamos acertar algo com o mesmo erro.
Muitas vezes não conseguimos ser a pessoa que precisamos, nem o amigo, nem o filho, nem o colega, nem o pai, nem nada certo.
Confiamos em pessoas erradas, tomamos caminhos errados e o pior: afirmamos coisas erradas na vida.
Mas não adianta, enquanto o mundo for mundo, humano for humano, erro for "sem querer" e errar ainda der algum resultado bom ou ruim, iremos viver assim.
Não fazemos o melhor porque "não queremos", e enquanto "EU" não mudar o mundo, a vida superficial permanecerá intacta em um pedestal de ouro.
E a vida boa? De verdade? A feliz?
Bom, ela continuará sendo esquecida, deixada de lado e perdida.

O impulso é averso a sabedoria, isso não é frieza emocional, é só auto-controle⁠.

Apelo de campeão de natação ' Me joga na pedra que eu não sei nadar'

O Que o Tempo Não Apagou
Suspiros mudos e o olhar no chão,
Palavras curtas, quanta hesitação...
Beleza rara que a todos cercava,
Enquanto eu, em silêncio, apenas olhava.
O que o peito não soube ler outrora,
É que ele me amava desde aquela hora.
Sua mãe me acolhia com tanto carinho,
Como se eu fosse filha em seu caminho.
Mas o destino trouxe a distância,
Fez-se o vazio, findou a infância.
O laço real não chegou a se dar,
E o tempo tratou de nos separar.
Até que a rede, em tela e sinal,
Trouxe de volta o elo vital.
Por meio de um amigo, veio o recado:
O antigo querer ainda estava guardado.
Porém, a vida impõe seus cuidados,
Dois mundos agora tão ocupados.
Mesmo que o brilho ainda se sinta,
Há prioridades que a realidade pinta.
— Roseli Ribeiro

"Calaram meu sonho, mas não minha coragem.
O caminho se estreitou, mas a alma é gigante.
Não darei um passo atrás na estrada que conquistei,
pois quem caminha com Deus nunca luta em vão." Ass Roseli Ribeiro ⁠

"Eu te amo não é bom dia, precisa realmente se certificar antes de verbalizar para não banalizar algo tão vasto, profundo e significativo."

Que o dia que se inicia seja mais uma oportunidade de conseguirmos acertar e que se assim não o for, que possamos perdoar e sermos perdoados. que apesar de termos conhecimento da possibilidade de inúmeras vezes o erro ocorre ou de não obtermos êxito, que nunca percamos a fé, a esperança e a coragem de ousarmos novamente.

"Que o dia que se inicia seja mais uma oportunidade de conseguirmos acertar e que se assim não o for, que possamos perdoar e sermos perdoados."

Não aceites subornos. O suborno por maior que seja, nunca paga o teu valor, despe-te e tolhe a tua liberdade de movimentos. Recusa com um sorriso que mostre que não estás à venda.

⁠Você foi feito do pó e não do lixo.