Nao me Pergunte quem sou

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O crime não vence o Estado pela força; vence pela corrupção que apodrece o poder por dentro.

A rebeldia dos rappers/mc's de esquerda segue firme, desde que não atrapalhe a narrativa oficial dos comunistas.

Mataram o cavalheirismo acusando-o de machismo. Agora reclamam que os homens não abrem a porta, não pagam a conta e homens que não se comprometem. Igualdade tem custo. Aproveitem o 50/50 e a ausência de proteção. Foi escolha, não surpresa.

Eu não repito discurso, eu penso. E pensar, hoje, já é um ato de rebeldia.

Kamorra não é sobrenome apenas. É história. É escolha. É guerra.

Ele só entra na favela porque está sob a proteção do crime organizado.
No meio do povo, não anda — afinal, não foi eleito por ele.

A inclusão do meu apelido como sobrenome foi fruto de oração e discernimento, não de impulso ou desordem.

A pergunta-chave: Na minha busca pelo sucesso, estou prejudicando
alguém? Se a resposta for não, siga em frente com confiança.

Alguns crentes de hoje aconselhariam Davi a apenas orar por Golias, não a enfrentá-lo. São os mesmos que distorcem o evangelho e acham que seguir Jesus é aceitar ser pisado por qualquer um.

Promessa não tem valor; cumprimento tem.

Você não é qualquer amor, é o amor da minha vida. A saudade aperta quando a distância insiste em nos separar, mas nem quilômetros conseguem diminuir o que sinto. Cada dia longe só confirma: meu coração mora em você.

No mundo há amor por tudo.
Ama-se muito e com freqüência.

O meu amor, não é menor, nem maior, nem mais bonito - meu amor é líquido e transcende o imediato.

Ok, meu amor é pela escrita.

Quando tudo vira urgência na vida,
Não se tem como descansar,
Mesmo exaurida,
A alma precisa continuar.


Não é desorganização,
é desespero, não despreparo.
É viver com aquele aperto no coração
E um sentimento de desamparo.

Se você não está no processo de se tornar a pessoa que deseja ser, está automaticamente empenhado em se tornar a pessoa que não deseja ser.

Não sei dizer o que mudou
Mas, nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

De que me adianta viver na cidade se a felicidade não me acompanhar? Adeus 'recifence' do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar...

A verdadeira liberdade não está no mundo externo, mas dentro de si mesmo. Liberdade não é algo que se toca ou se conquista fisicamente, porque o corpo, por sua própria natureza, está preso a necessidades básicas, como o alimento, o descanso e outras condições essenciais para sobreviver. Essas dependências tiram qualquer ilusão de que a liberdade pode ser algo plenamente físico.


A liberdade, na verdade, é um estado que se sente, algo profundamente interno. Não é sobre estar em um lugar ou realizar uma prática, mas sobre sentir-se livre, independente das circunstâncias externas.


De nada adianta viajar pelo mundo inteiro, explorar cada canto do planeta, se dentro de si ainda persistem prisões invisíveis: medos, preocupações, angústias e a incapacidade de estar em paz consigo mesmo. A verdadeira liberdade é sentir-se livre por dentro, independente do que acontece ao seu redor. É um estado de aceitação e presença que nenhum lugar externo pode proporcionar.

TESTAMENTO DO AMOR DE UMA MULHER (02/2001)

Mulher não pode amar
na essência da palavra
Somente pode ser amada
na fadiga doutrinária.

Por isso compreendo agora
o meu grande erro na vida
Erro ou experiência?
Erro, experiência é
a degradante escusa do desacerto.

Amei, então errei
na essência da palavra
No desacerto perdi
o amor da pessoa amada.

Quando a mulher ama
verdadeiramente
Torna-se cúmplice de
um amor decadente.

No âmago do ser amado
depois do alcance da conquista pleiteada
exaure da sua alma todo o amor , e logo depois
vulgariza sua amada.

Quer ele ser o caçador perpétuo
da pureza nunca conquistada
Que desatinado e exasperado é este ser
que jamais poderá ser amado?

Amei, então errei e sofro
na essência da palavra, mas
Sou feliz por ter amado
Mesmo sendo vulgarizada
por deixar-me ser conquistada.

​"Não foi no rosto que senti o teu beijo, Senhor,
Mas no âmago da alma, onde a dor se faz luz.
Teu hálito de paz dissipou meu desejo,
E a sombra do mundo rendeu-se à tua cruz."

A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.