Nao me Pergunte quem sou
A dor não me define, mas me educa, ela me mostra caminhos que a alegria disfarça, aprendi a respeitar o que me feriu, porque foi através disso que ganhei força, e agora carrego orgulho das cicatrizes que tenho.
A fé não é um paliativo para os fracos, é a declaração de guerra mais audaciosa contra o domínio do medo, é o ponto final irrefutável que se coloca onde a dúvida tenta iniciar uma nova frase de derrota, e a única arma que realmente nos protege é a oração, um escudo de invisível poder. Não importa a tempestade, se a sua âncora estiver firmemente lançada no amor de Deus, você encontrará a paz que excede o entendimento, um porto seguro que não se abala, e a certeza de que a bondade infinita sempre oferece uma nova chance, mesmo aos indignos.
As lágrimas que vertemos não são meros rastros de tristeza, mas o sal que tempera a nossa gratidão futura, pois a profundidade do nosso apreço pela luz só é medida pela escuridão que ousamos suportar, e a alegria desinteressada de um novo amanhecer é o prêmio pela coragem de ter sobrevivido à noite. Não se envergonhe da sua sensibilidade, ela é a bússola que aponta para o caminho da sua cura, e a prova irrefutável de que o seu coração, apesar de tudo que enfrentou, recusa-se obstinadamente a endurecer ou a desistir da beleza da esperança.
Não aceite a versão simplificada da sua história que a superficialidade do mundo tenta te impor, aquela que reduz a sua complexidade a um erro isolado ou a um único momento de glória passageira, pois a sua vida é um romance de múltiplas camadas, recheado de contradições e de redenções não contadas. Ouse narrar a si mesmo a sua própria verdade, sem cortes ou maquiagens, reivindicando o direito de ser o autor e o protagonista da sua saga, e assim, encontrará o poder de fechar os capítulos que doeram e de iniciar as páginas mais vibrantes.
Aprendi que o perdão cresce em terreno pedregoso. Não é flor que se planta em rega fácil, é erva resistente. Cresce entre rachaduras, na margem dos dias amargos. Quem perdoa carrega uma pedra a menos no peito. E o corpo, mais leve, volta a ouvir sua própria respiração.
Recomeçar é um pacto íntimo com a coragem,
não tem banda, não tem plateia, não tem glamour, é só você recolhendo os pedaços que sobraram, montando-se de novo como um quebra-cabeça cansado, mas sempre funcionando, sempre indo adiante.
A fé me segurou quando minhas pernas já não respondiam, e eu entendi que milagres não são barulhentos, eles acontecem dentro do peito, sem testemunhas, são costuras invisíveis que impedem o colapso, e hoje sou feito delas, firme, mas delicado.
Nem todo sorriso é leve, alguns carregam tempestades, mas mesmo assim eu sorrio, não para enganar o mundo, mas para lembrar a mim mesmo que ainda há luz, mesmo se pequena, mesmo se fraca, luz é luz, basta um fio para mudar tudo.
A fé não me prometeu facilidade, me prometeu companhia, e isso é suficiente para continuar, o caminho ainda é duro, mas nunca é solitário, caminho com Deus e isso muda tudo.
A vida me moldou com martelos invisíveis, e cada pancada foi lição disfarçada, não guardo rancor, guardo sabedoria, quem atravessa tempestades vira abrigo, hoje abrigo quem amo com firmeza.
Meu peito já foi terreno árido, mas hoje floresço até onde não existe água, descobri que algumas forças só nascem do nada, e que sobrevivência também é uma arte divina, eu sou prova viva disso.
A solidão não é sinônimo de vazio, é laboratório de si. Lá monto peças da minha verdade que ninguém constrói por mim. Trabalho com ferramentas de silêncio e lâmpadas internas. E o resultado é um eu que conhece suas próprias medidas. Voltar ao mundo é mostrar essa peça, ou guardá-la em segredo.
A liberdade só se manifesta quando não há mais ninguém externo para servir de bode expiatório para a nossa infelicidade ou o fim da história. Enquanto a sombra da culpa for projetada, estaremos presos na escuridão de um luto que não nos pertence.
Você não é o que tem, nem o que faz. Você é o que resiste quando tudo o que é externo desmorona. Aí reside a sua verdadeira fundação.
A beleza, para mim, tem textura de memória antiga. Não brilha como notícia, mas como utensílio bem usado. Os objetos bem amados enchem a casa de sentido. E a simplicidade neles é dignidade. Viver é rodear-se de coisas que contam nossa história.
Não se entra aqui sem se sujar de poeira e sem sentir o frio que emana de lareiras apagadas há décadas pela chuva da indiferença.
O perdão mais difícil não é aquele que damos aos que nos feriram, mas o que negamos a nós mesmos por termos sido o chão onde eles pisaram com tanta força. É preciso aprender a ser casa para si mesmo, mesmo que a estrutura esteja condenada pela defesa civil da alma.
Tanto na vida quanto na pintura, posso efetivamente privar-me de Deus. Mas não consigo, eu, sofredor que sou, me privar de algo que é maior do que eu, que é a minha vida, o poder de criar.
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