Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Estou de mudança. Saí do seu mundo e vou voltar para o meu.
Pelo menos, sou melhor recebida e mais querida!
O seu nome, eu escrevi no meu diário pela última vez.
Tranquei. E joguei a chavinha fora. Era o melhor que eu tinha a fazer.
Porque lê-lo outra vez poderia me causar a sensação de querer viver tudo novamente, errado novamente.
Posso estar insatisfeita com as tempestades da vida,
mas no meu coração sempre estará o maior sol.
Porque aprendi que vale mais o que está
dentro de mim o tempo todo.
Quero unir meu pensamento ao teu para que nem a distância consiga afastar você de mim...
Bom dia amor 💕
TESTAMENTO...
(Bartolomeu Assis Souza)
Faço em vida meu testamento,
minha história...
Que tudo fique ao vento!
Há uma luta cega
Fica meu oco olho
Meu cadáver enrijecido
Nunca mais que quente
Somente o frio o tempera
Em guarida construída
Faz macia minha sepultura...
O morto que sou,vou
Ressuscito em outra vida...
ALMA DESCONTENTE
Oh! Meu Único Norte
Luz consoladora
Eterno d'alma forte
Astro da minha paz
Rasga o peito...
Agita as asas...
Acende à claridade
Perfume de Amor...
Enquanto "eu" sou veneno d'alma
Bendito que me deste a vida
Eu que sou uma alma descontente
Tu que me alimentas à vida
Eu sou eterna dor e pranto
Tu Sacerdote Eterno da fé
Eu iconoclasta do desespero
Ah! Meu desejo é ter um coração cheio de prazeres e venturoso
Um mártir sacrossanto do fracasso
Um poeta, filósofo autodidata tresloucado dolorido
Que busca no peito reprimido
O consolo do Cristo redivivo
Se do mundo não vinguei-me em vida
A morte será-me eterna vigança.
Amém!
FLORES DA ESPERANÇA
Tantos sonhos sepultei...
Em meu coração e minha razão...
Resvalando nos ciprestes do desengano...
Muitos pedaços no encalço destes sonhos...
Ah! Minhas crenças divinais e fogosas
Túmulos tristes, soturnais, sonhos...
Hoje rolando nos mármores do coração
Lage fria dos meus sonhos
Como a alma de um viúvo ou viúva
Naquele gosto de ácido na boca
A vida é tolice... Tolice pura...
Não temos controle dela algum
Schopenhaueriano sou...
Bobagem fazer planos, agendas, calendários, planilhas, compromissos...
A vida é triste e passageira...
Ah! Às flores da Esperança
Das ilusões e desventuras
Ah! Sorriso bom, só o de dentro de si...
Será que o futuro não dormiu???
E preparou o amanhecer...
Por mais vida... ou...
Amém!
NUNCA FUI ALÉM...
Sei que um dia
Nem serei mais lembrado, recordado
Um dia será meu fim...
Nenhum passo a mais será dado
Nunca fui além , aquém de mim...
Extensa é a caminhada
Se fui parte do caminho
Não deixo trilhas, mapas, pegadas
Assim foi o meu destino...
Bem mais simples e pensado
Foi o primeiro passo
Pois na vida tudo é transitório
Como num trivial velório
Chorando por horas mortas...
EXÍGUO TEMPO (B.A.S)
Nas páginas viradas do meu existir
Vejo folhas mal preenchidas,
rasgadas, borradas, rotas, rabiscadas,
inacabadas e que não fazem sentido...
aliás a vida não faz sentido algum...
No espelho vejo o avesso
Um ser refletido e falso reflexo
Uma imagem inacabada
Re-criada e carente de nexo
Na inutilidade das coisas
Uma vida mal resolvida
Tolamente vivida e insolúvel
Tentando encontrar algum sentido
Nos entulhos e lixos guardados
Guardei tantos entulhos, velhas lembranças
Tolos embrulhos e embrulhadas para dar a ninguém
Em tão exíguo, escasso tempo
Vou passar pela história na mediocridade
Buscando alguma coerência
Que nunca existiu...
Repleto de ontens sem sentido...
Numa fenda profundíssima...
Assusta-me o abismo dos meus dias
Vou partir e ver que nada valeu...
O que criei ou o que deixei...
O abismo dos meus dias, cada um a mais...
Gigantes, para mim, INEXPUGNÁVEL(*)...
(*)adj: INVENCÍVEL...
SOU MEU PSICANALISTA (B.A.S)
No lixo da angústia
Vou transmutando
E assim vou aprendendo
A essência da vida, da poesia
Que loucura, sou meu psicanalista
E tropeço nas palavras
E escorrego nos meus sentimentos
Quem sabe em outras humanidades
A folha do papel vazio
Encontro-me e desencontro-me
A metáfora é o caminho
Para reencontrar meu nirvana
Papel não tem cordas vocais
E na alquimia do poema
Transformo o lixo do mistério
No ouro da sabedoria
by:Licença Poética, Editora Biblioteca 24 horas
Bartolomeu Assis Souza, 2011
O VERSO FERIDO (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
A faca do verso feriu-me
Machucou minha emoção e meu falar
Recorda o primeiro poema
Que saiu entre os dedos
A poesia não marcou hora em mim...
Aqui é o reduto
Apenas o ninho
Do meu esqueleto escasso.
Porém, minha alma é mais
Ela é um passarinho voando livre
Voando no espaço, saltando de rosa em rosa.
PREPARAÇÃO PARA A MORTE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
Faço enquanto vivo
Meu testamento
Que tudo fique ao vento...
Meu cadáver enrijecido
Ventre inchado de hematomas
Busca guarida
Em casa de paredes suaves
Faz então sepultura
VERDADE (BARTOLOMEU ASSIS SOUZA)
(dedicado a Daniel Alberto A. Souza, meu filho)
Daqui a pouco
O sol vai partir
Vai ter que se esconder
E vai falar baixo o coração
E com a lua percebo
Já são muitas luas
Neste calendário da vida
Assim não posso dizer
Nenhuma verdade
Somente aquela que trago
A de poeta e não de profeta
O profeta anuncia uma verdade maior
O poeta anuncia uma verdade menor
Um diz: " Eu vos trago a verdade ".
O outro: " Eu trago a minha verdade".
E assim vamos pouco-a-pouco
Em cada gesto, faço a criação
Pois uma gestação é como um poema
Que compõe versos de vida
ISBN:978-85-7893-519-1
NOVELO DA VIDA
(Bartolomeu Assis Souza)
Em meu deserto solitário
Em meu profundo cansaço
Nesta travessia sem fronteiras
Em léguas longínquas
O novelo da vida esvai-se
E a vida é o desejo
Que se desenrola...
Até o fim...
A morte é o fim do novelo...
E ao morrer vou para bem longe...
Onde jamais irão encontrar-me...
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