Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Confesso, meu corpo relata nas marcas a minha história! - Seríamos livros de co-autorias indefinidas?
CARTA ABERTA AO MEU PRIMEIRO AMOR
Meu amado,
Na tapeçaria da vida, tecida com os fios do tempo e da emoção, existe uma ligação profunda e indescritível que nos une. Enquanto navego pelos intrincados caminhos do meu coração, acho impossível ignorar a verdade avassaladora que floresceu dentro de mim.
A cada batida do meu coração, uma melodia ressoa, ecoando a doce sinfonia do meu afeto por ti. A tua presença é a brisa suave que agita as folhas da minha alma, e o teu riso é a mais doce sinfonia que toca nas câmaras do meu coração. Nos teus olhos, descubro galáxias de calor e compreensão, e no teu abraço, encontro consolo e perdão.
Confesso, com todas as fibras do meu ser, que estou profunda e inequivocamente apaixonado por ti. É um amor que transcende o comum, um amor que não conhece fronteiras, e um amor que dança com as estrelas na vasta extensão do universo; que rompe a curva das possibilidades e da compreensão humana.
Com esta declaração, ofereço-te não apenas as minhas palavras, mas a totalidade do meu ser, as minhas esperanças e os meus sonhos. Que este amor seja um farol que ilumine o nosso caminho nas noites mais escuras e uma fonte de alegria que ilumine até os nossos dias mais ensolarados.
Espero que essa declaração de amor seja o primeiro passo de firmamento para uma vida sólida ao seu lado, livre de qualquer dúvida ou mal que possa nos afligir.
Para sempre teu,
Beija-flor.
O poema que saiu andando.
Filho,
te inventei sem saber verbo.
Foste broto em meu osso.
Um punhado de manhãs dentro da minha carne.
Tu me viste antes de eu saber que existia.
Sabes dos meus escondidos,
dos meus becos sem luz,
dos passarinhos mortos dentro do meu silêncio.
Teu choro me abriu fendas.
Teu riso me pintou paredes.
Meu corpo virou pássaro sem asas pra te esperar.
Minha alma virou ninho sem entender voo.
Agora andas vestido de chão próprio.
Teu nome não me cabe mais nos dentes.
És árvore que me espiou por dentro,
raiz que virou rio.
Maior que eu. Melhor que eu.
A minha coisa mais bonita.
O poema que saiu andando,
descalço de mim.
Conviver com surdos em qualquer lugar é o meu equilíbrio, pois minha identidade e cultura fazem parte da comunidade surda. Sem eles, minha depressão me afetaria.
Quando era criança, meu pai sempre cuidava de mim porque estava afastado do trabalho devido a cirurgias em ambos os ombros. Ele me levava e buscava no ônibus e aproveitava os momentos comigo. Em uma cena, ao descer do ônibus, meu pai desceu primeiro e o ônibus fechou a porta, fazendo com que ele tivesse que caminhar acelerado. Eu fiquei paralisada, com os olhos e o corpo congelados, e vi meu pai assustado e correndo. Não consegui gritar nem chamar por ajuda; pensei que minha intimidade estava se rompendo naquele momento. Esforcei-me para mostrar a mão para uma pessoa sentada, e ele gritou. Desci abraçada de forma forte e quente, com meu pai dolorido por correr e sofrer com os tratamentos, e ele me pegou.
Enfim, o nome dele é Argeu Bezerra Lima, melhor herói.
A medida que o destino apronta,
colocando o amor noutra ponta
meu coração se apronta
para então recomeçar.
Falei a moça dos meus sonhos...
Aquela que o destino fez questão de por noutra ponta
achando que eu não daria conta;
- Não deixe que a distância nos distraia de nós.
Sei, o que peço parece impossível, mas não é de impossíveis que o amor sobrevive?
Há quem duvide que o amores acontecem.
Eu porém não duvido.
Foi tão bom a gente ter acontecido!
A poesia é como amor,
quando se revela não sabe se revelar, precisa ser percebida é preciso saber olhar.
Acordes
ao meu toque
Dedilhado
em teu corpo.
Ressoando gemidos
Uníssonos...
Viola
seus princípios
ao passo em que
Compõe comigo
as suas próprias
Canções.
Sonho com um dia
sem pressa.
Eu, meu filho, uma praça...
deitados olhando figuras de nuvens
sorrimos.
Inspirados por ipês amarelos
florescemos. E como eles
sem ligar para a pressão das estações
vamos criando nossas próprias primaveras.
Sonho com um dia
sem pressa.
Eu e meu filho
Sorrindo...
e o tempo não tendo poder sobre nós.
Quantas horas alguém leva para ser expert num assunto?
Foram milhares as horas que dediquei ao meu silêncio.
Hoje é a língua que possuo maior fluência.
Descobri que quando a boca cala outros sentidos se sobressaem.
Os olhos começam a traduzir os lábios,
o olfato passa a beijar o tato,
os ouvidos leem a voz.
Foi assim que fiz poesia meus sentidos.
"Diante do altíssimo todo som perde a importância, todo meu vocabulário perde o tamanho, pois todo adjetivo perde propriedade.
Enquanto aguardo suas demoras procuro dar a ele o que tenho de mais puro na esperança de, quem sabe, ouvir um pouco do que ele tem pra mim. Mesmo não sabendo orar o bom Deus aceita meus silêncios como frases de oração."
Meu Eclesiastes 7:2
"A percepção de uma finitude, pluraliza.
A morte é a régua que nos nivela!
O desejo de ser singular precisa gerar revolta interna. Por sermos seres finitos, precisamos buscar aquilo que é eterno."
Tento-me esconder-me por trás de paredes de um sentimento que me ofusca e sufoca o meu sorriso. Tento fingir que me sinto bem, e escondo as minhas lágrimas das pessoas de quanto eu quero quão bem.
Poema: Leva contigo, esta dor do meu peito
O que faço, sem você?
eu sinto o meu peito pulsar...
A sua falta.
Tenho, tentando sorrir,
mas sua lembrança...
Só, me faz chorar, e lamentar.
Caminhos, que andei não te reencontrei.
Onde, andei tudo estava vazio.
Onde, andei estava, escuro e frio.
Lágrimas, que caíram dos meus olhos...
As lágrimas, lágrimas, lágrimas...
Se transformou, em um mar sem fim.
Oh! eu tenho, tentando de tudo...
Te esquecer...
Mas, meu coração inocente...
Oh! meu bom Deus!
Tem medo, de se iludir, mais uma vez.
Eu olho, pela janela...
Aquela, velha janela...
Os momentos, que guardei comigo...
No pensamento, desta vida imensa.
Oh! oh! meu Deus!
Eu queria, ser livre desse amor...
Que me abandonou.
Mas a tristeza, e o vazio,
só, me traz a solidão.
Ó saudade, infinita!
Que tenho, dos teus beijos dóceis...
Que tu deixastes, em meus lábios.
Sinto, falta da tua companhia...
E a ausência, do teu carinho...
E do teu abraço, forte.
Ó dor, em meu peito vai embora!
e leva contigo, esta dor que tu deixaste
comigo.]
Leva contigo, esta dor, do meu peito!
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