Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Caminhando pelo calçadão da praia sob chuviscos. Passou ao meu lado um senhor de cabelos brancos e barbas não muito compridos. Todo maltrapilho. Certamente, era um mendigo andando devagar e de semblante cansada. Observei-o. Seguindo os seus passos. Veio-me uma tristeza no coração, senti na minha própria consciência: "Eis q vc poderia ter passado ao lado de Cristo e não deu importância." Parei. E voltei a olhar para trás. E, falei-O, "Senhor Jesus, se foi Tu, peço-Te perdão por não ter ao menos cumprimentado.." Logo. Uma voz soou no meu coração: "Meu bom filho, me reconhecestes e estás perdoado, segue em frente, a sua jornada é cheia de paz e alegria." Então, sentei-me num banco e chorei." Alegrei-me que a força do Evangelho de Cristo permanecia vivo no meu coração. "Amai-vos ao seu próximo..."
Enquanto andava na praia, fui materializando Deus através do meu pensamento:
As ondas do mar... eram Deus.
No céu escuro, as estrelas... eram Deus.
Com os pés na areia - vida... era Deus.
A brisa do vento suave... era Deus.
A dádiva foi grande ao distinguir Deus em tudo que é simples, belo e gratuito.
Na matéria de cordel
Observo a maestria
Encanto me com versos
Lendo a cada dia
Inspirando meu ser e
Abraçando a poesia.
ACRÓSTICO SOBRE
À AMIZADE
Note meu caro leitor
O poder "duma" amizade
É algo transformador
Lhe auxilia de verdade
Inspira a seguir o sonho e
Alcançar a felicidade.
É no cantar do passarinho
Que me vem inspiração
O som toca meu coração
Porque é tão pequeninho
Consegue fazer seu ninho
É um ser vivo de valor
Nas asas não cabe dor...
Nesse verso aqui pelejo
EM CADA DETALHE VEJO
O TOQUE DO CRIADOR.
MOTE: LUIS EDUARDO ALVES
Quantos corações se abriram para mim e para tais corações eu fechei o meu?
Quantos sonhos foram sonhados em mim e não fiz de tais sonhos os meus?
Quantos olhos me olharam com amor e paixão e em mim, tais olhos, encontraram apenas dor e solidão?
Quantas lágrimas já foram derramadas por mim, e eu, por indiferença, não as quis secar?
Quantas me amaram e por amar-te, não pude ama-las?
São perguntas que atormentam e o medo das respostas aumenta a cada dia que passa...
Você vem primeiro e eu sempre em segundo.
Um segundo foi o que bastou para roubar o meu mundo.
Um olhar puro que purificou o impuro.
Tirou-me amores rasos e impôs um sentimento profundo.
Respiro fundo, para e penso, já tentei mas não te repugno.
Me puno, com devaneios loucos de momentos profundos.
Momentos em que tive sob meus olhos e no meu abraço, todo o meu mundo...
"Meu coração acelerado com você do lado.
Meu coração abalroado por ter lhe olhado.
Seus olhos nos meus olhos, repletos de malícia e desejo.
Seus olhos em que vi um misto de paixão e medo.
Teus beijos, ah o mais doce beijo, me perco quando lembro, devaneio.
E teu cheiro, cheiro doce em que me deleito.
Meu mundo sobre o meu peito.
Despertou-me um sentimento profundo e como em um rio, me afundo no leito..."
Amar-te é um crime em que a punição é o meu próprio amor.
Amor sem pudor.
Amor que, condena o coração à solidão e dor.
Amor que, por ti, a pena é perpétua.
Amor que, em meu sonho, um pesadelo desperta.
Ah mulher...
Amar-te é guerra, guerra onde não existe paz, não existe trégua.
Guerra onde não existe lei, não existe regra.
Guerra em que, batalho todos os dias.
Guerra a qual, o campo de batalha é a minha vida.
Guerra em que, quando olho em seus olhos se faz um canhão e com imensurável poder de fogo destrói meu coração...
"Quando o vento frio bate no meu rosto, sinto que tenho você para me aquecer
Quando tenho medo da mais feroz das tempestades, sinto que tenho você para me guardar.
Quando me sinto solitário só tenho você para pensar.
E por mais que eu tente jamais poderia parar de te amar..."
"O meu coração é um lacaio.
Fito seus lábios, te olho de soslaio.
Me acho esperto mas em suas armadilhas de amor eu sempre caio.
Um tolo amante e na paixão, um lobo solitário.
Seu sentimento não me é solidário.
Uma relação onde tudo nos é demasiadamente precário.
Os beijos, as carícias, as palavras, os abraços.
Me assemelho a um tipo de pirata, quiçá um corsário.
Que veleja nas águas profundas do seu olhar, totalmente despreparado.
Em busca de um tesouro imensurável, impossível de ser encontrado.
Velejaria os 7 mares para encontrá-lo.
Uma vida ao seu lado.
E em mais uma noite chuvosa, acordo decepcionado.
Os ventos e as enxurradas, mais uma vez, não me levaram esse sentimento despedaçado.
Eu sou um pobre coitado.
Dos males, o maior, foi um dia ter lhe amado.
E após horas ínfimas de reflexão, desamparado.
Sussurro só, pela madrugada, com o peito acelerado.
- Mais uma do Famigerado..."
Eu devo estar louco.
Minh'alma, ébria de amor, engana meu corpo bobo.
Passo sufoco.
As cores da minha vida, se esvaem, pouco a pouco.
Tudo ao meu redor, preto e branco, lembra-me de ti, socorro.
Me sinto um tolo.
Por crer que, minha sede de paixão, morreria nas águas do seu poço.
Não me perdoo.
Por deixar-lhe voltar de novo.
Tenho um nada de zelo e ti, age com dolo.
Pois quando a saudade, à ti, grita meu nome, tu vens à mim, com gosto.
E eu parvo, outra vez, com o coração suplicando, te perdoo...
"Sempre que a luz da Lua recai sobre meu corpo, também recai escuridão sobre minh'alma.
A luz me faz lembrar teu brilho, me faz lembrar tua calma.
Quisera eu que, fosse tudo apenas uma coisa de corpo e não de alma.
O que fazer para não viver todo esse drama?
Como sair limpo de tudo isso, sendo que, você me joga na lama?
Na madrugada, a solidão, esfria a minha cama.
E tuas lembranças, meu peito, inflama.
Quisera eu, com palavras vazias, apagar essa chama.
Quanto mais eu tento te afastar da mente, mais minha mente, por ti, clama.
Tenho medo por nós, pois em algum momento, o coração, dessas batalhas, se cansa.
E o que poderia ter sido uma doce vida, se tornará apenas, uma amarga lembrança..."
"Enquanto eu dispo suas vestes, eu te cubro com meu beijos.
Uma miríade de sensações, eu, um todo de desejos.
Cego por esse sentimento, é só você que eu vejo.
No escuro do quarto, as lembranças de nós, são só lampejos.
Tenho vários desejos, paz, paixão, amor, quiçá dinheiro, mas é por nós, que eu anseio.
Ainda me lembro, quando nossa era a rua sob o luar e nosso era o aconchego.
Lembro-me, que a calmaria repousava sobre o teu eu, somente quando teu rosto, descansava sobre o meu peito.
O que nos acometeu? Você se foi, busco respostas, mas não tem jeito.
Eu me desnudo da razão e a loucura cobre o o meu âmago, imperfeito.
Tornei-me um herege, pois o macio da sua tez, é o único Deus em que eu creio.
E é por tal divindade, na expiação da madrugada, que eu rogo, de joelhos.
Pecador que sou, em minha parva mente, não existe castigo, somente desejo.
E enquanto isso, lembro-me, que era meu sonho despir tuas vestes, cobrindo lhe com meus beijos..."
"Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades.
Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso já não é novidade.
Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades.
Talvez tudo isso, seja insanidade.
O mais provável, é que sejam sintomas de saudades.
Eu tentei me acostumar, aceita-la, ignora-la, eu tentei, e tento, de verdade.
Mas por que eu deveria me acostumar com a saudade?
Não é qualquer saudade.
É aquela saudade intrínseca, que me invade a cada fim de tarde.
É aquela saudade, que vem quando o vento me lembra seu cheiro e o desejo inflama, o peito arde.
Aquela saudade é permanente, não um momento, uma fase.
Me vem as lembranças, meus olhos transbordam, rega e floresce essa saudade.
Vou-me, mas não por querer ir; vou-me, pois sei que já é tarde.
Prostei-me de joelhos, rogando para que tal sentimento, do meu eu, Deus levasse.
Mas em prantos, não fui atendido e lembrei-me, que abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades..."
"Elas sabem que nunca seriam você.
Você é a única que jamais teria meu olhar blasé.
Eu tento ser algo bom, mas só o sou, quando estou com você.
Ah mulher, amo a vida, mas amo mais, amar você.
Existem jeitos de amar que foram feitos pra você.
Existem paixões, que só imaginei com você.
É você mulher, você, você e depois de ti, é só você.
Eu amo só você.
É você, e o que posso eu fazer?
Se minh'alma, grita por ti e meu coração, bate por você.
Repetitivo né? Mas tudo isso é pra deixar claro que ti, é dona do meu eu, rainha do meu ser.
E se tiver que repetir, eu hei de repetir, cem, mais de mil, todas as vezes será por você.
E às mulheres, que por meus lábios já passaram sabem; elas nunca seriam você..."
"Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto.
Pra ela é motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado.
Mas o preço é caro.
O gosto fica na boca e a pele ferve num tom acalorado.
O coração palpita ao ler as leviandades, de um homem apaixonado.
Ela me vê em todos os rostos, ela suspira forte, ao lembrar dos nossos corpos, entrelaçados.
Ela lê o que eu escrevo, me faz de divindade e deseja, uma vez mais, me adorar no escuro do quarto.
Aquela boca, seca e ofegante, antagoniza, aquele delírio de corpo suado.
Ela me vê como prazer, sonho, amante, quiçá namorado.
Eu sou um poço de gratidão, por ter me inspirado.
Mas ela sabe, que no fim, ela e o nosso amor, será só mais uma, do Famigerado..."
"Você é meu Sol, mas ainda tô na escuridão.
És meu calor, mas o frio da sua ausência, assola meu coração.
Você é abandono e indiferença e eu continuo sendo amor e paixão.
Sou sua companhia, você é minha solidão.
Seu belo brilho, ao longe, infelizmente não sou capaz de alcançar com minhas mãos.
Não posso te amar por toque, então fiz de ti minha religião.
É você que toda manhã eu admiro, seu brilho ao longe, se tornou meu templo de adoração.
Só restou-me loucura, onde era razão.
Dá manhã, já vejo os primeiros raios, a anunciação.
Vejo meu Sol, mas sei que infelizmente, vou ficar na escuridão...
"E naquela noite eu lhe entreguei o meu negro coração.
Na esperança de você revivê-lo, com o seu vermelho de paixão.
Eu fui seu em forma de poema, em forma de canção.
Eu fui companhia, onde só existia solidão.
E olha só, ainda estou na escuridão.
E sem o teu vermelho amor, sem o meu negro coração.
Só me restou as promessas e as juras feitas em vão.
Ah mulher! Como fui feliz naquela ocasião.
Onde viajei por seus olhos, com brilho de constelação.
Só restaram-me os devaneios, daquela amarga ilusão.
Meu último pedido às estrelas? Devolva meu negro coração..."
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