Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito

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Meu maior receio é a domesticação da dor, o dia em que eu parar de estranhá-la e passar a chamá-la de rotina.

Guardo um grito educado que pede licença para ecoar. Como ninguém responde, ele fez do meu peito sua morada definitiva.

Cansado de ser o pilar silencioso, mas consciente de que, se eu falar, o estrondo do meu desabafo assustaria a todos.

Meu coração ignora a lógica das despedidas, ele insiste na espera mesmo quando a ausência já virou poeira.

Minhas cicatrizes criaram relevos na minha alma, elas limitam meu alcance, mas definem a singularidade da minha jornada.

A escrita é o meu suporte de vida. Nada romântico, apenas o oxigênio necessário para quem se sente sufocado pelo real.

Há um ranger de tábuas velhas em cada pensamento meu, um eco de presenças que partiram e deixaram apenas o vácuo como inquilino.

Escrever é o meu jeito de dizer ao tempo que, embora ele esteja vencendo a batalha contra o meu corpo, minha voz ainda ecoa nos vãos das horas. Cada palavra é um prego que martelo na parede do esquecimento, tentando segurar o retrato de uma alegria que já não reconheço.

A solidão é uma amante fiel que nunca reclama do meu mau humor ou da minha falta de apetite para a vida social de fachada. Ela senta-se comigo à beira da cama e, no escuro, somos dois velhos amigos discutindo o que restou de luz nas frestas da janela.

Sou o resultado de todas as vezes que eu disse "está tudo bem" enquanto meu mundo interno estava sendo devastado por um tsunami de incertezas. A resiliência é uma forma de exaustão que aprendeu a usar maquiagem, uma força que nasce da total falta de opção.

A escrita é o meu suporte de vida, o oxigênio que inalo quando o real tenta me sufocar com sua mediocridade e falta de sentido. Sem as letras, eu seria apenas um corpo ocupando espaço, com elas, sou um universo em expansão, mesmo que em direção ao vazio.

Há um ranger de tábuas velhas em cada pensamento meu, um eco de presenças que partiram e deixaram apenas o vácuo como inquilino da minha memória. Eu converso com as sombras, não porque perdi o juízo, mas porque as sombras são as únicas que sabem ouvir sem interromper.

Às vezes sinto que estou gritando debaixo d'água, vendo as bolhas do meu desespero subirem à superfície sem que ninguém entenda a mensagem que elas carregam. Escrever é aprender a desenhar na areia do fundo do mar, esperando que a maré alta leve o recado para alguém que saiba nadar.

Meu desejo nasce da conexão. Só me entrego intimamente a quem enxerga além do visível e habita a essência de quem eu sou.


Priscila de Araújo

Amar a Amazônia, como ela é muito alem de como conseguimos vê-la... me alertava meu querido amigo, mestre o artista e intelectual amazonense Moacir Andrade. Amar verdadeiramente selvagem para entende-la.

Pensar diferente diante da mesmice posicionada pela maioria, fundamenta a meu ver, todas as melhores possibilidades de que no futuro tudo possa ser melhor.

⁠Dou sempre o meu melhor para você pois o mesquinho fica comigo mesmo.

Independente de meu humor, semeio o bem todos os dias por onde vou e todos os lugares me são receptiveis, amáveis e prósperos.

Gosto de viver entre alegrias e a melhor parte de meu riso, é quando por pressa, faço algo estabanado e dá tudo errado, assim rio muito de mim mesmo.

Nem tudo que reluz é ouro, muitas vezes pela internet ligam meu nome a obras de arte brasileiras e latino-americanas, bem enfeitadas, algumas até bonitinhas mas verdadeiramente falsas. Não valem o valor de uma bala Juquinha.