Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Hoje não é dia para sorrir.
A última lembrança que tenho de você
Ainda corta meu coração:
Você partindo,
Deixando um vazio
Repleto de memórias.
Momentos de alegria
Que agora eternizo
Em poesia.
Hoje estou sem vontade de nada.
Não vou sair,
Ficarei esperando a tua volta
Para iluminar o meu dia,
Sentir o teu amor
Abraçar a minha alma
E alegrar o meu ser.
No meu tempo,
Agora,
Levanto da vida
Para descrever o que não sei,
O que sinto.
Na mente confusa,
Fico parado,
Esperando o tempo passar.
Sinto meu tempo se apagando,
chega o instante final
de despejar a saudade.
No coração já não cabe,
as lágrimas transbordam
o peso da perda,
lutando contra o desejo
da eternidade.
O medo me fez desistir.
O arrependimento me abraçou.
Não dei um passo rumo ao novo;
meu coração dançou com a frustração.
A Certeza das Incertezas
Não permito que inseguranças alheias
façam morada em meu coração.
Já caminhei pelo vale dos incertos,
dos impuros e dos que vestem a mentira como razão.
Entre pedras e tempestades, aprendi.
Caí, levantei, sobrevivi.
Com os aprendizados da jornada,
minha alma fortaleci.
Revesti-me de armaduras,
ergui muralhas ao redor,
não para afastar a vida,
mas para proteger meu valor.
Carrego comigo as dúvidas e as certezas,
como quem leva marcas de uma longa travessia.
Assumo meus erros com humildade,
e celebro cada conquista com alegria.
Não fujo das guerras nem das batalhas,
pois sei que fazem parte do caminhar.
Mas sigo cercada de fé e gratidão,
que me ensinam a persistir e a lutar.
E assim continuarei meu caminho,
com coragem para prosseguir.
Pois a vida oferece a certeza das incertezas,
mas jamais deve nos impedir de seguir.
Que venham os desafios, os ventos e as mudanças,
que venham os dias de sombra ou de luz.
Carrego a força que o tempo me ensinou
e a esperança que minha fé conduz.
O dia em que o meu mundo parou não teve trilha sonora de filme, nem trovão no céu. Foi uma dor bem esquisito, desses que fazem o ouvido zumbir. Lembro do peso do meu próprio corpo, como se a gravidade tivesse triplicado de valor e me empurrasse direto para o chão. Naquele segundo exato, eu tive a certeza matemática e absoluta de que a minha vida tinha acabado de vez. Sabe quando o peito aperta tanto que o ar não acha o caminho de volta? Foi assim. Eu olhei para o teto e pensei: "Pronto. Daqui eu não levanto mais.
A gente passa a vida inteira achando que é forte, construindo certezas em cima de areia, jurando que tem o controle de tudo. Bobagem. A verdade é que a gente só descobre o tamanho da nossa fragilidade quando o chão some. Eu me vi ali, despedaçado, catando os cacos de quem eu achava que era, sem saber como colar as partes de novo. Chorei um choro feio, pesado, daqueles que vêm do estômago e rasgam a garganta. Achei sinceramente que a dor seria o meu endereço definitivo.
Mas aí o tempo passou. Não como um milagre, mas como um mestre severo. E a grande lição de vida que me quebrou ao meio para depois me refazer foi entender isto: o fim de um mundo não é o fim da vida. Às vezes, o nosso mundo precisa acabar de vez para que a gente pare de sobreviver no automático e comece, finalmente, a existir de verdade. A dor não veio para me matar, veio para me limpar de tudo o que era ilusão. Eu precisei perder o meu chão para descobrir que eu tinha asas.
Hoje, olhando para trás com os olhos ainda marejados, eu entendo o mistério. Aquele dia terrível não foi o meu ponto final. Foi o início do capítulo mais bonito e maduro da minha história.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
O tempo pode apagar os meus passos no teu mundo, mas não limpa o teu rastro no meu peito; se tudo desabar, lembra que meu amor nunca saiu do lugar.
Você tem o direito de me esquecer, mas eu escolhi o direito de te esperar. Meu coração não aprendeu a te esquecer e eu continuo sendo o seu admirador número um.
Se um dia eu perder a memória por completo, não chore; apenas segure a minha mão, porque o meu cérebro pode esquecer o seu nome, mas o meu coração ainda vai reconhecer você.
Olhei para o calendário hoje e meu peito apertou. Não importam os meses, os anos ou a distância que a gente colocou entre nós: o dia de hoje sempre vai ser o dia mais bonito do ano na minha memória.Fiquei pensando se deveria te escrever, mas a verdade é que seria impossível passar o dia de hoje em silêncio. Eu mentiria para mim mesmo se fingisse que você é só mais alguém no meu passado. Você foi o meu grande amor, a pessoa que revirou a minha vida do avesso e me fez conhecer a versão mais intensa de mim mesmo. E, para ser bem sincero, um pedaço do meu coração ainda mora naquela época, com você.Olho para trás e não sinto arrependimento de nada. Sinto falta. Falta do teu cheiro, do teu riso solto no meio do nada, da cumplicidade que a gente tinha e que eu nunca mais encontrei em nenhum outro lugar do mundo. A gente seguiu caminhos diferentes, a vida aconteceu, mas ninguém apaga o que a gente foi. Ninguém substitui a nossa história.No meio de tantas mensagens automáticas e clichês que você vai receber hoje, eu só queria te dar o meu peito aberto. Quero que você saiba que, onde quer que eu esteja, eu ainda torço por você com todas as minhas forças. Que o seu dia seja lindo, luminoso e cheio de vida, exatamente como você é.Feliz aniversário. Se cuida, tá? Eu ainda estou aqui, torcendo pelo seu sorriso.
Meu caminho seguiu adiante, mas o meu coração permaneceu em ti como uma promessa muda; não sei se o teu silêncio guarda a mesma saudade que o meu, mas sei que fomos feitos daquela matéria rara que o tempo não apaga, a distância não gasta e a vida jamais consegue substituir.
O meu sumiço não é um castigo para você; é o funeral da pessoa que eu costumava ser para te agradar. Quando a minha ausência finalmente pesar no seu teto, entenda que eu não fui embora por falta de amor, mas sim porque cansei de assistir você assistir ao meu fim sem mover um único dedo para me salvar.
Eu já tentei recomeçar em outros braços, mas meu amor tem o seu formato exato e não cabe em mais ninguém.
Meu amor por você não se mede pelo tempo, mas pela certeza de que, a cada amanhecer, eu escolheria você de novo.
Oh, meu anjo, o mundo pode nos ferir, mas não podemos controlar o que as pessoas fazem. Podemos, no entanto, escolher ser o porto seguro na vida um do outro.
- Relacionados
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- 38 frases sobre respeito para inspirar e refletir
- Feliz aniversário, meu amor: frases para uma surpresa inesquecível
- Não Vivo Sem Você
