Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito

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Não tentes curar o mal com o mal. Muitas pessoas preferem a medida justa à justiça rigorosa.

Pensa-se hoje na revolução, não como maneira de se solucionarem problemas postos pela atualidade, mas como um milagre que nos dispensa de resolver problemas.

Aquilo que o homem uniu a natureza não consegue separar.

Haveria muito menos mal no mundo, se o mal não pudesse ser feito sob a aparência do bem.

Os que sabem não falam; os que falam não sabem.

Escolaridade e inteligência não são a mesma coisa.

O adulador é um ser que não tem estima nem pelos outros, nem por si mesmo. Aspira apenas a cegar a inteligência do homem, para depois fazer dele o que quiser. É um ladrão nocturno que primeiro apaga a luz e em seguida começa a roubar.

A tradição não é dada por direito de herança, e, se a quiser, é preciso muito trabalho para a obter.

O sucesso é uma jornada, não um destino. A ação é geralmente mais importante que o resultado. Nem todo mundo pode ser o número 1.

Ao avarento falta-lhe tanto o que tem quanto o que não tem; ao luxo faltam muitas coisas, à avareza todas.

As nossas virtudes, a maior parte das vezes, não passam de vícios disfarçados.

Nossas penas são coisas reais, enquanto nossos prazeres não passam de fantasias.

Às vezes é preciso embriagar-se para não perder a cabeça.

Conservadores não são necessariamente estúpidos, mas a maioria das pessoas estúpidas são conservadoras.

Faz-se crítica quando não se pode fazer arte, como quem se torna delator quando não se pode ser soldado.

Os jovens adoram desobedecer. Mas, actualmente, não há mais ninguém para lhes dar ordens.

Esta covardia mole e tímida que não deixa nem ver, nem seguir a verdade.

Não são os cabelos brancos que fazem o ancião; de qualquer velho que só tenha idade, pode-se dizer que envelheceu em vão.

Geralmente, quando detestamos alguma coisa nos outros é porque a sentimos em nós mesmos. Não nos aborrecem os defeitos que não temos.

Se tivéssemos uma verdadeira vida não teríamos necessidade de arte. A arte começa precisamente onde cessa a vida real, onde não há mais nada à nossa frente. Será que a arte não é mais do que uma confissão da nossa impotência?