Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Meu viver é bordado
pelo caminhar
de uma alma plácida
com pés intrépidos.
Essa timida valentia
faz dos meus passos
silentes versos
uivantes de vida.
Sem nada saber
cheguei ao mundo em versos e alma
descascando palavras do meu ser
como se a vida fosse
fatias e gomos de poesia
mas sei que vou partir
desfolhando-me sementes de saudade
sem saber por certo
se eu me escrevo ...
me leio ...
ou se sou analfabeta.
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Nas entrelinhas do meu viver em preceito
Onde, impositivo é o verbo escrever
A poesia, imperativa, descreve-se sujeito ,
adjetivo e predicado do meu ser.
Quietinha no meu canto, ando observando, lendo, escutando e assistindo o tudo desse nada ou o nada desse tudo... que anda acontecendo no Meu Amado Brasil;
Constato que pior do que a pandemia do Covid-19 e dessa espécie de presidente que conseguiram eleger... são as pessoas ( politícos e cidadãos comuns ) que tiram proveito dessa tragédia que está no início. Sim! Está no início, porque o pior está por vir. E não me venham dizer que sou pessimista!!! É a pura realidade que está diante dos olhos de quem sabe enxergar e quer vê-la.
Mas... Não se desesperem!
Se tudo acabar bem...
Estamos fudidos.
E se tudo acabar mal...
Estamos fudidíssimos.
@MiriamDaCosta
... e é tanta paz
nas paisagens
do meu olhar poético...
que chego a temer
os olhares desse mundo
tão assim...assim como é.
Estendo o meu lirismo
entre os galhos desnudados
da paisagem invernal...
Saboreio os versos
um a um
como gomos cítricos...
O olor potente da inspiração
penetra n'alma espreguiçada
E como o cheiro de tangerina
que refresca e entoa energia ...
Meu ser, fascinado,
inebria-se no néctar
de vocábulos iluminados ...
Então,
sem opor resistência,
entrego em total efervescência
a minha epiderme arrepiada,
como página revirginada,
à emoção de escrever
como espelho da minha essência...
✍©️ @MiriamDaCosta
Meu diálogo com o Tempo
Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...
Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..
Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...
Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...
“Vendi o meu sorriso a nenhum preço, e em troca disso ganhei a alegria de fazer sorrir alguém.”
— É preciso reciprocidade nas coisas que funcionam à dois!
Por conta de meu pai ser viciado em corrida de cavalos, de um bairro ótimo que moramos, fomos morar num bairro da periferia terrível, de pessoas muito atrasadas intelectualmente, minha família não tinha nada a ver com aquele bairro!!!
Eu aos meus 10 anos de idade, por ser diferente na educação, na maneira de ser daquele lugar, certa vez fui apedrejado na rua, o ignorante não aceita alguém que seja diferente dele, os odeia!!!
"Nesse mundão de meu Deus…
Olho pra todo o lado…
Procuro ele em cada canto…
Onde os olhos não alcança.
Neste mar de terras férteis…
Ele se mostra presente…
Nas árvores…plantações…
Na terra seca ou molhada…
Sinto sua presença…
E não tem nada que me prenda…
a não ser por sua beleza…"
Cacto
"Sou um cacto, conheço-me bem, meus espinhos são meu adorno. Abraçar o mundo seria doloroso, então me privo de muito, não porque me excluo, mas porque me recuso a ser a dor que eles não suportariam.
Ao invés de lamentar, ouço atentamente cada espinho, pois suas historias contam minha vida. Escrevo-as em papel, com tinta permanente porque não tenciono esquecer detalhes da razão de ser de cada um.
Talvez quisesse eu deixar de ter espinhos, mas teria de renunciar minha identidade, minhas diferenças, negar minha face à troco da aceitação, arrancar a alma da minha essência. Isso era perder tudo, para ganhar o mundo.
Mas eu sou um cacto e conheço-me bem, meus espinhos são meu adorno".
Estou vazio de Deus
Cheio do mal
É a verdade nua e crua
Os aposentos do meu coração são ocupados por um acúmulo de desejos errados
Me visto de uma capa
e engano os homens
Mas conscio que minha vergonha não passa despercebida diante daquele que tudo vê
Sou vazio e seco como poço esquecido em deserto
Sou a fraude que coabita entre os justos devotos
Sou nada
Sou tudo de mal
Quem me pode achar?
Como me vou recuperar?
Será que posso voltar?
Entrei tão fundo que temo que a luz machuque meus olhos
Que o mundo de cima seja demais para mim
Vale tentar? Não sei se vou aguentar
Por aqui é escuro, minha cegueira a isso entende
É meu medo a ser valente
Mas me quero curar
Eu quero me livrar
Do dom de errar
Você é a melhor escolha que fiz pra minha vida; é o melhor rumo que tracei pro meu caminho; é a melhor decisão para alcançar minha felicidade.
O meu riso mora no seu sorriso
A sua alegria alimenta a minha felicidade
O meu afeto viaja no seu toque
A sua presença preenche a minha confiança
Quando tudo parece escuro, ela é o meu farol!
Quando tudo parece desabar, ela é o meu alicerce!
Quando tudo parece difícil, ela é o meu colo!
Quando tudo parece perdido, ela é o meu abrigo!
Quando tudo parecer sem amor, ela é mãe!
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