Nao me Deixa te Odiar
Há Vidas no Seu Passo
Ninguém vence só.
Mesmo quando parece que não houve ajuda direta, quando não há nomes para agradecer em voz alta, muitas pessoas vencem junto.
Vencem os pais quase sempre os primeiros a acreditar. Lutaram, renunciaram, erraram tentando acertar e batalharam para te criar e te formar, não apenas para vencer, mas para ser alguém. Parte de quem você se tornou carrega o esforço deles.
Vencem os filhos.
Porque cada conquista sua vira exemplo e, além do orgulho, pode significar uma vida melhor, mais digna. Às vezes, vencer é abrir caminhos para que eles não precisem repetir as mesmas dores.
Vencem os amigos.
Aquele amigo, aquela amiga que te ouviu no dia em que você só precisava de um conselho. Eles vencem porque estiveram presentes quando ainda não havia vitória alguma para comemorar.
Vence quem ficou.
O marido, a esposa, o namorado, a namorada que não soltou sua mão nos dias ruins. Que permaneceu quando tudo ainda era incerteza. Hoje, também têm o direito de compartilhar da vitória que ajudaram a sustentar.
E existem pessoas que você não vê.
Anônimas. Silenciosas. Gente que te observa de longe, que te admira sem dizer, que usa sua caminhada como referência. Pessoas que precisam que você vença, que seguem em frente apenas porque se inspiram em você.
Por isso, siga.
Mesmo exausto. Mesmo desacreditado. Mesmo sem reconhecimento.
Porque enquanto você pensa em desistir, alguém respira fundo só porque viu você continuar.
Às vezes, a sua vitória não é sobre sucesso
é sobre impedir que alguém desista de viver.
Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.
A morte é simplesmente o fim.
Ela não transforma, não conduz, não prepara.
É o encerramento total do ciclo,
o ponto em que nada mais se prolonga.
Não há caminhos ocultos,
nem sentidos posteriores a serem buscados.
A morte existe para fechar,
para afirmar que tudo o que tinha tempo
chegou ao seu término.
Reconhecer isso não é negar a vida,
é aceitar que todo ciclo
se encerra exatamente onde termina.
O comportamento humano não me surpreende. O que me espanta é a minha própria relutância em aceitá-lo.🕊
Na vida real, não andamos sobre flores, portanto, também não devemos caminhar sobre tapetes com flores.
Minha mente se enlouquece, até mesmo as assombrações não aguentam mais tantas perguntas.
Nem meu sistema, um robô que veio com uma falha de sistema, principalmente na comunicação.
Há um medo neste corpo, há algo que ele não sabe identificar, pergunta-se e ao mesmo tempo não processa. Uma magnitude de erros epiléticos.
Olho, tento... Tento processar tudo que vejo, analiso, e relembro, lembro e lembro, esqueço.
Me alegro, alegria em lembrar que não preciso lembrar.
Não sou religiosa, porém sua presença me acalmava.
Descubro que era apenas fruto de um cérebro sem estímulos, logo uma criação do inconsciente carente.
Bameyu
Não sei muito bem...
Seja aquele que ele ama, seja sempre a estrela do coração puro...
Seja o anjo, mas não esqueça que demônios são lindos.
Esteja com um sorriso, solte o grito.
Dói, não poder respirar... Não respirar ao seu lado.
Dói, não poder abraçar.
Mesmo querendo não consigo lhe dar um beijo.
Meus dias se acabam, se esgotam...
Olho tantas faces, nem uma será você.
Nem uma beleza compara a tua.
Vosso rei, ele ordena que seu coração seja mais que um órgão.
Torne virtude, coragem, beleza.
Que olhos ... Que pupila dilatada... Que doçura em seus olhos.
Que sentimento comestível.
O amor é comestível... Até fisicamente.
Mas ele tem diversos gostos, para todos os gostos.
Todos temos que comer, agregar nutrientes as células... Então o amor é algo nutritivo... Nutrir amores...
O excesso também faz mal... Seja azedo, ou salgado, doce ou amargo.
Amores são sabores.
-Bameyu
Como dói no meu coração escrever algo tão verdadeiro... Sua vida não vale nada.
Um curto espaço de tempo, em milhões qual o valor de um centavo?
Talvez em sociedade... União?
Não consigo me libertar. Esta alma endurecida só sabe gritar e gritar – teu nome.
E o eco me responde, e as paredes repetem minha dor.
Dor que não dorme, dor que se faz fome – dor demais, dor-amor.
Amor de novela
Amor de novela, a gente não precisa viver
Amor de novela se sente.
E é ainda mais gostoso quando não é correspondido.
A gente sofre, chora, se entristece.
Escolhe roupa, se arruma toda, para alguém que nem te percebe,
Nem te vê.
Amor de novela é sofrido,
Angustiante,
Quase martírio.
Mas há quem viu amor de novela não ser amor mais belo
No último capítulo?
