Nao me Deixa te Odiar

Cerca de 590075 frases e pensamentos: Nao me Deixa te Odiar

O que você não tem coragem de revelar a ninguém? Depois da resposta você está perto de saber quem você realmente é.

A religião não provou, não prova e não provará o caráter de alguém. O que prova o caráter são as ações.

Com reflexão e decisão os erros, aos quais você resiste, não persistem. (Givas Demore)

Quem não controla sua raiva, desequilibra-se no balanço do jogo da vida.

⁠Não pare nunca, nem mesmo quando você se orgulhar de ter chegado ao seu objetivo.

⁠Por mais que a vida seja inconstante, muitas vezes ela não nos surpreende. Dadas as experiências vividas, já sabemos que algo pode acontecer. O que é central é saber se nós iremos perceber que algo deve ser evitado ou se vamos esperar para ver acontecer o que já se prevê.

⁠Pasárgada eterna
Vou embora pra Pasárgada.
Não conheço o rei. Mas, sei que lá não tem avião e ninguém precisa de tanta fé.
Tem rede com preguiça inclusa, todo dia é sexta-feira, e toda sexta-feira, pensando em sobra de feira, ela me sua.
Pasárgada tem reza. Tem cantos de oferenda. Tem axé. Tem afoxé!
É quando Deus descansa dos evangélicos.
Nietzsche proibiu pastores, em votações de assembleias.
Em Pasárgada tem rituais de Missa em Latim, e cestos de carinhos outorgados. Todos os rituais exigem tambores.
Muitos tambores.
A preguiça foi institucionalizada. A dança é democrática, e obedece a um engajamento entre pernas e quadris.
Saravá, Bahia! Saravá, Umbanda. Saravá, meus amores.
Em Pasárgada, o céu tem mais estrelas, os jarros têm mais flores. Eu preciso do endereço do Bandeira... Soube que o poeta mora no beco: o beco que ele cantou pleno de elipses mentais.
Os sertões azuis se assomam nas varandas. Paga-se bem aos professores e redes são estendidas perto da eternidade. As luas são enormes e generosas, e já trazem (inclusos) redes e conhaques.
Pasárgada tem campos de girassóis e broquéis contra insanos. Assistimos a luta de São Jorge contra o dragão, em tv 4k.
Em Pasárgada
Os poetas só precisam de alguns toques de imaginação.

Surto


Eu sabia.
Eu sabia.
Mas o saber não segurou a porta
quando a mente resolveu sair correndo.


O surto não chega gritando,
ele chega convencido.
Diz que agora vai,
que dessa vez precisa falar,
que o silêncio já venceu vezes demais.


E eu assisto.
De dentro.
De fora.
De um lugar estranho
onde ainda existe consciência,
mas não existe freio.


Eu falo.
Eu exponho.
Eu rasgo o que eu mesma costurei com cuidado
em dias de lucidez emprestada.


É desesperador
morar num corpo que não obedece,
num pensamento que se auto-sabota
em tempo real.


É como se eu fosse
a câmera de segurança
de um assalto cometido por mim mesma.
Grava tudo.
Não impede nada.


Depois vem o cansaço.
Esse cansaço antigo,
que não é físico,
é ontológico.
Cansa existir dentro de uma mente
que sabe demais
e controla de menos.


Eu volto pra mim aos poucos,
como quem retorna de um incêndio
carregando o próprio nome chamuscado.
Ainda sou eu,
mas com cheiro de fumaça
e a vergonha silenciosa
de quem viu tudo pegar fogo
sem conseguir apagar.


O surto passa.
Eu fico.
Com a memória do estrago
e a pergunta que nunca cala:


— como é possível estar tão consciente
e ainda assim tão ausente de si?

“Cuidar do enfermo não é apenas tratar a doença, mas sustentar a dignidade de quem, mesmo fragilizado, continua sendo inteiro.” - Leonardo Azevedo.

Se alguém te traiu, não foi porque você era ingênuo, foi porque sua lealdade
era maior do que a capacidade dele de ser honesto.

Um covarde teme o abismo.
Um corajoso pula sem perceber que não há chão.

Se alguém te traiu, não foi porque você era ingênuo,
foi porque sua lealdade era maior do que a capacidade dele de ser honesto.

Um covarde teme o abismo.
Um corajoso pula sem perceber que não há chão.

Permitir
Permiti que você cruzasse minha porta
sem mãos que não sabiam acolher.
Permiti que tocasse minha alma
com mãos que não sabiam acolher.
O jogo frio com os seus sentimentos
Permiti que as palavras ferissem
e o silêncio machucasse mais ainda.
Permiti, porque eu permiti tudo isso.
Apenas eu.

EU SOU MULHER

“Ele compara para ferir.”
Mas eu não me deixo quebrar.
Sou feita de dor e força,
de queda e de recomeçar.

“Me deixa no chão — como se eu não valesse.”
Mas do chão eu criei asas.
Não sou falta, nem resto —
sou presença que não disfarça.

“Mulher inteira.”
É o que sou, sem precisar me calar.
Com alma que sente,
com voz que escolhe lutar.

Eu sou mulher —
não para caber em padrões,
mas para transbordar coragens
e romper comparações.

Onde Não Cabe Mais Amor


Se alguém não te quiser na vida, não implore - parta.
Mas parta por inteiro:
do olhar, do coração, da lembrança.
Porque ficar onde não há espaço é ferida anunciada.
É ser ruído onde já não há mais música.
Você não nasceu para ser excesso, nem para ocupar um canto de conveniência.
Você é presença, não sobra.
É amor inteiro, não metade.
Se não houver acolhimento, vá.
Se o afeto pesar, liberte-se.
Quem te merece, não mede esforços pra te manter.
Quem te ama, não precisa que você se diminua para caber.
Quando tudo exige explicação,
quando você já não se reconhece,
é hora de ir.
Recolha sua dignidade, abrace sua essência,
calce a sua coragem...
e siga.
Siga com a leveza de quem sabe que não perde quando escolhe a si mesma.


Naldha Alves

Viver é Agora
A vida não espera.
Ela corre, escorre,
e às vezes, some.
O tempo não avisa,
não atrasa,
nem dá segunda chamada.
Por isso…
viva o que sente,
diga o que importa,
ame com coragem.
O agora é o único tempo que existe de verdade.
O amanhã é mistério.
O ontem, memória.
Mas o hoje…
é presente aberto nas suas mãos.
Não desperdice.


Naldha Alves

O Eco do Tempo
“O tempo não se mede no relógio, mede-se no que sentimos.
Há dias que duram segundos, e segundos que carregam uma vida inteira.
Por isso, ame sem pressa, abrace sem medo, viva sem reservas…
Antes que o tempo siga seu caminho e nos deixe apenas com o eco daquilo que não ousamos viver.”


Naldha Alves

Invento-me



Não quero viver na estreiteza
de quem precisa de provas para acreditar.
O que é visível me sufoca,
o que é lógico me aprisiona.
Eu escolho o impossível.
Prefiro tropeçar no abismo
do que caminhar reta na estrada dos que dormem.
Minha verdade é sopro,
mina razão é febre,
meu sentido é delírio.
E se me chamarem de mentira,
responderei:
— sou apenas a verdade que ainda não ousaram inventar.


Naldha Alves

Doer até o osso


Doer não é só lágrima,
é silêncio que grita.
É acordar com o peito rasgado
e ainda assim vestir coragem.
É morder o próprio choro
para não desmoronar
diante do mundo.
Ninguém vê a noite sem fim,
apenas aplaudem quando
você se levanta.
No fundo, ser forte não é
vitória, é sobreviver
sangrando,
com a alma em carne viva.


Naldha Alves