Nao me Deixa te Odiar

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O ódio que muitos dizem sentir por Bolsonaro não nasce dele — nasce de dentro.
Nasce da incapacidade de encarar a própria frustração, a própria incoerência, o próprio vazio.
É fácil apontar o dedo.
Difícil é reconhecer que a raiva que transborda não é contra um político, mas contra a própria vida mal resolvida.
Quando alguém não tem caráter, não tem propósito e não tem coragem de melhorar, acaba usando qualquer figura pública como depósito para o lixo que carrega por dentro.
Quem não enxerga a realidade não tem moral para falar dela.
Quem não consegue melhorar a si mesmo tenta destruir quem pensa diferente.
E quem vive alimentando ódio, morre um pouco a cada dia.
No fim das contas, não é sobre Bolsonaro.
É sobre o vazio de quem o critica sem compreender o próprio abismo.
Há pessoas que vivem em um pesadelo mental, destruindo-se aos poucos, consumidas por um ódio vingativo sem causa, até que a morte se torne apenas consequência.

Não esperar nada das pessoas não é frieza, é lucidez.
Se você está dando o seu melhor, o que exatamente está esperando receber?
Aplausos? Gratidão? Reconhecimento?
Isso só existe na cabeça de quem ainda não entendeu a vida.
Quem faz esperando retorno vive na coleira dos outros.
Quem entrega o que tem de bom sem pedir nada em troca é livre.
Livre da decepção, livre da ilusão, livre do peso de contar com quem nunca teve força pra carregar nem a própria sombra.
A verdade é simples:
Se você doa o seu melhor, você já recebeu tudo o que precisava — o caráter que poucos têm.
O resto é barulho.
E barulho não constrói ninguém.
Não se trata de ser frio, mas de ser firme. O que você oferece é seu legado, não uma moeda de troca. Quem entende isso, anda leve, sem correntes, sem ilusões..

Viver não é sobreviver. Quem só evita dor também evita grandeza.

E com toda essa conjuntura psicótica que o Brasil está vivendo, eu tenho medo. Não é medo por mim; é medo pelas minhas filhas, pela minha mãe, pelas pessoas que estão próximas de mim. Porque, Deus o livre, se um grupo extremista conseguir romper a linha tênue da democracia, todos nós estaremos vulneráveis. Tenho receio de ser alvo de perseguição política, como tantos já foram ao longo da nossa história. E, se isso não acontecer comigo de imediato, sempre paira o temor de que possam atingir minhas filhas, minha mãe ou as pessoas que amo. Para grupos que desejam o poder a qualquer custo, a violência nunca foi uma barreira — e, para mantê-lo, a história mostra que alguns são capazes de práticas desumanas.

Basta lembrar o que ocorreu em 1964: políticos, estudantes, trabalhadores e cidadãos comuns foram perseguidos simplesmente por defenderem suas convicções ou por protestarem nas ruas. Eu seria um desses: alguém que sairia às ruas para defender a democracia. Por isso, meu medo não é apenas da ruptura institucional em si, mas do sofrimento que ela pode provocar nas pessoas ao meu redor e naqueles que lutam por um país livre.

A democracia é um mal necessário. Mesmo que eu não concorde com tudo o que ela produz, ela ainda é o único sistema capaz de proteger vidas, garantir direitos e impedir que a barbárie se instale. Ela é o mal necessário que deve existir para toda a população do mundo — principalmente no Brasil.

O motivo de eu dizer isso é que ainda temos tempo e é isso que faz da vida tão preciosa. Não odeiem uns aos outros e não vivam uma vida de inveja, mas cuidem e amem uns aos outros. Me prometem?






-Park Seonghwa

O amor verdadeiro não precisa ser eterno… basta ser verdadeiro uma vez.


-?

Estou mal e não sei por quanto tempo mais hei de ficar assim; estou apático e desinteressado por qualquer cousa, como se minha vida tivesse deixado de existir; tudo se tornou um peso o qual, quando colocado sobre minhas costas, tem as suas dimensões e, consequentemente, a massa aumentadas.
Vós leitores desentendidos, não tendes capacidade de compreender essa vastidão que me assola diariamente.
Leitores, se vós, amigos meus de longa data, encontrásseis alegria na existência, e se estiver vivo no anúncio dessa descoberta, clamai pelo meu vulto, que correrei até vós e vos abraçarei de todo o coração.
Caso esteja desacordado no interior de uma caixa de madeira, abri-a e cutucai-me com palavras que minha querida amada, na época da mocidade, costumava dizer. Com isso, hei de acordar e saudar-vos múltiplas vezes a fim de demonstrar-vos a minha mais pura gratidão.
Benzerei-vos e, depois de algum tempo, voltarei para me deitar, pois a minha juventude já se foi há muito tempo; foi-se com a partida de um certo alguém.

Direitos humanos são voz e poesia, não só discurso, mas prática e guia. Sem hipocrisia, justiça se cria, igual para todos, de noite e de dia.

Bendito é o pássaro, esse errante, que, não tendo casa, não conhece o destino de estar perdido.

Mas eu, pobre de mim, vagueio vacilante, entre o ser que sou e o ser que sonho, tímido e escondido.

Como pode um coração ousar ser verdadeiro e não temer a sombra de ficar sozinho? Ou será que a dor da solidão, esse lobo sorrateiro, doa menos que o disfarce de um falso carinho?

Eu que pensei ter asas, bati-as ao vento para garantir pouso, pão, algum alento. E eis que desperto bicho sem nome, que às vezes sequer sente fome quando tenta, com estômago vazio, digerir o peso inteiro dos sentimentos.

Dizei-me: também as aves levam cicatrizes dos ninhos quentes, dos pousos infelizes, dos amores que encontram pelo céu afora? Pois eu, sem jamais ter aprendido a voar, trago marcas que nenhum tempo leva embora.

E perdoai-me a tristeza da notícia: quem não sabe o último dia em que o pai lhe tomou nos braços, também não sabe medir a saudade antiga por nunca ter a quem oferecer seus laços.

Ah, mas não é esta a sina humana? Dar o que lhe falta, sofrer o que é seu, sonhar o que nunca alcança, buscar no outro o espelho dos sonhos que inventou no seu?

Por isso, digo em voz baixa, como quem teme a própria vida — preferiria ser pássaro, simples e passageiro: não ter morada fixa, não disputar o coração alheio, não desejar casa em peito que só bombeia sangue e dos quais a propriedade não leva nome.

O ser humano moderno arde na ânsia de ser extraordinário, como se o comum fosse uma falha e não a própria teia do mundo. Esquece-se de que a vida não opera por hierarquias nem medalhas; ela apenas pulsa, indiferente aos delírios de grandeza. E é justamente aí que se revela o paradoxo: ser comum já é uma forma secreta de singularidade, pois nada mais raro do que existir sem precisar provar brilho algum.

⁠Não se coloque na fila dos substituíveis.⁠

Música é arte, e a história política não cria arte.
Pode usá-la, mas não a cria.
Na minha opinião, o artista que grita política, grita por socorro.

Não basta apenas plantar a semente do que sonhamos. Temos, sim, que regar, adubar e podar sempre que necessário, para que venha dar os frutos que tanto desejamos.

Impressiona saber que a vida não poupa ninguém de suas respostas, sejam elas positivas ou não. Nem todos as identificam, tampouco as percebem. Contudo, inevitavelmente sentimos suas doces e amargas consequências.

Há um sussurro que só se escuta quando tudo parece perdido: não vem de fora, mas do porão mais antigo da consciência, onde repousa o fragmento que nunca se partiu. Ele diz que o caos é apenas o modo da alma lembrar ao ser que ainda há territórios inexplorados. E, ao atender esse chamado, descobre-se que nenhum desespero é definitivo, porque todo abismo, quando olhado com coragem, revela uma escada esculpida na própria escuridão.

O verdadeiro irmão não se reconhece pelo status, mas sim pelas suas ações.


Benê Morais.:

A humanidade não está melhor porque falta ousadia para viver aquilo que realmente transforma. O bem maior não é uma ideia distante, é uma prática diária — é a escolha de não se vender ao egoísmo, de não se curvar ao medo, de não se perder na mediocridade.
A maioria prefere o conforto da omissão ao desconforto da coragem. Prefere repetir padrões falidos a enfrentar a própria consciência. Mas nenhum avanço nasce da covardia. Nenhuma mudança verdadeira brota da zona de conforto.
O bem maior exige atitude: exige levantar quando o mundo tenta te dobrar, exige caráter quando tudo convida à mentira, exige grandeza quando o caminho mais fácil é ser pequeno.
A transformação não acontece porque o homem não quer pagar o preço da evolução. Mas o destino dos fortes é justamente escolher aquilo que poucos têm coragem de escolher: a verdade, a justiça e a integridade — mesmo quando ninguém está olhando.

Dê poder a um tirano e você verá a verdadeira extensão da sua sombra. O poder não transforma, apenas revela.

Ligeiramente, a vida passa,
Não espera,
Nem tolera
Quem, dia após dia,
Não soube sair da carapaça.

Eu tomando suco de limão em vez de Toddy.
Disse: quem pode, pode;
quem não pode, se sacode,
dá a volta pela rua de cima
e afina o bigode.