Nao me Deixa te Odiar
Falha de percurso é a que logo na primeira vez alerta para não se repeti-la depois.
Falha de caráter é a que é usada como referência para todas as que se seguem depois.
Cada primeiro do ano é sempre uma oportunidade de nos renovarmos. Embora mudar não requeira uma data, o inicio de um ano pode ser o marco da mudança adiada por falta de estímulo. Tudo fica mais fácil quando definimos nosso DIA UM... É como uma nova chance oferecida já que, dos dez passos que nos separam de um objetivo, os nove que se seguem são apenas a METADE do caminho!
Não se engane achando que uma pessoa que sempre se mostra forte jamais vai precisar de seu apoio. Ela pode apenas ser do tipo que, mesmo nos momentos mais críticos, não sai gritando por socorro.
Não existe nada mais delicioso do que olhar para a sua própria história e se sentir gratificado pelo que internamente se construiu, independente do que subsista do lado de fora.
Não te cobres a obrigação de amar aqueles em quem não consegues descobrir nada para admirar. Pode até servir para atestar tua inquestionável compaixão, mas não necessariamente tornará melhores os que se recusam a entender a linguagem universal do verdadeiro amor.
Acho mais fácil aceitar a soberba de quem não gosta de mim do que a pequenez de quem não respeita a si mesmo.
Todo mundo tem direito de interromper um convívio por não gostar de uma pessoa e senti-la interferindo no seu emocional. Mas o desistir de alguém se mostra mais sensato quando a razão, e não a emoção, é o que norteia o rompimento, ao se concluir que a natureza irreversivelmente distorcida do outro nada nos acrescenta, tornando a distância a única garantia de preservação do bem maior, que é a nossa paz.
No primeiro momento de nossas vidas – o mais equivocado deles – nos afastamos das pessoas que não nos dizem o que queremos ouvir; num segundo momento passamos a romper com as que não vivem para nos cativar; no limiar da meia-idade tendemos a excluir aquelas que nos criam dificuldades; mas é a sabedoria da maturidade que nos leva a concluir que deve ser a irreversibilidade, e não a imperfeição, o critério de decisão entre as que saem e as que ficam.
Não existe nada mais improvável que a alma humana... E mais inútil ainda é tentar explicá-la. Que nunca se duvide do poder de influência de uma pessoa sobre outra, mesmo quando sua inteligência prognostica o contrário. Daí porque escolher não ter ídolos, nem líderes ou paixões pode ser o caminho do meio que aparece para nos redimir de nossos medos, e talvez a alternativa para a ovelha do aprisco moldada para reproduzir o pensamento de seu pastor.
Algumas pessoas não possuem dentro de si qualquer sentido de generosidade ou compaixão para oferecer a outrem um benefício espontâneo que lhes aflora da alma. Até mesmo suas “bondades” são cuidadosamente planejadas para resultar em um ganho mais à frente, onde os favores prestados não passam de investimentos naquilo que já trazem em mente para o período da “colheita”. Depois que o descobrimos tanto o perdão deixa de ser uma virtude como temos certeza de que não lhes fará qualquer diferença, exceto a de poder continuar nos usando.
O problema maior de não se punir o responsável pelos mal-feitos não reside em não se castigar o malfeitor, mas em legitimar suas ações pelo exemplo passado, onde outros que pensam em seguir o mesmo "modelo de sucesso" obtêm sua confirmação de que vale à pena.
Não se chame de "crítica construtiva" uma opinião não solicitada que se apresente como condição para o resultado acontecer. Por definição, “crítica” é a análise de um feito com o intuito de contribuir com sua melhoria. Mas quando exercida sobre o momento da execução arrogando-se o direito de alterar a concepção de seu criador e subtrair-lhe a autonomia, deixa de ser contribuição e passa a ser censura.
Confiança é como gravidez: não existe “meia confiança”. Sempre que precisamos avaliar previamente um resultado a ser produzido por outrem, invariavelmente a confiança já não se faz presente. A culpa será do outro, certamente, quando seu histórico nos aponta para o motivo; mas quando não existe tal fato gerador, claro está que o problema se deve a nossa própria insegurança. Isso irá requerer uma auto-análise sobre a natureza do poder que desejamos exercer sobre o que nos cerca. E se houver uma intenção real de entendê-lo, pode ser que descubramos que tudo não passa de arrogância, necessidade de dominação ou, no mínimo, soberba disfarçada de “gestão participativa”.
Você não tem que disfarçar sentimentos legítimos em nome de uma suposta racionalidade, e muito menos deixar de demonstrá-lo em função de uma alegada “postura profissional” sempre que se sentir atropelado em seus princípios. O uso da inteligência emocional nos mostra que é necessário manter a natureza holística onde racional e emocional são partes integrantes e indissociáveis do que somos, de forma a que não precisemos anular sentimentos ou fingir que os deixamos do outro lado da porta. Argumentos que se prestam a atropelar qualquer um dos que integrem nosso esquema de crenças e valores se mostram indefensáveis, já que são direitos inalienáveis da pessoa humana e jamais poderão se constituir em objeto de negociação.
Ideologicamente não duvido de que passaríamos muito melhor sem as religiões. Nenhum de seus maiores líderes fundou igrejas. Mas também reconheço que, para muitos que não conseguem andar com as próprias pernas, as muletas ainda são importantes, ainda precisam que alguém lhes dite o que fazer, já que não conseguem pensar por si mesmos. E é no meio desse medo todo de enfrentar suas verdades que os "fazedores de cabeças" encontram espaço para se multiplicar e encher os bolsos em cima da miséria e da boa fé humanas.
Amor, respeito e confiança não se comportam de forma idêntica:
- O respeito é consciente, permitindo-se conviver com quem não ama ou até não confia;
- O amor é condescendente e não se recusa a dar-se mesmo quando não há confiança nem respeito.
- Já a confiança é cautelosa: ela até aceita o convívio com quem não ama, mas jamais o admite onde não enxerga respeito.
Lembra: a tua FÉ não te presenteia com a prerrogativa da Verdade, e nem as OBRAS a que Tiago se refere são aquelas usadas para combater quem discorde dela!
Por mais que a Justiça teime em dar a Verdade para alguém, o Amor ensina que a igualdade não tem lados.
Não há nada mais forte para atestar que estamos vivos do que sermos continuamente solicitados por parte das pessoas que pedem nossa ajuda. Colocando-nos disponíveis temos ampliada a percepção de que permanecemos úteis, produtivos e necessários.
As pessoas ainda não acordaram para o fato de que a única diferença que os torna realmente incompatíveis é a da intenção: os bem intencionados e os mal intencionados jamais pertencerão a um lado só. No restante, as diferenças são como as peças do xadrez, onde toda questão se resume a ocupar seus respectivos – e necessários – lugares no tabuleiro humano. Casas pretas e brancas, como se sabe, precisam umas das outras para que suas linhas se mostrem visíveis, bem como todos os jogadores possuem as mesmas chances de se revezar na vitória.
