Nao me Deixa te Odiar

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O amor, no seu estado social, talvez não tenha nada razoável senão a sua loucura.

Se não confias num homem, estás a convertê-lo em mentiroso.

Do irreal resulta a impotência; o que não somos capazes de conceber não podemos dominar.

Se você tem de dizer aos outros quem é, você não é ninguém.

Aquele que não sabe nada, não duvida de nada.

Nunca leias um livro que não tenha um ano de idade.

Contemplação

Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...

Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...

E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...

As empresas existem para criar e preservar seus clientes. Não para criar produtos, como muita gente imagina. Os produtos são efêmeros; os clientes não.

O amor não é um sentimento, é uma arte.

Quem não ama o seu semelhante vive uma vida estéril e prepara um túmulo triste para a sua velhice.

Não sou de usar as mulheres e depois jogar fora. Tranco todas no armário.

A humanidade não é um estado a que se ascenda. É uma dignidade que se conquista.

Os componentes da sociedade não são os seres humanos, mas as relações que existem entre eles.

A paciência não é senão uma energia.

A razão é um elástico. Vê se consegues não a esticar muito para não rebentar.

Vergílio Ferreira
FERREIRA, V., Pensar, Bertrand, 1992

A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

Duas verdades em que os homens em geral nunca acreditarão: a primeira, a de não saber nada, a segunda, a de não ser nada. Acrescente a terceira, que depende muito da segunda: a de não ter nada a esperar depois da morte.

Onde não há compaixão, os crimes multiplicam-se.

Uma literatura que não respire o ar da sociedade que lhe é contemporânea, que não ouse comunicar à sociedade os seus próprios sofrimentos e as suas próprias aspirações, que não seja capaz de perceber a tempo os perigos morais e sociais que lhe dizem respeito, não merece o nome de literatura: quando muito pode aspirar a ser cosmética.

A maior parte das mulheres galantes entrega-se a Deus quando o Diabo já não as quer.