Nao me Deixa te Odiar
Eu Te amo, Te amo, Eu Te amo, Te amo, Te amo, Eu Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo, Te amo.
Parece que antes, cada Eu Te amo era dito de um jeito tão diferente, tão carregado de um sentimento que faz bem pra gente e agora parece que, às vezes, sai tão retraído e até monótono, do mesmo jeito sempre. É dito até quando não se está com o coração aberto pra dizer e pra sentir o quanto essa expressão faz bem aos ouvidos e ao coração.
Não nos deixemos resistentes a esse remédio. Existem várias maneiras de dizer Eu Te amo.
Pastelaria
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora – ah, lá fora! – rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
A ocasião tem todos os cabelos na parte da frente; se a deixamos passar, não temos forma de a puxar de volta; ela é careca na parte de trás da cabeça, e nunca mais retorna.
A maioria das mulheres quase não têm princípios: conduzem-se pelo coração e, quanto aos seus costumes, dependem daqueles a quem amam.
Os maus, não querendo reconhecer-se por autores do mal que praticam, atribuem ao destino, à sua estrela, os desgarramentos das suas paixões.
Como o mundo é claro e belo, quando não nos perdemos nele, e como é escuro o mundo, quando nos perdemos nele!
Não adianta discutir com o inevitável. O único argumento disponível contra o vento de leste é vestir o sobretudo.
O poder não é algo que possa ser assumido e posto de lado conforme apetece, como com a roupa interior.
