Nao me Conte seus Segredos
Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.
Carrego um vazio
Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.
Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.
Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.
Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.
Há um lugar
Carrego uma terra inteira dentro do peito, não feita de mapas,
mas de lembranças que
insistem em voltar.
Há um lugar onde tudo soa mais vivo, onde o vento sabe meu nome
e o silêncio não pesa.
Aqui, as coisas existem,
mas não me reconhecem.
O céu é o mesmo, dizem,
mas não brilha igual ao
que mora em mim.
Sinto falta até do que nunca toquei,
porque a ausência também aprende a criar raízes.
Que eu não me perca antes de voltar,
nem desaprenda o caminho daquilo que me forma.
Que eu ainda veja,
nem que seja por dentro,
o lugar onde meu coração repousa.
Porque há saudades que não pedem distância —
pedem reencontro.
A senha do coração
Meu coração não abre com promessas,
ele pede gestos pequenos,
como quem gira a chave devagar
para não acordar o passado.
Cada batida é um código vivo,
feito de silêncios respeitados
e presenças que sabem esperar.
Quem tenta forçar a entrada se perde,
porque aqui amor não é invasão,
é reconhecimento.
É saber ler os sinais nas entrelinhas,
tocar sem ferir,
ficar sem possuir,
como quem acende uma luz
e não apaga a sombra.
E quando alguém descobre a senha,
não encontra um prêmio —
encontra responsabilidade.
Porque amar meu coração
é aceitar suas rachaduras como janelas,
seu medo como aviso
e seu amor como casa:
não se entra para passar,
entra-se para permanecer.
Quando Amar é Calar
Há amores que não se contam,
há amores que não se compartilham,
há amores que vivem em segredo,
há amores que marcam,
e há amores que temos
medo de enfrentar.
Medo de a amizade acabar,
medo de tocar no que sustenta,
pois há amores que o tempo entrelaça, e outros que o tempo,
em silêncio, desentrelaça.
No fim,
amar também é escolher o silêncio,
quando o coração grita por coragem,
mas a alma entende
que certas verdades mudariam tudo.
Não me importa se às vezes não recebes, meu amor é chama que
não se apaga, queima mesmo na distância, e retorna a mim em
doces lembranças tuas.
Não se entristeça se nem todos sabem receber, o amor verdadeiro não se mede em retorno.
O que você doa com ternura
e paixão volta suavemente,
Feito abraço ao luar.
Se a noite é breve,
o sentimento não é.
Final de semana acaba,
mas o amor insiste em ficar.
E enquanto o mundo dorme,
meu coração acorda
só pra te amar um pouco mais.
Date
Marcamos um date sem promessas exageradas, apenas o desejo silencioso de não estar só.
Antes do filme, dividimos qualquer coisa na mesa, mas o que realmente se partia ali era o medo bonito de sentir demais.
As mãos frias entregavam verdades que a voz escondia, a timidez pesava nos intervalos do silêncio.
No escuro do cinema,
você encostou em mim
como quem pede abrigo sem saber se pode, e eu deixei
— porque naquele instante,
teu corpo entendia o meu mais do que palavras.
Brincamos tentando enganar o fim da noite, ursinhos viraram promessa que ninguém disse em voz alta.
Te deixei na porta com um beijo que não queria ser último,
fui embora carregando tua ausência no peito, e em casa, tua mensagem me atravessou:
“o date foi perfeito”.
Alguns encontros não pedem continuação — eles marcam a gente para sempre.
Às vezes quero desaparecer por algumas horas,
não pra morrer, não pra ir embora,
só pra não precisar ser nada.
Queria um lugar onde eu pudesse chorar sem culpa,
gritar sem explicação,
ficar em pedaços sem ter que me recompor rápido demais.
Eu digo que tô bem
como quem fecha a porta devagar.
Por dentro,
tudo faz barulho.
Não é dor,
é cansaço de existir acesa.
Queria um lugar sem nome,
onde eu pudesse cair
sem ninguém me pedir força.
Se eu ficar em silêncio,
talvez eu me encontre.
Não há tempestade que nos separe,
nem vento que leve a força que sinto.
Teu amor é abrigo que nunca desaparece,
um fio invisível que me liga ao infinito.
Estou com estabilidade com a conexão,
Não só da rede que nos mantém juntos,
Mas da chama que acende no coração,
Do toque suave que dissolve todos os pontos.
Cada palavra tua é sinal constante,
Que me alcança mesmo na distância e no tempo,
E sinto o mundo inteiro mais vibrante,
Quando me perco no teu silêncio
e alento.
Não há falha,
queda ou interrupção,
Que apague a força do
que temos em nós,
Porque a tua presença
é a minha razão,
Meu porto seguro,
meu rastro de luz e voz.
E assim, com cada gesto e intenção,
Reafirmo, com amor e devoção,
Que mais que uma conexão de transmissão,
És a frequência pura do meu coração.
Feito de Teixo
Feito de teixo,
não dobra fácil.
Aprendeu cedo a ser madeira firme
enquanto o mundo testava o peso.
Carrega flechas que não disparou,
dores que não nasceram nele,
mas que aceitou guardar
pra ninguém sangrar ao redor.
É arqueiro que vigia em silêncio,
olhos atentos mesmo quando cansam, corpo erguido no
meio do colapso
— não por heroísmo,
mas porque alguém precisa ficar.
Quando tudo racha,
vira apoio.
Quando todos falam,
escuta.
E quem encosta
sente segurança
sem saber por quê.
O erro foi aprender a ser muralha
antes de aprender a pedir abrigo.
Confundiu força com solidão,
resistência com fechamento.
Mas ainda permanece de pé.
Marcado.
Mais denso.
Inteiro.
Palmeiras
Verde que não é só cor,
é promessa,
é peito aberto cantando no escuro do estádio.
Cada passo no gramado carrega história,
cada grito na arquibancada vira destino.
Forjado na luta, gigante no silêncio,
vence quem aprende a cair sem perder a fé.
Quando o jogo aperta,
o coração responde:
ser palmeirense é ficar
quando todos duvidam.
Há títulos, sim
— mas há algo maior:
o laço invisível entre gerações.
Avô, pai, filho, o mesmo escudo no peito, omesmo amor que não se explica, se herda.
E quando a bola beija a rede,
não é só gol
— é catarse, é lágrima, é chão tremendo.
Porque esse verde não passa,
ele mora.
Aprender a ser delicado
Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.
O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.
O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.
Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.
E hoje entendo:
despedida nenhuma
apaga o que foi real.
Se não houve adeus, foi porque ainda há laço, um fio invisível
que me liga a você,
onde o amor continua…
mesmo em silêncio.
Não foi o inimigo que me quebrou,
foi quem jurou ficar.
As feridas que carrego
não vieram da guerra,
vieram do amor usado como faca,
de palavras que entraram sorrindo
e saíram rasgando.
Meu coração
não tem cicatrizes de ódio,
tem cortes de afeto mal usado,
tem marcas de quem entrou como abrigo e saiu deixando escuridão.
Aprendi tarde:
algumas pessoas não matam o corpo, matam a luz.
E essa morte
não deixa sangue…
deixa ausência.
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