Nao me Comove mais
Somos navegantes de um tempo cada vez mais nublado...
Nublado de coisas fúteis, violência, agressões...
Onde o ser humano está se afogando no seu próprio ego, onde anda transbordantes em frieza e donos da razão.
Onde a família e os amigos reais já não são tão importantes, esquecendo os sentimentos de amor, afetos...
Esquecendo os verdadeiros laços e caindo numa rede de embaraços.
Quando vê já é tarde. Quando acordar e vê o que é realmente importante na vida, ja se perdeu com o tempo e restará somente saudades do tempo que não volta mais.
Liddy Viana. ✍🌻
Na sua Odisseia terrestre, com a escassez do amor, a jornada resulta ainda mais sinuosa. Pois numa terra infértil e num corpo sem alma, o coração fica entorpecido.
130726
Via pessoas passando necessidade e carregando sorrisos muito mais sinceros do que os meus. Então eu me perguntava: por que dói tanto?"
Esse é o problema com as memórias: são como cimento. Quanto mais tempo passa, mais duras se tornam. Elas podem até se fragmentar, mas grudam em você!
E a rigidez desse cimento só parece transbordar cada vez mais sobre toda a minha existência...
Desistir jamais!!!
Por mais que doa e nos desanime por muitas vezes, devemos continuar até alcançar nossos objetivos. Quem luta com amor e fé, conquista.
Temos que voltar os olhos para dentro de nós e nos importar mais conosco.
Ninguém está se preocupando se estamos bem, pelo contrário, torcem para que estejamos na pior, assim terão uma chance de nos confrontar com a intenção de nos derrubar.
Quando se está bem consigo, não há força negativa que nos derrote.
Palavras,
tão inúteis e vazias,
elas são ...
quando mais precisamos delas
pra expressar amizade e gratidão.
Quantas letras e falas
são preciso pra definir essa emoção.
Perdi-me entre corredores literários,
visitando estrelas do imaginário,
só pra te dizer coisas do coração.
Mas fiquei muda,presa num traço,
um instante,sem alma
nem cabeça. Apenas dei um abraço
e segui minha estrada de solidão.
Andréa
Se eu pudesse dar um presente, traria uma estrela do céu, para mostrar que teu brilho é mais raro que o dela.
Querido diário.
Mais uma vez me encontro exausta, e desanimada de tudo e todos.
Nesses dias que não vim ate você eu me forcei a ser capaz, eu me enganei ( tentei). Ouso dizer que nunca atuei tão bem.
Eu não senti falta.
Do sorriso, do olhar, do toque e da voz
Mais ai me dei conta que minha paz, meu vício se resumia a esses pequenos gestos.
Então a ficha caiu mais uma vez, sinto meu corpo falecer aos poucos. Como se faltasse algo nele que e tão essencial que sinto que em breve restara apenas uma carcaça velha e cansada ( apesar de não ser velha), o tempo ta castigando o silêncio ta sendo tão pesado que não sei ate onde ainda vou caminhar.
Sei que agora está decepcionado comigo, diário. Eu tentei ser o melhor de mim sem o que disperta o melhor. E falhei!
Me deitarei hoje com o coração transbordando num nível que lagrimas ja me faltara pela manhã.
Boa noite
Amor é escolha diária.
É ficar quando seria mais fácil ir.
É cuidar mesmo cansado, ouvir mesmo sem entender tudo.
Amor não é só sentir, é agir.
Amor é verdade sem ferir, presença sem sufocar.
É corrigir com carinho, perdoar sem jogar no rosto.
Não é perfeição, é compromisso.
Amor é quando dois imperfeitos decidem caminhar juntos,
sabendo que nem todo dia será fácil,
mas todo dia valerá a pena quando existe respeito, entrega e fé.
Às vezes a gente acorda
pior que o leão do dia,
mais explosivo que dinamite,
mais colorido que foguete,
mais cansado que o bicho-preguiça…
E tá tudo bem.
Nem todo dia a alma desperta leve.
Tem manhã que o coração acorda brigando com o mundo
sem nem saber exatamente o motivo.
A vida cobra, o tempo pesa,
as palavras machucam,
e até quem é forte cansa de ser forte o tempo todo.
Mas até o leão descansa,
a dinamite apaga,
o foguete perde o brilho
e o bicho-preguiça continua vivendo no tempo dele.
Talvez o segredo não seja fingir felicidade todos os dias,
mas aprender a respeitar os próprios limites
sem deixar de acreditar
que amanhã pode nascer mais leve.
Tantas Coisas
Mais uma noite,
e eu querendo dormir,
querendo acordar,
querendo fugir,
querendo dançar.
São tantos desejos
morando no mesmo peito,
tantas vontades
brigando pelo mesmo desejo.
E, ao mesmo tempo,
é o tempo...
que nunca parece suficiente
para tanta coisa
que insiste em viver dentro de mim.
Quando a Alma se Sente Sozinha
Há dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer palavra. A solidão parece ocupar todos os espaços, e a humilhação tenta convencer-nos de que perdemos o nosso valor.
Mas Deus nunca mede uma vida pelas rejeições que ela sofreu. Ele vê o coração que permanece íntegro quando ninguém o aplaude, as lágrimas derramadas em segredo e a força de quem continua a caminhar, mesmo cansado.
O cansaço não significa derrota. Muitas vezes, é apenas o sinal de que carregámos fardos demasiado pesados durante demasiado tempo.
Quem hoje nos despreza não conhece toda a história que Deus ainda está a escrever. Há sementes que germinam debaixo da terra, invisíveis aos olhos, mas vivas diante do Criador.
Se hoje te sentes sozinho, lembra-te: a presença de Deus não depende da presença das pessoas. Quando todos se afastam, Ele permanece. Quando as palavras ferem, Ele cura. Quando as forças faltam, Ele sustenta.
Não deixes que a dor roube a tua esperança. O Senhor continua a transformar lágrimas em aprendizado, feridas em testemunho e noites longas em amanheceres de paz.
Permanece firme. A tua dignidade não está nas mãos de quem te humilhou, mas nas mãos de Deus, que te conhece pelo nome e jamais abandona aqueles que n'Ele confiam.
Márcia Reis Nazar
© Márcia Reis Nazar. Todos os direitos reservados.
O Jazigo dos Vivos
Naquela família, os mortos pareciam descansar mais do que os vivos.
O velho jazigo de granito havia sido adquirido muitos anos antes por um homem prudente, quando ainda caminhava sozinho pela vida. Não o comprara por vaidade, mas porque acreditava que até o descanso final merecia dignidade.
O tempo passou. O homem encontrou o amor na maturidade e decidiu casar-se. Foi então que aquilo que sempre pertencera apenas à sua história passou, misteriosamente, a despertar o interesse daqueles que jamais haviam perguntado onde ele desejava repousar.
Vieram exigências disfarçadas de conselhos, mentiras vestidas de preocupação e ordens apresentadas como se fossem dever moral. Chegaram a afirmar que o próprio cemitério exigia a mudança da titularidade do jazigo. Bastou um telefonema para que a verdade surgisse inteira: ninguém havia feito qualquer exigência.
Mas aquela mentira era apenas uma entre tantas.
Muito antes do casamento, outro patrimônio havia sido inserido em uma estrutura societária criada sob o argumento de proteger os bens da família. A antiga casa da mãe permanecia registrada em nome de apenas um dos irmãos, enquanto participações eram distribuídas entre parentes como se a confiança pudesse substituir a justiça.
O único imóvel particular daquele homem também fora levado para dentro da mesma estrutura. O que lhe prometeram como proteção transformou-se em uma longa batalha para recuperar aquilo que sempre lhe pertenceu.
Depois do casamento, antigos sorrisos perderam a doçura. Pessoas que durante décadas se apresentaram como amigas revelaram um rosto desconhecido. O incômodo não era a união do casal. O verdadeiro desconforto surgia quando alguém deixava de aceitar o controle silencioso exercido durante tantos anos.
Há famílias que disputam terras.
Outras disputam casas.
Algumas, infelizmente, disputam até o lugar onde alguém um dia descansará em paz.
O mais triste, porém, não era a existência de um jazigo, de um imóvel ou de documentos. Era perceber que a ganância conseguira ocupar o espaço onde antes existiam afeto, confiança e respeito.
No fim, compreendeu-se que o mármore jamais sepulta a verdade. Ela permanece viva, esperando apenas o momento de emergir, desmascarando as mentiras construídas pela ambição.
Talvez o maior sepulcro não seja feito de pedra.
Talvez seja o coração de quem enterra o amor antes mesmo de sepultar os seus mortos.
© 2026 Márcia Reis Nazar
Todos os direitos reservados.
A ignorância nunca se limitou á palavras ditas com ódio ou ausência de educação. Ela vai mais longe do que isso, ela alcança as perspectivas sociais e intelectuais deturpadas, respinga das conversas mais informais até chegar na culta. Ela faz morada nas ações movidas pelas emoções, se expande do maior ao menor, sem escolher cor ou rostos. Angustiante és, todo aquele que vê os demais ao seu redor como tudo, menos como pessoas iguais á ele, cruel é todo aquele que faz das suas palavras esmola, e não se decide a qual Santo dá - lá. Ademais, junto dessa quimera, há algo maior, que conhecemos como a falta de empatia. Sim, isso é aquilo que você finge não ver. É o bom dia do mendigo que você ignora numa segunda de manhã, ou a compaixão que você torna escassa quando falham, menos quando se trata de você. No momento da irá se conhece o imprudente, porém no momento da compaixão se acha o sábio. O perdão só não é lícito se não convém ao seu "eu". As palavras não pesam tanto quando são "suas".
O mau humor não é tão ruim assim, quando é o "seu" humor. Por fim, á empatia se aplica ao tolo no singular, mas na pluralidade se conhece o justo.
Nem sempre é posição social e quase nunca é dinheiro. Na maioria das vezes o mais importante é o simples; seja uma atitude ou uma palavra amiga. Nesses casos, acredite, quem menos tem é o que mais oferece.
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