Nao me Comove mais
A visão trilionária mais profunda é aquela que pulsa com o amor no peito, entendendo que o maior investimento de um líder é o carinho depositado em cada encontro, pois a riqueza que realmente transforma o mundo é o brilho de gratidão no olhar de quem foi amado e respeitado por você.
A visão trilionária mais doce é aquela que se traduz em ternura pura, onde a força de um império se curva para ouvir um coração e o maior sucesso é saber que sua presença é um porto seguro de paz, carinho e acolhimento para todos os que cruzam o seu caminho.
O CÉU E O INFERNO — SEGUNDA PARTE. AUGUSTE MICHEL.
Há neste episódio uma das mais densas ilustrações da psicologia espiritual delineada pela O Céu e o Inferno. Não se trata apenas de um relato mediúnico, mas de um documento experimental daquilo que a doutrina denomina de persistência vibratória do apego e da simbiose fluídica entre o Espírito e os despojos corporais.
Auguste Michel, homem entregue aos prazeres sensoriais e à exterioridade mundana, construiu durante a vida uma estrutura psíquica fortemente ancorada na matéria. Não havia nele perversidade deliberada, mas uma esterilidade moral que, sob a ótica espírita, é igualmente grave. Sua consciência permaneceu inativa diante das finalidades superiores da existência, o que produziu, após a morte, um fenômeno clássico descrito na literatura kardeciana: a perturbação espiritual prolongada.
O que se observa em suas comunicações é a incapacidade de dissociação imediata entre o perispírito e o corpo físico. A morte orgânica não implicou libertação automática. Ao contrário, o Espírito permaneceu em estado de aderência psíquica ao cadáver, como se este ainda fosse o seu eixo de identidade. Essa condição não é simbólica, mas efetivamente real no plano fluídico. O perispírito, impregnado de hábitos materiais, conserva impressões sensoriais que o fazem experimentar uma espécie de eco da dor física, ainda que o corpo já esteja inerte.
A frase “ainda estou preso ao meu corpo” não deve ser compreendida como metáfora. Trata-se de uma ligação vibratória sustentada por afinidade. Quanto mais o indivíduo vive exclusivamente para o corpo, mais densos se tornam os laços que o prendem a ele após a morte. A matéria não o retém por força própria, mas pela sintonia que o próprio Espírito cultivou durante a existência.
Essa simbiose revela um princípio fundamental da filosofia espírita: o Espírito não abandona instantaneamente aquilo com que se identificou profundamente. O corpo torna-se, por assim dizer, um polo de atração psíquica. O túmulo, nesse contexto, converte-se em um ponto de fixação mental, um centro de gravidade fluídica para o Espírito perturbado.
É nesse cenário que se evidencia o papel da prece.
A insistência de Auguste Michel para que se orasse junto ao local onde seu corpo jazia não era um capricho, mas uma necessidade vibratória. A prece, segundo a doutrina, não é apenas um ato devocional, mas uma emissão de forças psíquicas organizadas, capazes de atuar sobre o perispírito. Quando realizada nas proximidades do corpo, essa ação torna-se mais incisiva, pois incide diretamente sobre o foco de ligação entre Espírito e matéria.
A observação doutrinária é clara ao sugerir uma ação de natureza quase magnética. A prece eleva o padrão vibratório do ambiente e, simultaneamente, enfraquece os liames inferiores que mantêm o Espírito aprisionado. Há, portanto, uma dupla eficácia. Moral, porque desperta no Espírito o arrependimento e a lucidez. Material, porque atua sobre os fluidos que sustentam a ligação ao corpo.
Quando finalmente o médium atende ao apelo e ora junto ao túmulo, o resultado torna-se evidente. O Espírito relata alívio, maior clareza e início do desligamento. Com o tempo, ele declara-se livre da cadeia que o prendia, embora ainda sujeito às consequências morais de sua vida estéril.
Este ponto é crucial. A libertação do corpo não equivale à redenção espiritual. O sofrimento subsequente não é mais físico nem fluídico, mas moral. Surge então a consciência do tempo perdido, da inutilidade das faculdades desperdiçadas, da ausência de obras meritórias. É o despertar da responsabilidade.
MORAL DO ACONTECIDO
A narrativa demonstra, com rigor filosófico e psicológico, três princípios fundamentais.
Primeiro. O apego à matéria densifica o Espírito e prolonga sua perturbação após a morte. Viver exclusivamente para o corpo é preparar para si mesmo uma libertação dolorosa e lenta.
Segundo. A prece possui eficácia real. Não é um gesto vazio, mas uma intervenção ativa no campo espiritual. Pode aliviar, esclarecer e até mesmo acelerar o processo de desligamento do Espírito, sobretudo quando associada à caridade sincera.
Terceiro. A ausência de mal não equivale à prática do bem. A neutralidade moral gera estagnação, e esta, por sua vez, conduz ao sofrimento pela consciência do vazio existencial.
Há, portanto, uma advertência silenciosa neste caso. A vida não deve ser apenas evitadora do erro, mas produtora do bem. O Espírito que não constrói valores superiores permanece, após a morte, desorientado, sem referências elevadas que o sustentem.
E assim se conclui que a morte não transforma o homem, apenas revela aquilo que ele fez de si mesmo.
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"A reencarnação é, portanto, a expressão mais elevada da misericórdia divina. Ela concede ao Espírito inúmeras oportunidades de recomeço, permitindo-lhe reconstruir-se com lucidez, esforço e perseverança."
AMIZADE E CARÁTER.
“Entre todas as virtudes sociais, a amizade é aquela que mais revela o caráter de um homem.”
AMIZADE.
“Quando duas almas tornam-se amigas, o tempo passa a caminhar mais devagar, como se quisesse ouvir suas conversas.”
"o que mais me preocupa
é a arte que lhe nega o
culto
por ciúmes lhe perpetuam
sem saber quão majestosa
lhe é o vulto."
Marcelo Caetano Monteiro.
A BELEZA CONGELADA NO TEMPO.
A figura de Marilyn Monroe permanece como um dos paradoxos mais intensos da estética moderna. A sua imagem não apenas atravessou décadas, mas parece ter sido suspensa num instante definitivo da história cultural. Há rostos que envelhecem com o passar dos anos e há rostos que o imaginário coletivo transforma em símbolos permanentes. No caso dela, ocorreu algo singular. A juventude foi preservada pela memória do mundo como se o tempo tivesse sido detido.
Nascida em 01.06.1926, na cidade de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson transformou se gradualmente numa construção estética que ultrapassou a própria pessoa. O cinema de meados do século XX produziu diversas estrelas. Contudo, poucas alcançaram a dimensão mitológica que se formou em torno de Marilyn Monroe. Sua imagem passou a representar simultaneamente inocência, sedução e uma espécie de fragilidade humana que tocava profundamente o público.
A morte em 05.08.1962, também em Los Angeles, interrompeu sua trajetória no auge da notoriedade. Esse fato histórico contribuiu decisivamente para aquilo que alguns pensadores da cultura descrevem como “congelamento simbólico da beleza”. Quando uma figura pública desaparece jovem, a memória coletiva não testemunha as transformações naturais da idade. Assim, o rosto permanece eternamente associado ao vigor da juventude.
O cinema preservou essa imagem. Filmes como Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch consolidaram uma iconografia que se repetiu incontáveis vezes na história da fotografia, da publicidade e da arte visual. A famosa cena do vestido branco erguido pelo vento tornou se um dos quadros mais reconhecíveis do século XX. Ali se cristalizou um arquétipo de feminilidade que atravessou gerações.
Contudo, por trás do símbolo havia uma realidade psicológica complexa. Muitos estudos biográficos indicam que a atriz enfrentava profundas inquietações emocionais, solidão e instabilidade afetiva. Esse contraste entre a imagem radiante e a interioridade vulnerável produziu uma aura quase trágica em torno de sua figura. A beleza, nesse sentido, deixou de ser apenas estética. Tornou se também um espelho da condição humana.
Por isso a expressão “beleza eterna congelada” não se refere apenas ao rosto ou à fotografia. Refere se ao instante histórico em que uma pessoa real foi transformada em mito cultural. A imagem não envelhece porque pertence agora à memória simbólica da humanidade.
Assim, enquanto o tempo continua a avançar sobre o mundo e sobre todos os rostos humanos, a figura de Marilyn Monroe permanece suspensa numa aurora perpétua da juventude, lembrando silenciosamente que certos instantes da beleza são tão intensos que o próprio tempo parece hesitar diante deles.
"Ser é mais difícil do que parecer, pois a aparência exige aplauso, enquanto a essência exige verdade."
Tudo o que eu tenho a Te ofertar
É um quebrantado coração
Eu queria ter muito, muito mais
Mas tudo o que eu tenho é
Um quebrantado coração Um quebrantado coração
Move o Coração de Deus
Um quebrantado coração
Traz o Céu pra nós
A Amizade é a relação mais importante, simplesmente pelo fato de estar presente em todas as relações.
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