Nao me Comove mais

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⁠Empatia

não se vê hoje em dia,
mesmo que tudo se finda,
Trocar-se-á por apatia.

O futuro nebuloso já predizia,
não se sabe ao certo ainda,
mas esta escasso a empatia.

Não há formula produzida,

nem empatia pela própria vida.

O completar de que falo não é porque algo nos falte, nem porque haja uma peça ausente no quebra-cabeça. O completar de que falo é sobre pele, sobre encaixe, sobre dividir — e jamais subtrair. É encaixe na alma do outro; é dividir risos, os dias, as manhãs, as semanas e os fins de tarde… é dividir a Vida!

Não permita que cresçam ervas daninhas onde se cultiva carinho e ternura

Cuida dos teus passos, para que depois não te arrependas dos espinhos que neles terás de carregar.

O subliminar é apenas algo para você se acostumar com um fato a ser revelado no futuro. assim não gera a revolta.

⁠Algumas fases da vida não deixam saudades, mas sim experiências.

Gosto da ideia de viver o presente, e não desperdiçar o tempo presente, ligado ao que já passou ou ao que ainda não chegou."

"A dor é indigna, nos aflige e até nos flagela, mas é a única capaz de indicar que algo não vai bem dentro da gente."

⁠Não sou perfeita, mas sou autêntica. Aceito minhas fases, versões, imperfeições e celebro minhas peculiaridades.
Afinal, são elas que me tornam única.
Não sou nenhuma cópia, mas uma obra-prima original, que nem sempre agrada a todos e, tudo bem!

Seguramente agora quase todos vêem que os bolcheviques não teriam se mantido no poder, não digo dois anos e meio, mas nem sequer dois meses e meio, sem a disciplina rigorosíssima, verdadeiramente férrea, no nosso partido, sem o apoio mais completo e abnegado a ele por toda a massa da classe operária, isto é, por tudo o que ela possui de consciente, honrado, influente, capaz de atrair as camadas atrasadas. (…) Mas como se mantém essa disciplina no partido revolucionário do proletariado? Primeiro, pela consciência da vanguarda proletária e pela sua dedicação à revolução, pela sua firmeza, pelo seu espírito de sacrifício, pelo seu heroísmo.

⁠Não pretendemos que Marx ou os marxistas conheçam o caminho do socialismo em toda a sua concretude. Isso não faz sentido. Conhecemos a direção da estrada, sabemos que as forças de classe o guiarão, mas concretamente, praticamente, isso será demonstrado pela experiência dos milhões quando empreenderem o ato.
—11 de setembro de 1917

Quem feriu o meu coração?


A resposta é dolorosa, mas é minha maior verdade: não foi ninguém além de mim mesmo.
Fui eu quem feriu meu próprio coração.
Feriu de tanto querer cuidar, de tanto tentar agradar, de tanto transbordar um sentimento que acabou sufocando quem eu mais queria por perto.
No medo de perder, apertei forte demais; e, na tentativa cega de fazer feliz, acabei afastando.
Não houve um vilão nessa história. Houve apenas um amor intenso que não soube o limite do próprio tamanho, transformando o carinho em peso e o zelo em armadilha.
No fim, a pessoa que eu amava não partiu por maldade; ela só precisava respirar.
E eu fiquei aqui, descobrindo que a ferida mais profunda é aquela que a gente causa em si mesmo, tentando amar além da conta.




- Jonas Saul P. Sodré

⁠Esqueça tudo o que eu disse e guarde apenas o que vou te dizer agora: não saber nem sempre é o pior lugar.

Carla Madeira
A natureza da mordida. Belo Horizonte: Quixote, 2018.

⁠Quando a gente faz o mal, sabe. O mal não é coisa de distraído. Embora a dor a gente possa provocar até dormindo.

Carla Madeira
A natureza da mordida. Belo Horizonte: Quixote, 2018.

⁠Quem vê de fora faz arranjos melhores, mas é dentro, bem no lugar que a gente não vê, que o não dar conta ocupa tudo.

Carla Madeira
Tudo é rio. Rio de Janeiro: Record, 2021.

Diversidade de pensares igualitários, mas os textos descritos não condizem com a carência emotiva. Transparência com slides, mas à projeção se torna um milagre. Natureza que se manifesta nos troncos, onde um deslocar nos faz pensar sobre trabalho. Oportunidades de realizar uma tarefa, onde os interesses não curam uma miséria. Mas optam pela devastação do solo, onde à cura se torna uma ilusão dos próprios corpos.

⁠Não dá pra reclamar de violência, deslizando os dedos sobre a Morte ou os Traumas Iluminados de alguém.






Porque, nessa claridade azul, há mais que uma morte à mesa.






A primeira é a visível — os corpos entregues ao espetáculo.






A segunda, a sensível — a alma dos que assistem, lentamente embotada.






A terceira, a coletiva — o apodrecimento ético de uma sociedade que transforma tragédia em passatempo.






E a quarta… a mais cruel — a que quase sempre se esconde no brilho da própria tela, comprada às vezes no mercado negro, com o preço invisível da dor de quem a perdeu.






Há quem, sem perceber, alise o sangue seco nesses vidros, julgando a partir da zona confortável de sua poltrona, o mesmo crime que alimenta.






Banquete farto, servido à luz fria do progresso —
onde cada toque é um gole de conforto e uma migalha de culpa.






É o Banquete das Mortes Iluminadas!

O fato de ninguém ser obrigado a fazer companhia para ninguém não é licença poética para abandonar na solidão quem estava na solitude.

Há uma diferença deveras silenciosa, mas profunda, entre estar só e sentir-se sozinho.

A solitude é uma escolha, um espaço de encontro consigo mesmo, onde o silêncio não pesa e a ausência de vozes não se transforma em vazio.

A solidão, por outro lado, muitas vezes surge quando aquilo que era abrigo se torna isolamento, quando a liberdade de estar consigo cede lugar à sensação de ter sido deixado para trás.

É verdade que ninguém tem o dever de permanecer onde não deseja estar.

Relações não podem ser sustentadas por obrigação, e afeto não floresce sob imposição.

Mas reconhecer essa liberdade não significa ignorar o impacto que nossas ausências produzem na vida de quem caminhava ao nosso lado.

A maturidade das relações não está apenas no direito de partir, mas também na responsabilidade de compreender o que a partida representa.

Muitas vezes, a pessoa que parecia bastar-se não era alguém que dispensava vínculos; apenas havia aprendido a conviver bem consigo mesma.

Confundimos independência com invulnerabilidade e acabamos acreditando que quem aprecia a própria companhia não sente a falta da companhia alheia.

Sentir falta, entretanto, é parte inerente da experiência humana.

Nem mesmo os mais autossuficientes são imunes ao afeto, ao pertencimento ou à dor das rupturas.

Existe uma delicadeza que deveria acompanhar os encontros e desencontros da vida: a consciência de que passamos pela história dos outros deixando marcas.

Algumas são lembranças leves; outras, cicatrizes profundas.

Não se trata de permanecer por pena, nem de carregar responsabilidades que não nos cabem.

Trata-se de agir com humanidade suficiente para não transformar nossa liberdade em descuido e nossa escolha em negligência emocional.

Porque, no fim das contas, a verdadeira consideração não está em nunca partir.

Está em não esquecer que, enquanto estivemos presentes, ocupamos um espaço real na vida de alguém.

E que a forma como saímos desse espaço pode determinar se aquela pessoa continuará habitando sua própria solitude ou será empurrada para uma solidão que nunca escolheu.

Sua idade, tenra ou avançada, não te dará conhecimento algum.


Já sua curiosidade e a busca frequente de explicações a indagações frequentes, te levará a caminhos incríveis.


Não perca a essência de criança, sempre indagando, errando e aprendendo.

Pessoas são como peças de um quebra-cabeça. Você pode até fingir que se encaixam, mas se não for de verdade, não vai formar nada.