Nao Magoe uma Mulher
Estar só não é lá uma das coisas mais ruins. É talvez uma oportunidade, uma chance de se amar mais. Isso mesmo, amar a pessoa que você construiu todo esse tempo, amar tudo aquilo que você sabe que tem, e sabe que é.
Não suma, por favor. Não fuja. Não vá.
Se implorar torna-me uma desesperada, então é desesperada que estou.
Poderia eu, te aprisionar em meu corpo e amarrar suas mãos as minhas como se nada bastasse.
Por favor, chegue cá. Chegue mais perto, cada vez mais.
Se for, me leve. Me carregue, feito uma cesta em seus braços.
Se decidir ir, não fico, te sigo, te procuro.
Ainda que ar me faltasse, respiraria você.
Falta entendermos a nossa vida como seres vivos e inteiros. E não somente como máquinas de uma gigante indústria.
Não busco uma razão pra nada, busco apenas o entendimento necessário pra saber esperar a hora certa das coisas.
A lisura não pode ser vista como uma vírgula a partir da qual se atendeu determinado público, se satisfez o chefe ou foi-se acolhido por Deus. Integridade real é aquela que se coloca como ponto final do posicionamento e à revelia de qualquer avaliação já que, com o foco desviado para quem espera por ela, tem seu valor mais subtraído do que legitimado.
Ao contrário do que se acredita, a ameaça à humanidade não virá do espaço através de uma invasão alienígena inesperada. Ela vai sendo introduzida quase imperceptivelmente por quem já está entre nós, estendendo sutilmente sua rede de poder bem nas barbas de uma massa acomodada e conivente que, no momento do golpe final, se apresentará como seus primeiros adeptos e, ao longo do tempo, como principal força de sustentação.
Eu não tenho que me deixar convencer: você é que precisa mostrar uma idéia consistente para me fazer apostar nela.
O parâmetro para o limite da minha fé é a lógica que não desafie minha inteligência. Se uma ação ou decisão divina for capaz de agredir até mesmo a mim enquanto ser humano sujeito a inúmeras falhas, nunca serei convencido a dar-lhes crédito, pois que o Deus em que creio me deu como escudo o discernimento para que eu não fosse induzido a erro por falsos senhores da verdade. A chamada “fé cega”, que se permite conduzir por interpretações dadas por outrem, à priori é fruto da manipulação que se apressa em preencher o vazio deixado pela ignorância.
Quantas vezes nos sujeitamos a ser usados por uma pessoa não por ser quem é, mas por estar ligada a uma outra que nos é cara , e que tememos ter que perder. A angústia ainda é maior quando quem nos importa desconhece o que ocorre, e somos colocados entre revelar a verdade (e enfrentar o resultado), sujeitar-se ao abuso (para não sofrer a perda), ou punir a ambos com um afastamento respeitoso, mas extremamente dolorido.
Luiz Roberto Bodstein
Existe uma diferença abismal entre não abandonar uma idéia porque, ao compará-la com as demais, se concluiu que é a que apresenta mais sentido, e recusar-se a aceitar uma alternativa para onde toda lógica aponta, apenas porque contraria tudo o que acostumou-se a acreditar antes dela.
Não existe uma única pessoa que seja exatamente igual a outra na sua forma de ser, pensar ou se expressar. Contrariando essa realidade, é imenso o número das que se veem num todo de “iguais” que lhes confere o direito de julgar as que são “mais iguais” ou “mais diferentes” que as outras para condenar tudo o que não alcançam ou escolheram não entender.
A percepção da realidade não é uma escolha, mas um despertar espontâneo e automático como o que nos é oferecido todas as manhãs, após uma noite de repouso obrigatório: os olhos se abrem e somos avisados pelo cérebro de que acordamos. Porém, fica na decisão de cada um erguer-se ou aceitar o convite da preguiça para voltar a dormir por quanto tempo consiga. Mas a paciência da mente cósmica também é limitada: em dado momento terá que decidir entre levantar-se ou aceitar o coma de modo irreversível.
A vida é uma professora rígida e impiedosa, porém honesta. Ela nos ensina que os que não se calam e não aceitam a infâmia sob o manto da falsa harmonia são os que acabam alijados como incômodos, pois que não compactuam com as mentiras que todos preferem ostentar para não terem maculado seu histórico de pessoas “bem resolvidas”.
Resumir o homem ao seu universo visível não passa de uma grotesca simplificação do infinito por quem coloca um ponto no final do prólogo pra não se dar ao trabalho de ler o livro.
Demonstrar respeito aos outros não é uma escolha, mas obrigação devida a todo indivíduo enquanto pessoa. Ninguém pode estar sujeito àquela falta de respeito que o exponha ou inferiorize, isso é fato. Mas há um outro tipo de respeito que nos brota na essência, queiramos ou não, e não se consegue oferecer gratuitamente quando o outro revela não dá-lo a si mesmo. Resta-nos, nesse caso, dedicar o obrigatório a todos, porquanto seres humanos, mas não desperdiçar aquele de caráter íntimo com quem inequivocamente não dá qualquer importância ao ato DE SE FAZER respeitar.
Durante uma conversa em que o emocional ocupe uma das pontas, não há nada que a racionalidade do outro possa usar para ser melhor interpretado, e toda emenda vai se revelar pior que o soneto.
Acreditar ou não num deus é uma crença como outra qualquer: apenas se crê que exista ou se crê que não exista. Mas, apesar disso, os dois lados se veem no domínio de uma "verdade", inalcançável a ambos, de que se utilizam para menosprezar-se mutuamente em vez de tentar entender que são exatamente iguais, somente seguindo em direções contrárias.
Oxalá um dia consigamos moldar uma humanidade que não precise escolher entre este ou aquele ismo, mas apenas entre o que é verdadeiro e o que não é.
Independente do tipo de realidade que o amedronte descobrir, a ignorância não deveria ser uma opção.
O câncer do obscurantismo não é uma expressão de retórica. Como qualquer câncer, é uma doença incurável que permanece latente na célula do organismo social por longo tempo e periodicamente escapa do núcleo onde se esconde, espalhando-se descontroladamente pelas células saudáveis para minar-lhes a resistência até a completa extinção da vida. Como todo parasita que se nutre sem nada dar de si – já que mata por natureza – ao final do processo terá destruído o hospedeiro para morrer com ele, sem lógica ou propósito, posto que nunca os teve.
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