Nao Magoe um Alguem
Faça o bem sempre que poder, porque Deus tende a abençoar,
não como uma barganha, mas
como um modo de dizer, quem
prática o bem, me tem dentro de si"
Nessa vida você não ganha flores para plantar em um jardim, a vida te dá pedras, vai de você se vai construir um castelo
MC DAICHI OFICIAL
O homem é um ser político, e questionador por si só, não
podemos fechar os olhos para
política, e deixar-nos ser levados
como gado, que com os olhos
vendados é levado ao matadouro...
O amor não se implora a
ninguém, o amor é um sentimento lindo e expontâneo, que só nasce no coração daqueles que amam.
*VOCÊ NÃO É A CASA*
Naquela noite o bar estava quase vazio. Duas mesas ocupadas, um sujeito dormindo sobre o próprio copo e eu, no balcão, fingindo que ainda havia alguma coisa para esperar. O dono tinha colocado uma moeda no jukebox e a música saía baixa, um pouco torta, como se até ela soubesse que não valia a pena se esforçar demais.
Eu estava olhando para a garrafa quando vi a fotografia.
Uma mulher de vestido branco, descalça, subindo uma escadaria destruída.
Fiquei algum tempo olhando aquilo.
Não sei por quê.
Talvez porque havia alguma coisa familiar naquela escada.
Os tijolos estavam expostos. O reboco tinha caído em pedaços. Havia entulho nos degraus. A casa parecia ter sido abandonada depois de uma briga longa demais. Daquelas em que ninguém lembra mais quem começou e todos saem perdendo.
Ela subia.
De costas.
Não dava para saber quem era. Nem precisava.
O que importava era que ainda estava subindo.
Pedi outra dose.
O homem do meu lado olhou para a fotografia e disse:
— Lugar perigoso.
Eu disse que sim.
Mas não era a escada que me preocupava.
Era reconhecer a casa.
A gente passa uma parte da vida construindo paredes. Trabalho. Família. Amigos. Algumas mulheres. Hábitos. Pequenas certezas. Vai colocando coisa dentro e chamando aquilo de vida.
Depois começam as rachaduras.
Primeiro ninguém percebe.
Uma porta que já não fecha direito. Um joelho que reclama. Um nome que você esquece. Uma pessoa que antes ligava e agora não liga mais. Um amigo que morreu e deixou uma cadeira vazia que ninguém tem coragem de ocupar.
Depois vem o resto.
A casa começa a perder pedaços.
Aos sessenta e poucos anos, eu já não tenho a mesma disposição para fingir que não vejo.
O corpo diminui um pouco.
A paciência também.
A gente começa a carregar menos coisas porque percebe que carregar tudo nunca foi sinal de força. Às vezes era só medo de deixar alguma coisa para trás.
Olhei novamente para a mulher.
O vestido branco destoava daquela destruição toda.
Aquilo me incomodou.
Talvez porque eu tivesse passado tempo demais acreditando que era preciso estar inteiro para continuar.
Não é.
Você pode estar cansado e continuar.
Pode ter perdido gente e continuar.
Pode olhar para trás e descobrir que boa parte daquilo que chamava de futuro já virou entulho.
E continuar.
A escada estava quebrada, mas ainda era uma escada.
Isso bastava.
A mulher levantava um pouco o vestido para não tropeçar. Não havia heroísmo naquilo. Nenhuma grande lição. Ela simplesmente precisava subir.
Foi quando entendi uma coisa que demorei décadas para entender.
Eu não sou a casa.
Passei muito tempo confundindo as duas coisas.
Achei que cada perda arrancava um pedaço de mim. Que cada fracasso derrubava uma parede. Que cada despedida me deixava mais perto do fim.
Talvez não.
Talvez algumas coisas apenas precisem cair.
Há construções que só continuam de pé porque ninguém teve coragem de abandoná-las.
A música terminou.
O dono do bar não colocou outra.
Ficamos alguns segundos ouvindo o silêncio das garrafas, dos copos, da rua quase vazia.
Paguei a conta e saí.
Na calçada, o ar estava frio.
Não me senti renovado. Não houve epifania. Minha vida continuava com os mesmos problemas e algumas contas novas.
Mas, naquela noite, eu tinha uma pequena diferença.
Eu sabia que a ruína não era necessariamente o fim.
Às vezes era só o lugar onde a gente finalmente percebe que não precisa morar para sempre.
E então sobe.
Mesmo descalço.
Mesmo tarde.
Mesmo sem saber exatamente o que existe no andar de cima.
Sobe porque ficar parado dentro dos próprios escombros também é uma escolha.
E eu já tinha passado tempo demais escolhendo errado.
E se a vida for um jackpot?
E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?
Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.
A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.
Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.
Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.
A historia de um homem começa e vale quando ele nasce e não através e dependendo do brilho ou opacidade de seus antepassados.
O Tempo e a Realidade...
O tempo não me foi um bom conselheiro
Sequer companheiro fiel
Não baniu lembranças de dores
Não suprimiu gostos de fel
Não curou férreas feridas
Nem estancou saneamento
Teimosos e incessantes
Que emudeceram minh'alma
O tempo não fez sumir cicatrizes
Restadas das batalhas insanas
Nas noites de razões equivocadas
Fiadas em falas de um frágil amor
O tempo, converteu minutos em dias
Que trouxeram brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Nos segredos de flor desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Segredos de Cais...
O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel
Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem
O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris
O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida
Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não
Um dia, todos iremos morrer.
Um dia, todos iremos morrer.
Mas não sabemos ao certo o dia,
a hora ou sequer os minutos.
A vida é feita de momentos imprevisíveis,
e o amanhã é um mistério aos nossos olhos.
Há coisas que não podemos prever,
caminhos que não sabemos onde irão terminar
e despedidas que chegam sem avisar.
Só Deus conhece aquilo
que para nós é imprevisível.
Por isso, enquanto houver vida,
que saibamos amar, perdoar,
abraçar e valorizar cada instante.
Porque o tempo passa,
os momentos se tornam lembranças,
e um dia, sem sabermos quando,
a nossa caminhada chegará ao fim.
Por não entender a crueldade, um animal não sabe quando é abandonado.
E vai sempre esperar pela sua volta.
Se um dia pudesses ser
aquilo que um dia imaginei,
ainda assim não serias tu,
serias apenas o sonho
que antes de ti inventei.
Porque o que imaginei
cabia inteiro nos meus pensamentos,
mas tu chegaste sem caber
em nenhuma medida,
em nenhum desejo,
em nenhum dos meus intentos.
Se fosses exatamente
aquilo que um dia sonhei,
talvez eu te admirasse,
talvez até te amasse,
mas jamais te reconheceria
como única e especial.
Pois foi justamente o inesperado,
o que não previ,
o que não desenhei,
que fez de ti alguém
que nenhum sonho meu
jamais conseguiria ser.
E talvez seja essa a beleza:
não seres aquilo que imaginei,
mas aquilo que jamais soube imaginar e, ainda assim,
a única pessoa
que meu coração escolheu reconhecer.
Se é descuidado, é um porco. Se é cuidado, é uma princesa. Não há meio-termo que escape ao julgamento. E aquele que apenas quer viver a sua vida, sem se importar com o que os outros pensam da sua barba ou do seu perfume, é arrastado para uma guerra que não pediu. As mulheres que fazem essas críticas muitas vezes buscam atenção que não têm; os homens que as repetem são apenas eco de uma masculinidade frágil que precisa de aprovação. E o homem real aquele que existe para além dos rótulos fica preso no meio, a ser esmagado por expectativas que nunca pediu.
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