Nao Magoe um Alguem
Te quero pela paixão e pela razão. Você pode, até, não perceber. Mas o meu coração viu em você um amor e minha cabeça viu que és perfeita para mim, meu corpo sentiu a química física e a atração de nós a sós.
Hoje vivo um dia que nunca me preparei pra viver.
Num sei nem quem eu sou, já não me reconheço mas.
🤫🥹Alguma coisa se quebro em mim, já não sou mas a mesma.❤️🩹
Não tenha pressa se estiver perdido, duvidoso. Cada um de nós tem um propósito e uma paixão.
Flávia Abib
O tempo do esquecimento é um tempo com margens incertas. Não sei que idade tinha quando li certos livros nem se os li depois de nascer ou antes de existir.
Não entreouvia as horas pregressas como uma tragédia, mas como um renascer de espírito meditado, aprendido e ensinado.
O que é, afinal, a emoção?
Desprenda-se das definições comuns: a emoção não é um pensamento, tampouco uma escolha deliberada da vontade.Ela não nasce da arquitetura cognitiva, pois o pensamento é incapaz de gerar a emoção. Ela não é um defeito de caráter, nem um fardo que se carrega na alma. Contrariando o senso comum, as emoções não habitam o corpo como substâncias, nem residem no cérebro como objetos; elas não possuem o poder de adoecer o organismo. Crer nisso é render-se a uma superstição.
Ela não nasce da arquitetura cognitiva, pois o pensamento é incapaz de gerar a emoção. Ela não é um defeito de caráter, nem um fardo que se carrega na alma. Contrariando o senso comum, as emoções não habitam o corpo como substâncias, nem residem no cérebro como objetos; elas não possuem o poder de adoecer o organismo. Crer nisso é render-se a uma superstição.
A emoção deve ser compreendida como uma conversa. Ela é um dialeto humano intrínseco, uma forma de comunicação primal cuja velocidade de compreensão transcende a palavra. É a linguagem do "outro" que ressoa em nós de forma instantânea.
Observe: essa compreensão manifesta-se no verbo ou na expressão do ser. Imagine alguém que se aproxima após uma corrida exaustiva de trinta minutos; o corpo verga-se sob o cansaço, a respiração é profunda e errática, o coração pulsa visivelmente contra o peito. Imediatamente, você decifra a mensagem. Esses gestos, essa entrega do corpo ao momento, são a própria emoção em curso.
O cérebro humano não é apenas um órgão funcional, mas uma interface adaptada para reagir à alteridade. Reflita: seria possível sentir alegria ao testemunhar o pranto de tristeza de uma mãe? Certamente não. Isso ocorre porque a emoção é a própria reação visível do corpo, uma manifestação fenomenológica que nada tem a ver com conceitos abstratos de "energia".
A emoção é a nossa língua universal. É o código mais veloz da humanidade, um sistema de sinais onde o sentido é captado no instante em que é emitido.
A emoção é, em sua essência, adaptação.
Ela surge como a resposta imediata a um estímulo externo. Quando o corpo reage, ele não está apenas sentindo; ele está se moldando. Emoção é o movimento contínuo de ajuste do ser ao ambiente. É a vida, em sua urgência, adaptando-se ao mundo.
A emoção, em sua gênese, não constitui uma entidade metafísica autônoma, mas sim um repertório comportamental aprendido, invariavelmente modelado no seio da coletividade. Sob uma análise crítica da racionalidade contemporânea, urge desmistificar a concepção da emoção como um "guia interior" ou um ente ontológico que dita estados de alegria, tristeza ou raiva. O que vulgarmente denominamos "sentimento" é, rigorosamente, um conjunto de respostas complexas forjadas pelas contingências do meio social.
Para ilustrar a falácia da causalidade interna, consideremos o fenômeno biológico do espirro: seria um contrassenso punir o nariz pelo sintoma, quando a inteligência analítica exige a investigação das variáveis ambientais — seja uma janela aberta, a sujidade do recinto ou a oscilação climática. O nariz não é o culpado, mas o canal de uma reação a um estímulo externo. Analogamente, os afetos não são causas em si, mas efeitos de uma história de interação.
Dessa forma, o riso ou o pranto não emanam de instâncias espirituais, nem de entidades místicas que habitariam a biologia humana. É imperativo rejeitar as nomenclaturas arbitrárias e os estratagemas de "pseudo-terapeutas" ou gurus que prometem a manipulação da realidade através de léxicos de autoajuda. Afirmações de "positividade tóxica" — como as fórmulas de poder "eu posso" ou "eu venço" — são meros placebos linguísticos que ignoram a raiz do comportamento.
As emoções não são território da crença, da prática mística ou da retórica da cura instantânea; elas são reações aprendidas, indissociáveis do ciclo societário. O sujeito não é movido por forças transcendentes, mas sim condicionado pelas tensões e influências do ambiente que o circunda, revelando que a mudança real não reside no "querer" místico, mas na alteração das condições concretas da existência.
A emoção não é uma essência mística ou autônoma, mas um comportamento aprendido socialmente; entender isso é o que nos permite deixar de culpar o 'nariz' pelo 'espirro' e passar a entender os reais causadores que moldam nossa existência.
Minha tese central, baseada a partir de Heráclito propõe que a impermanência não é um defeito do mundo, mas a sua lei fundamental. Ao dizer que "não se pode pisar duas vezes no mesmo rio", o filósofo argumenta que a identidade das coisas (incluindo a nossa) é um processo, e não algo estático.
Muitas vezes sofremos porque tentamos "congelar" momentos, pessoas ou situações que deveria não mais fazer parte da nossa vida. No entanto, a mudança nos ensina que a vida é um fluxo contínuo, ou seja, ela não para e nem tão pouco estará igual antes. Ora, o rio muda! Nós também mudamos a cada segundo (através de novos pensamentos, células que morrem e nascem, ou aprendizados).
Portanto o conflito surge apenas quando resistimos a essa correnteza. Aceitar a mudança não é desistir do controle, mas aprender a nadar conforme a maré da existência.
O livro de Sofonias nos apresenta a face de um Deus que não tolera a injustiça, mas que, acima de tudo, anseia pela restauração de Seus filhos. Quando olhamos para a severidade das profecias de Sofonias através das lentes dos Evangelhos, compreendemos que o "Dia do Senhor" não é apenas sobre julgamento, mas sobre o alcance incomensurável da Graça de Deus. O profeta nos chama à santidade, mas a mensagem de Jesus nos recorda de uma verdade humilhante e, ao mesmo tempo, libertadora: embora sejamos chamados a abandonar o pecado, todos falhamos e somos, por natureza, pecadores.
É aqui que o amor de Deus brilha com maior intensidade. Sabendo que jamais conseguiríamos alcançar a perfeição exigida pela lei por nossas próprias forças, Deus não nos abandonou à nossa própria sorte ou à estagnação de nossas falhas. Em um ato de entrega absoluta, Ele deu o Seu Filho único por nós. Jesus Cristo veio para ser a ponte onde o homem pecador encontra o Deus Santo. A justiça que Sofonias anunciava foi satisfeita na Cruz, não pelo nosso sacrifício, mas pelo sacrifício dAquele que nos amou primeiro.
Essa reflexão nos ensina que a vida cristã não é sobre ser impecável para ser aceito, mas sobre ser aceito pela Graça para, então, desejar a santidade. O Deus que Sofonias descreve como alguém que "se deleita em ti com alegria" (Sf 3:17) é o mesmo Pai da parábola do Filho Pródigo, que corre ao encontro do pecador arrependido.
Precisamos de Cristo desesperadamente porque só nEle a nossa natureza caída é redimida. O amor de Deus é tão vasto que Ele não ignora o nosso pecado, mas decide carregá-lo sobre Si mesmo, oferecendo-nos em troca uma veste de justiça que nunca poderíamos costurar sozinhos.
Portanto, ao meditarmos em Sofonias sob a luz do Novo Testamento, somos movidos por uma gratidão profunda.
Deixamos de pecar não por medo do castigo, mas por estarmos constrangidos por um amor que nos perdoa setenta vezes sete. A Graça é o socorro presente que nos transforma, lembrando-nos que, mesmo sendo pecadores, somos profundamente amados e convidados a viver uma nova história sob a misericórdia que se renova a cada manhã.
Se o amanhã não chegar, somente o que vivi hoje contigo valeu a pena. Recebi de ti tudo o que um homem deseja de uma mulher. Amei-te com todas as minhas forças e não me cansei, brinquei tanto de caricias e não poupei minhas malicias. Você se entregou, eu te recebi e te amei. Elias Torres
Não faz do coração um apito, ele não funciona no grito,
ele gosta de silêncio... abraço tenro, beijo escondido.
Chega um tempo da vida em que percebemos que já não dá para viver de brincadeiras. A vida está cada vez mais difícil e agressiva. Percebe-se que desistir daquilo que provocamos não é solução, porque a vida não espera por ninguém.
A única coisa que muitas vezes não entendemos é que não estamos em competição com outras pessoas, mas sim com o tempo. E o tempo não pára, não recua e não espera.
Se você cometeu um erro e já reconheceu, disse que vai mudar ou que já mudou e não pretende repetir, não fique tentando aprovação o tempo todo. Isso desgasta a mente.
Porque, no fundo, às vezes a pessoa não quer realmente te ajudar. Ela volta a falar do mesmo problema do passado só para te provocar, esperando que você responda mal. Depois usa isso como argumento para dizer: “Está vendo? Você não mudou, por isso não vou ajudar.”
Muitas vezes, essas pessoas procuram apenas motivos para se justificar, para “tapar a cara”, mas a verdade é que nunca tiveram a intenção de ajudar.
Infelizmente, essa situação acontece em muitas famílias.
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