Nao Magoe um Alguem

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Um anjo em minha vida

Não acreditava em anjos adultos.
Ora. Se os adultos todos conhecem a maldade do mundo, como poderiam ser anjos?

Até que uma certa vez, precisei de um.
E no momento certo você veio até mim. Me fortalecendo, me pegando pela mão, levantou-me.

Por vezes fui mal agradecida à ti, pode se considerar dessa forma. Já começara a andar na escuridão e por tanto não aceitava que em meio a tantos, poderia existir alguém assim, como você.
Mas se não fosse assim, eu não passaria a acreditar tanto em anjos.

Toda sua bondade, carisma, amizade, cumplicidade e respeito que conquistam.

Você,
Meu querido anjo!
É um bom homem.

Culpa


A culpa não chega gritando.
Ela sussurra.


Surge como um pensamento repetido na madrugada:
“Eu deveria ter feito diferente.”
E quanto mais essa frase ecoa, mais ela pesa.


Não é apenas o que aconteceu que dói é a história que eu conto sobre o que aconteceu. Quando transformo o erro em sentença, a dor se amplia. Quando digo a mim mesma “eu estraguei tudo”, começo a acreditar que sou maior do que o próprio erro. E então a culpa deixa de ser um sentimento e vira identidade.


Mas se eu paro por um instante…
Se eu respiro…


Talvez eu consiga enxergar que, naquele momento, eu estava tentando sobreviver com os recursos que tinha. Talvez estivesse cansada demais, confusa demais, ferida demais para escolher melhor. Nós decidimos a partir do que conseguimos ver e às vezes nossa visão está turva.


O passado não pode ser reescrito.
E lutar contra isso só me aprisiona mais.


A maturidade começa quando eu escolho olhar para o que foi feito sem fugir. Quando reconheço:
“Eu errei.”


Sem justificar.
Sem dramatizar.
Sem me destruir.


Errar não me transforma em erro.
Significa apenas que sou humana.


Hoje, talvez o mais difícil e o mais libertador seja dizer:


“Há consequências. E eu vou encará-las.”


Não tenho poder sobre ontem.
Mas tenho responsabilidade sobre agora.

Mundo louco, quando tem um que sabe escrever, não sabe pensar, tem outro que sabe pensar mas não sabe escrever.

Queria viver em um mundo de pessoas verdadeiras, onde a honestidade fosse regra, não raridade.

Que hoje não seja apenas uma data, mas um lembrete diário da força, da luta e da beleza do povo negro. Que a consciência se transforme em respeito, igualdade e oportunidade. Que a história seja lembrada, a cultura valorizada e o racismo combatido todos os dias.

Se o corpo não aguenta o álcool em excesso, é sinal de que estamos ultrapassando um limite que ele não deveria suportar.

Não adianta escrever um textão; a pessoa que vai ler não irá entender.

Quem disse que fisioterapia não pode ser divertida, nunca teve um bom fisioterapeuta.

Um dia você vai me procurar, mas eu já não vou fazer parte da sua história.

Se cada um cuidasse da própria vida e mantivesse a mente ocupada, não existiria fofoca nem gente falando da vida dos outros por aí.

A noite, queria ser apenas um passo, não uma pessoa.

O branco das roupas não limpa um coração preto, nem apaga escolhas feitas na escuridão.

O branco que se veste por fora não tem poder para clarear um coração tomado pela escuridão, nem para desfazer escolhas feitas longe da luz.

Cada dia que passa é um dia a menos na nossa vida. Por isso, não adie abraços, não guarde palavras e não desperdice oportunidades. Viva hoje, porque o agora é o tempo que Deus nos deu.

Um bom empregado fortalece a empresa com soluções, não a enfraquece com boatos.

⁠"A força de um indivíduo não está em seu poder físico, mas sim na coragem e determinação que ele demonstra perante os desafios da vida."

Cuidar da alimentação é um ato diário de amor-próprio. Não se trata de restrição, mas de equilíbrio, consciência e respeito pelo seu corpo. Cada escolha saudável de hoje constrói a saúde que você deseja para o amanhã.

A vida não é um acidente vazio, é uma sinfonia que se auto-escreve.

⁠A Sentença
Este não é um poema.
É o meu último relato antes de atravessar a porta do júri.
Antes de entrar em uma audiência, eu acreditava que tudo ali dentro era quase uma “mil maravilhas”. Eu imaginava técnica, ordem, respostas. Mas a realidade surpreende — e assusta. Logo nas primeiras audiências, sentado em silêncio, ouvindo relatos que não cabem em atas, percebi a quantidade de crimes, de histórias quebradas, de vidas atravessadas pela dor que passam por aquele espaço. E nenhuma delas sai ilesa.
O ser humano não é algo simples. Eu aprendi isso ali, observando pessoas que, fora daquele ambiente, poderiam estar numa fila de mercado ou sentadas à mesa de casa. Ele não foi feito para existir sozinho, mas como um conjunto, uma união que, em teoria, jamais deveria se separar. Ainda assim, é justamente nessa fragilidade — nessa dependência do outro — que surgem os conflitos mais profundos.
Um crime, quando acontece, é imprevisível. Nem sempre nasce de grandes planos ou intenções claras. Às vezes, começa pequeno demais para ser percebido: uma mensagem lida fora de hora, uma palavra atravessada, um silêncio mal interpretado. Para alguém, aquilo já é suficiente para acionar o ódio, a violência, o crime. O que parece insignificante para quem observa de fora pode ser insuportável para quem vive por dentro.
O ser humano tem o dom da discórdia. Fala o que vem, sem medir consequências. E quando percebe o efeito da própria palavra, muitas vezes já é tarde. O que para uns é irrelevante, para outros atinge em cheio. É nesse choque de percepções que nasce a brecha — uma brecha concreta, real — que rompe o indivíduo e o coloca em conflito direto com a sociedade.
Agora, diante do júri, tudo se reduz ao essencial. Já não importam discursos longos nem teorias distantes. O ser humano carrega em si uma fratura permanente: o desejo de pertencer e a incapacidade de suportar o outro. Dentro dessa fissura nascem o medo, a raiva e o impulso que antecede o ato. Não é o crime que chega primeiro, é o colapso interno — silencioso, gradual, muitas vezes invisível.
Cada consciência que entra naquele plenário trava uma guerra silenciosa entre aquilo que sabe ser justo e aquilo que não consegue controlar. Cruzo essa porta consciente de que a justiça verdadeira não começa no veredito. Ela começa no instante em que o ser humano tem coragem de encarar as próprias sombras — e admitir que, sem esse confronto íntimo, toda sentença é incompleta.

Quem é criativo tem um poder tão devastador que não precisa de muita força para perseverar os obstáculos, basta resistir.