Nao Magoe um Alguem
Não somos perfeitos o que nos fazem perfeitos são nossos erros do passado que são perdoados que nos fazem perfeitos
'Efêmero'
Não devemos ir com muita sede ao pote,
Por mais límpida e convidativa seja a fonte.
Há o perigo de nos afogarmos...!
Não juremos amor eterno,
quando seja, talvez, apenas,
uma brisa passageira.
Com tempo certo para ir embora,
tão logo mude a estação...;
Sabemos como são mutáveis as estações
e, efêmeros os calendários...!
No ir e vir do tempo, levam e trazem
nossos sentimentos,
Quando frívolos e ordinários!
O que tem que ser já está fadado...
De resto, só nos restam tentativas
e não raras decepções...
O que resta...
É o resto...
Que não presta...
Porque não presto...
Fui uma besta...
Não fazendo um gesto...
Que contesta...
O teu protesto...
Você foi honesta...
E eu, indigesto!
Pedro Marcos
O que faço com essa saudade?
Não me deixa de nenhuma maneira...
Tem momentos que me leva à maldade...
Tem semana em que só faço besteira...
Tem dia que me tira até a liberdade...
Talvez, um dia, você volte para mim inteira!
Pedro Marcos
Você não está nada feliz...
Porque lhe consideram uma atriz...
Então viva sem, a todo momento, contracenar...
Verá que, imediatamente, tudo vai melhorar...
Pois, um comportamento dentro da realidade...
Vai lhe trazer a tão desejada felicidade!
Pedro Marcos
Até agora...
Você só chora...
Ninguém lhe consola...
Então, não se enrola...
E vá embora!
Pedro Marcos
Não tranque seu cérebro em uma masmorra...
Porque, talvez, dentro dela sua sapiência morra...
Sem sabedoria sua vida se transforma numa zorra...
E seus sentimentos ficam instáveis como numa gangorra!
Pedro Marcos
Todos loucos...
E não são poucos...
Estão felizes...
Sem cicatrizes...
Faço parte do conjunto...
Onde há felicidade “tamo junto”!
Pedro Marcos
PELOS OLHOS DO CORVO
Hoje vejo apenas pelos negros olhos do corvo...
Não desejo o sol enganoso do falsos dias. Calado
meu fiel guia, ao menos não me é um estorvo
Apenas um bicho à grasnar a verdade ao meu lado.
Não me conta velhos poemas de belas margaridas
Ao inverso, me apresenta à orquídea negra da noite!
É o lado afiado do punhal que subtrai a tola vida
É a parte mais crua, e cruel do impiedoso açoite!
Diz de mim, tu que não conhece a voz do desamor
Sou louca, algoz de todos os sonhos dos ancestrais?
Que sou a moça de roupas negras e alma sem cor...?
Sim, respondo-te à ti que pensas o véu costumaz
Que prefiro a crueza do corvo aos meus umbrais
do que viver na obscuridade da ilusão. Nada mais.
Anna Corvo
( Pseudônimo de Elisa Salles)
NÃO ME INQUIRA SOBRE O AMOR
Como eu vejo o amor? Pergunta inusitada!
Tal como a morte, me é certo e preciso...
Mas corta a carne como o fio da espada!
Sempre fugiu ao meu domínio. Juízo...
... Que sempre foi a guilhotina má. Afiada
Mão impiedosa do destino avassalador
Nunca fui sentida como a donzela amada
Como a morte, implacável, é o amor!
Flui-me por entre os dedos como o tempo
Este algoz, sentimento de dor e tormento
Beijos frios, pérolas aos porcos e ao vento!
Nunca vi a face do dulçor, acalento doce...
Nunca verei a morte até o fim momento
Não me fale pois do amor;esta mortal foice!
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)
GRASNE LIVRE O CORVO!!
Porque haveria eu de não dessaber do sentir?!
Este amor mesquinho que revoou em meu umbral
Acaso foi ele um dia o rosa vermelha à florir?
Não__ Antes fora a peçonhenta mão do mau...
Há chegar nas horas ainda de esperança menina
Varrendo toda utopia do meu verso em arranjo
Envenenando a moça com melado e Estricnina
Podou ainda no anunciar as asas do casto anjo!
Pois então porque não deveria ignorar o amor?
Este maldito tormento das madrugadas frias
Quando nem o beijo falso trás mais o langor...?
Viver de amargura, melhor que existir no engodo.
Que jamais torne a entregar o coração de poesia
Padeça a poetisa lúcida e grasne alto, livre, o corvo!!
Anna Corvo
(Pseudônimo de Elisa Salles)
O POEMA
Não há beleza alguma em meus escritos
São versos taciturnos, cheios de " nadas"
Apenas uma forma de sangrar distinto
Nestas noites de Morte, nada translada.
Nem sei se almejo a leitura do amigo
Sobre meus rascunhos feios e malditos
O corvo cá vigia, come e dorme comigo
E da fé, não sobejou nem mesmo o rito.
Estranhos sonham meu riso de outrora...
Eu sigo mendigando palavras pro poema
Fragmento de um riso caído na memória.
Quanto à poesia, a ressuscito do terror
Da existência forçada, onde pena a pena
Não sou poeta. Sou o resto da minha dor!
Anna Corvo
( Pseudônimo de Elisa Salles)
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