Nao Magoe um Alguem

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Quando alguém quer, a pessoa não cria obstáculo bobo, não desacredita, não faz você se sentir em débito permanente. Interesse real é simples. Pode até ser tímido, mas não é hostil.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

A vida não anuncia quando vai surpreender.
Ela só abre a porta
e coloca alguém que muda o clima do ambiente.
Pessoas incríveis não chegam fazendo barulho.
Elas chegam alinhando o caos.
Organizam o que estava bagunçado só com presença.
São aquelas que não pedem palco,
mas iluminam o cenário inteiro.
Não vêm para preencher vazio.
Vêm para expandir quem você já é.
Elas não te salvam...
te lembram da tua força.
Não te prendem...
te impulsionam.
E quando cruzam seu caminho,
é como se o mundo dissesse:
“Agora você está pronta para algo maior.”
Mas existe um detalhe que poucos entendem:
pessoas incríveis não ficam onde não são valorizadas.
Elas são encontro.
Não insistência.
Então, se a vida te apresentou alguém assim,
não trate como acaso.
É presente.
É espelho.
É oportunidade de crescer junto.
E, às vezes…
é a prova silenciosa de que você também se tornou incrível.

Eu não perdi alguém que me escolhia.
Eu me livrei de alguém que me mantinha.

O que liberta
não é esquecer quem feriu,
mas parar de insistir
em carregar alguém
que nunca teve medo
de ver você afundar.

Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.

Às vezes não existe “o que aconteceu”.
Existe só alguém que escolheu ir embora sem conseguir sustentar conversa adulta de encerramento.

Às vezes, a maior perda não é quando alguém vai embora. É quando você conquista aquilo que tanto queria e descobre que a realidade não tem o mesmo brilho da esperança... Nós, Humanos passamos metade da vida correndo atrás de portas fechadas e a outra metade olhando para dentro delas pensando: "era só isso?".

Até quando alguém importa quando já não pode lhe servir?


Há quem ame a presença.
Há quem ame a utilidade.


O verdadeiro afeto aparece quando você já não pode oferecer nada e, ainda assim, alguém escolhe ficar.
Porque quem só permanece enquanto precisa de você não ama sua essência. Ama aquilo que você entrega.

Talvez a vida não nos permita ter todo o tempo que gostaríamos… 🤍


Mas quando alguém realmente importa, a gente aprende a desejar menos quantidade e muito mais intensidade.


Um café sem pressa.
Uma conversa que atravessa a noite.
Um olhar que diz aquilo que as palavras não conseguem.
Um abraço que faz o mundo parecer distante.


Porque existem momentos que duram pouco no relógio,
mas permanecem por muito tempo no coração.


E se eu pudesse escolher um pequeno pedaço da eternidade,
não escolheria um lugar perfeito,
nem uma vida sem problemas.


Escolheria apenas um instante verdadeiro,
ao seu lado,
onde o tempo pudesse esquecer de passar.


Porque, no fim,
o que torna um momento inesquecível
não é quanto tempo ele durou…


É **quem estava com a gente quando ele aconteceu.** ❤️

⁠Como pássaros feridos, voamos sem direção, não temos abrigo, alguém que nos dê atenção. Estamos sem direção, voamos sem direção, nas asas da imaginação, nesse mundo cão... Encontramos um ninho, já tem ocupantes, continuamos voando sozinhos à procura de paz, um dia nos cansaremos, de voarmos contra os ventos, e as pedras que nos feriram, não mais nos atingirão...
Voltemos pra casa então, o paraíso é nosso ninho então, lá nos salvaremos da maldade então...
Deste mundo cão...

“A igualdade não consiste em dar a todos o mesmo lugar, mas em impedir que alguém nasça condenado a permanecer no último.”

Ignorar alguém não te torna maior, só te reduz ao tamanho exato da sua mediocridade.


Benê Morais

Quem não está bem consigo mesmo, das duas uma: se isola ou acaba procurando guerra com alguém. Como diria Hobbes, "O homem é o lobo do homem".

Cuidado para não confundir o 'sumiço' de alguém com o reflexo da sua própria indiferença.

o gabrieu e o parice II


Existe alguém dentro de mim que não tem paciência.


Eu descobri isso tarde, depois de passar tempo demais tentando ser uma pessoa fácil de carregar. Ele apareceu quando eu já estava acostumado a me abandonar em pequenas doses, quando dizer não para mim mesmo tinha virado uma forma de educação e desistir dos meus sonhos parecia apenas uma consequência natural de crescer.


Ele odiou isso.


Odiou a minha prudência.


Odiou o jeito como eu transformava medo em maturidade e acomodação em paz.


Odiou principalmente quando eu dizia “um dia”.


Porque ele sabia.


Ele sabia de todas as coisas que eu já imaginei fazer, de todas as versões de mim que já existiram na minha cabeça antes que eu tivesse coragem de colocá-las no mundo. Sabia dos lugares onde eu queria chegar, das coisas que queria construir, da pessoa que eu dizia que seria quando tivesse tempo, dinheiro, coragem, oportunidade, certeza.


Ele escutou todas essas promessas.


E um dia perdeu a paciência.


Não veio me consolar.


Veio me buscar.


Disse que eu estava correndo na direção errada e que, se precisasse, me arrancaria dela à força. Não porque me odiasse, mas porque talvez fosse a única coisa dentro de mim que ainda me amasse o suficiente para não aceitar a minha própria desistência.


Eu tentei explicar.


Falei de responsabilidade.


De pessoas.


De consequências.


De tudo aquilo que existe do lado de fora de nós e que aprendemos a carregar como se fosse nossa obrigação.


Ele riu.


Não porque aquilo fosse engraçado.


Porque estava cansado.


“E você?”


Foi só isso.


E você?


Eu não tinha resposta.


Porque passei tanto tempo perguntando o que os outros precisavam que esqueci de perguntar o que eu queria.


Ele não esqueceu.


Ele queria tudo.


Queria as viagens que eu adiei.


Os projetos que eu deixei morrer antes de nascer.


As noites em que eu deveria ter saído.


As conversas que eu deveria ter tido.


As portas que eu não bati.


As cidades que eu só conheci pela tela.


Queria que eu fosse até o fim de cada coisa que um dia fez meus olhos brilharem.


Não importava se eu fracassasse.


Fracasso, para ele, ainda era movimento.


O que ele não aceitava era a covardia sofisticada de chamar desistência de escolha.


Então começou a destruir.


Não minha vida.


A vida antiga.


Aquela que tinha sido construída para me manter pequeno.


Quebrou os móveis imaginários daquele apartamento mental onde tudo estava sempre no lugar, mas nada realmente acontecia. Pegou as fotografias das versões antigas de mim e rasgou uma por uma. Incendiou as desculpas. Jogou no asfalto os planos que nunca saíam do papel.


Eu fiquei desesperado.


“Você está acabando com tudo.”


Ele respondeu:


“Não. Estou acabando com aquilo que acabou com você.”


E eu odiei ouvir aquilo porque alguma parte de mim sabia que era verdade.


Ele não tinha delicadeza.


Delicadeza demais tinha sido justamente o problema.


Ele era egoísta.


Completamente.


Se alguém precisasse ficar para trás para que eu pudesse avançar, ele não passaria a noite inteira se culpando.


Se uma porta exigisse que eu deixasse uma versão antiga de mim do lado de fora, ele fecharia.


Se uma vida inteira tivesse sido construída em cima da ideia de agradar todo mundo, ele preferiria colocar fogo na casa a continuar morando nela.


Ele não queria ser uma pessoa melhor.


Queria que eu fosse inteiro.


Essa era a diferença.


E talvez fosse por isso que eu tivesse tanto medo dele.


Porque ele não negociava com a parte de mim que queria continuar pequena.


Quando eu dizia “não consigo”, ele perguntava “ainda não ou nunca?”


Quando eu dizia “não é a hora”, ele perguntava “quando foi que você decidiu que teria outra?”


Quando eu dizia “e se der errado?”, ele respondia que pelo menos o erro teria o meu nome.


Ele tinha raiva.


Uma raiva quase sagrada.


Raiva de tudo que transforma pessoas em versões aceitáveis delas mesmas.


Raiva da cadeira confortável onde sonhos morrem lentamente.


Raiva das frases que começam com “se eu pudesse”.


Raiva de olhar para uma vida inteira pela frente e escolher viver como se já estivesse no fim.


Ele ardia.


Eu conseguia sentir.


Era como carregar uma pequena tempestade atrás das costelas.


E quanto mais eu tentava apagá-lo, mais fogo ele colocava nas coisas.


Só que, estranhamente, quanto mais ele queimava, mais frio ficava o mundo ao redor.


Eu corria dele.


Ele corria atrás de mim.


Eu procurava abrigo.


Ele derrubava o teto.


Eu queria voltar.


Ele apontava para frente.


E essa talvez seja a parte mais cruel:


eu quero ficar.


Quero ficar exatamente onde estou.


Quero preservar as pessoas, os lugares, os hábitos, as versões que conheço.


Quero acreditar que ainda posso ter tudo sem precisar perder nada.


Mas ele sabe que não.


Ele sabe que algumas versões de nós não cabem na próxima.


E quando chega a hora, ele não pede permissão.


Ele pega minha mão.


Eu puxo de volta.


Ele segura mais forte.


Eu digo que tenho medo.


Ele diz que também.


E continua andando.


Porque talvez coragem nunca tenha sido ausência de medo.


Talvez coragem seja ter alguém dentro de você que tenha medo também e, mesmo assim, continue arrastando você para frente.


Hoje eu ainda reluto.


Ainda tento negociar.


Ainda olho para trás.


Ainda sinto falta daquilo que ele destruiu.


Mas existe uma coisa que não consigo mais negar.


Aquele monstro nunca quis me machucar.


Ele queria me impedir de passar o resto da vida me machucando devagar.


Ele não apareceu para tomar minha vida.


Apareceu porque eu tinha deixado de tomá-la para mim.


E agora, quando sinto o fogo dele subindo, quando aquela voz começa a dizer que já chega, que não existe mais espaço para adiar, eu sei o que está acontecendo.


Ele está acordando.


E eu sei que vou correr.


Vou relutar.


Vou tentar convencê-lo a me deixar em paz.


Mas, no fundo, existe uma parte de mim que já sabe exatamente para onde estamos indo.


Para tudo aquilo que um dia eu imaginei.


Para tudo aquilo que ainda não existe.


Para a vida que eu continuei prometendo que começaria algum dia.


Ele não quer esperar.


Ele quer agora.


E talvez seja por isso que eu tenha tanto medo de olhar para ele.


Porque quando olho, não vejo um monstro.


Vejo a única versão de mim que nunca desistiu de nós dois.


Assuma o controle Parice, eu lhe permito, não existe mais nada pra mim aqui.

Queira alguém que não mude seu jeito de ser, mas quem resgate sua essência de viver!

Arrependimento, pra que serve...?! Pode alguém se arrepender de algum mal praticado? Não existem pessoas perfeitas, existem momentos perfeitos, proporcionados por pessoas imperfeitas. O erro está presente em nossas vidas, e sempre estará "batendo" à nossa porta, eis que então entra a nossa escolha. Abriremos ou não, a porta...? O arrependimento existe, não para continuarmos a errar e nos arrepender, mas sim para redimirmos de toda culpa por algo causado. Intentar o mal, e praticá-lo em resposta à algo ou alguém, nos torna tão errantes quanto aos que erraram conosco. É certo, que algumas coisas, as vezes pensamos que não são passíveis de esquecer somente pelo dito arrependimento do outro. Mas, devemos nos esforçar para esquecermos e perdoar, pois quando liberamos o perdão, a nossa alma se torna leve, e o nosso caminhar passa a ter paz. Não se paga o mal com o mal, antes fazei o bem, e o bem voltará a si mesmo. Digo por mim, e de mim!

Sinta orgulho em conquistar algo e não em perder alguém.

A sua motivação é inspiração pra alguém, não desista!