Nao Machuque o meu Coracao
Senhor Deus, hoje acordei com o coração apertado. Mas mesmo assim, levanto os olhos e clamo a Ti, porque sei que és meu Pai e meu Provedor. Visita minha alma agora, tira essa angústia, essa dor escondida, esse desânimo que quer me parar. Abre as portas que estão fechadas, envia socorro, usa pessoas, cria caminhos onde não há. Mesmo sem ver, eu creio: o Senhor está comigo, e vai mudar minha história. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Em nome de Jesus, Amém.
Bom Dia Paz E Graça.
Se vires sangue nas minhas letras
Podes crer...
É porque estou a escrever com o coração
Eu vivo escrevendo
Ideias incontroláveis
Pela minha mente
Hoje eu só te vejo...
Apenas em fotografias
Lembrando do que falávamos
Ideias todo dia
As nossas promessas
Foram escritas A beira-mar
Até a onda mais pequenas
Foram suficiente pra apagar-lhes
Nunca mais irei escrever
Se não for pra tu leres
Nunca mais irei escrever
Se não for pra mexer com
Os seus sentimentos
Eu escrevo enquanto chove
Não é mera coincidência
É o céu chorando comigo
Chore sem receio
Abra o seu coração
Liberte essa dor
Mostre a sua aflição
Esparja as suas lágrimas
Sobre mim
Diga o que sentes
Estou aqui pra te ouvir
Chore enquanto...
Apoies no meu ombro
Ou apertes a minha mão
Chore...
Não esconde as suas lágrimas
Chore com esperança
Logo virá um novo dia
Não se desespere
Virá o tempo de alegria
Não se atrasará
Em breve ele virá
opióide I
abre espaço
pro entorpecimento.
confusão — coração
lasso.
a sensação
do esgotamento
se esvai
em um abraço.
o traço, o laço
que entorpecia
desaparece num
retrato opaco.
letargia.
silêncio,
dormência,
espaço.
a melodia da monotonia
encontra na nostalgia
o ópio
(da poesia)
e a brisa da inércia
suspende, cessa.
sufoca a essência.
despe a alma
com delicadeza adversa.
a sensação do cansaço
encontra,
enfim, na cama, abraço.
alquimia do corpo.
torpor —
afunda travesseiro.
e o universo
mergulha em inteiro
esquecimento,
lento.
escrevo nos versos,
brincando de alquimista,
enquanto esbagaço
o pedaço
da harmonia
que novamente
encontra poesia —
e juntos
formam magia
(em suave contraste)
com a agonia.
simpatia desencontra
a euforia,
a alegria
vira utopia
(sonho acordado)
com a calmaria —
como se,
em alquimia,
essa anestesia tecesse
uma sinfonia
que se perde
em fantasia.
e os tormentos morrem
injetados entre sílabas
e remédios dourados.
No coração das matas, onde os rios serpenteiam, veias do Brasil,
Corre, livre, a água da vida,
Que brota da terra, viajando,
Até o coração do país.
Nos tesouros perdidos, em que um povo se resgata,
Os caboclos bradam.
Nas lendas da Amazônia e nas senzalas,
Ecoa, forte, o grito ancestral de resistência.
Mistérios antigos, escondidos no seio das florestas,
Gente que fala com as árvores,
Que entende o canto dos ventos e a língua dos animais,
Conhece os caminhos das águas, do céu e da terra,
Esta, nossa pele sagrada,
Resistente ao esquecimento, jamais se renderá,
Nem será dobrada pelo medo.
Esta é a terra da Ararajuba,
Das belezas do Rio de Janeiro,
Mas também da Revolta dos Alfaiates,
Onde o sangue da resistência ainda fervilha nas ruas.
E nos cantos africanos, me abrigo,
Na força dos ancestrais que nunca nos deixaram.
Reencontrando a terra que nos gerou,
Erguemo-nos, firmes e imbatíveis,
Com coragem inabalável, raízes que nos sustentam,
Lutamos para assegurar o direito de viver,
E proteger o amanhã,
Na força da mata, nas folhas da Jurema,
Os povos que aqui estavam e os que chegaram,
Ainda resistem,
Guardados pelas forças ancestrais.
A liberdade, a ferro, foi conquistada,
Na carne e nas marcas de um povo heroico,
Que jamais deixou de crer
No axé, na luta,
Na força que brota de sua terra.
Não mais seremos subjugados,
Não seremos apagados nem silenciados,
Porque a nossa voz ecoa,
Mais forte que os grilhões
Que um dia tentaram nos calar.
Ainda lutamos,
Com a clava forte,
A terra é nossa,
E jamais será tomada.
Quando gnt tem o coração bom, o universo conspira a nosso favor e a natureza se encaixa como engrenagem ao nosso redor.
@DW SALDANHA FONTELLES
Pobre e enganoso é o coração do homem que, mesmo contemplando a glória de Deus, prefere a incredulidade de quem não vê.
Se eu pudesse mandar um recado pra minha terra,
diria com o coração apertado e cheio de lembrança:
Querida Rio Verde das abóboras,
Hoje me peguei lembrando do menino Júlio – o "Julin",
"fi" da dona Gilza, neto da "véia" Tieta.
Nasceu e cresceu onde tudo parecia possível,
mas quase nada se podia para o povo humilde daquele solo —
um velho retrato da botina suja de poder.
“Como, agora, olvidar-me de ti?” —
verso do hino que ainda ecoa no meu lamento.
Saudoso, jamais esquecerei do que vivi.
E é mesmo estranho sentir saudade
de um lugar marcado por dor e violência,
mas mesmo com tudo isso,
eu olho pra você hoje e digo com orgulho:
Que bom te ver melhor, Rio Verde!
O Para Sempre
Na vida, nem tudo é para sempre, mesmo que o desejo exista, mesmo que o coração peça, as coisas acabam, mudam, se trocam, envelhecem…algumas morrem. Tudo, em algum momento, é substituído. Nos relacionamentos, costumamos dizer: “seremos para sempre”, mas o “para sempre”, quase sempre termina, ainda assim, seguimos afirmando, mesmo sabendo, lá no fundo, que o fim também faz parte do caminho. Desejamos eternidade, mas a eternidade mora na memória, não no tempo, mora no pensamento, não no destino. O amor que vive em mim, não precisa durar no mundo todo, mas ele existe inteiro dentro de mim, e mesmo que um dia tudo se acabe, eu escolho amar, até o fim, até o último ar, até o último suspiro. Talvez o meu “para sempre” não esteja no tempo, mas no sentimento, na lembrança, na fotografia, na carta guardada, na música que toca e traz de volta aquele dia bom, um sorriso teu, um abraço que ainda mora na pele. O amor verdadeiro, esse, não acaba, pode se esconder, pode silenciar, mas não vai embora, porque o que foi vivido…isso, ninguém apaga. Talvez exista um tempo de afastamento, de esquecimento até…, mas sempre vem a hora:
Da lembrança, da saudade, do “e se?”, da vontade de viver de novo. E é assim que sou, mesmo sentindo solidão, mesmo com a ausência do teu corpo e da tua voz, me pego desejando reviver cada momento, cada detalhe, cada dia, cada sorriso, mesmo as dores…porque até elas foram reais. E se tudo o que foi ruim, pudesse ser esquecido, substituído por alegrias novas, eu escolheria de novo, viver ao teu lado. Porque acredito na capacidade do ser humano, de perdoar, de esquecer, de amar de novo, acredito que o tempo ensina, e o amor —o amor verdadeiro — cura as feridas que ele mesmo causou, por isso, eu desejo, felicidade, paz, esperança, união, fé, perdão e amor, muito amor.
O “para sempre” não é real, mas o que a gente sente…isso sim é eterno. Quem ama de verdade sabe, o amor tem buracos, feridas, rompimentos, mas só ele mesmo é capaz de se curar. Amar, é cair e decidir levantar, é romper e, mesmo assim, querer costurar tudo outra vez, e eu…eu sou esse alguém que deseja amar até o fim, que sonha com o “para sempre” sabendo que ele não existe, mas ainda assim o busca — porque a esperança mora onde há amor, e mesmo que seu par esteja mais ao meu lado, mesmo que tudo tenha mudado, eu guardo comigo um amor puro, um sentimento limpo, e a vontade sincera de tê-lo de volta até o fim.
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12 de junho de 2025
Numa noite silenciosa ou numa tarde de céu cinzento, o coração de quem ama gatos sangra ao saber que existem inocentes sofrendo nas sombras. É então que desejamos um mundo onde a compaixão seja a regra, onde a bondade seja o caminho. Se as pessoas ruins se tornassem boas, talvez não houvesse mais lágrimas de dor. Essas imagens nos mostram o quão belo seria um mundo sem crueldade, onde os animais pudessem viver em paz, sem o peso da maldade humana.
O negrume da noite traz uma dor ácida que aperta o peito e acelera o coração. A vida em eterna corda bamba. Quisera eu ter a vida em linha reta. Mas os astros me quiseram assim, pulsando freneticamente, buscando respostas, fazendo perguntas. Dói e a dor é uma velha companhia minha. Chega suave e lentamente me tira o ar da boca. Busco no ar a vida que não encontro. A dor, como areia movediça, suga-me para as entranhas da terra. E sozinha aguento o peso que assola o peito e me faz ser resistência nesse solo em que a mente não oculta a verdade. Dor velha, antiga, que me visita nas noites escuras. Minha cova eu cavo mais tarde. Hoje permanecerei viva e ao acordar talvez sinta alegria. A esperança que nasce do sofrimento.
“Conto Sem Fuga”
Viaja, coração — sem mapa, sem bagagem,
cruzando desertos de rotina e miragens,
na esperança de que o amor seja real,
e não apenas um eco no quintal da alma.
Liberdade soa linda…
até que ela custa o toque,
o riso em dia nublado,
o cheiro no travesseiro —
onde antes havia lar, há silêncio calado.
Sentimentos se embaralham como vento em véus,
confusos, intensos — ora céu, ora breu,
e as lágrimas que caem não são fraqueza,
são bilhetes molhados ao universo, pedindo beleza.
Pagamos caro por sonhar:
o apego, o abrigo, o beijo não dado,
o amor que nunca disse a que veio,
mas ficou sentado no peito, espreitando.
E ainda assim — sorrimos.
Colocamos a máscara de contentamento,
enquanto o "eu" lá dentro
grita por toque, por verdade, por alento.
Grita por um conto de fadas
que não precise de dragões ou castelos,
mas de mãos que se reconhecem,
e olhos que digam: “eu também me perdi, mas vim te achar.”
E talvez o encanto esteja nisso:
na dor que não some,
na pele que ainda arrepia só de lembrar o nome,
no beijo que mora sem nunca morar,
no instante que foi…
e ficou para eternizar.
Mas ao final da página —
não há fuga, nem feitiço.
A realidade sempre nos chama
e exige o compromisso.
Insensato a coração
Toda humanidade exala a falta de insensatez
Ah, humano coração que faltou, e nem se fez
A imensa solidão, não fico gritante e um pouco falante
A humanidade hoje, paga pelos tempos antigos
Por um mal que não faz...
Mas quais, carrega no próprio sangue o pecado e o perdão
Vê se olha nos olhos, e me diz com coragem
E ou será que não....
Vê a lua brilhar, o dia inteiro até acabar
A noite, vê o sol encantar meus poemas cantar
Até o dia nascer em luz novamente, te amar, te amar, te amar
Hoje, troquei o dia à noite só pra mudar o necessário
Que morro-me a lhe observar.
O pensamento acelerado é como um carro sem freio na descida — ideias se atropelam, o coração dispara e a mente não encontra descanso.
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