Nao Machuque o meu Coracao

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No coração vive a eternidade chamada saudade!
#bysissym

Porque alguns amores terminam no papel, mas nunca deixam de existir no coração.

TANKA 002


Na alvíssima luz
de um pensamento sucinto,
um som irreal:

o som deste coração
que segreda em silêncio.

Na graça angelical do amor
Encontro o seu coração,
Que se faz harmonia
Da lírica paixão!

Às vezes o dia pesa,
mas o coração encontra um jeito bonito
de continuar batendo.
É no silêncio que a gente descobre
que ainda há beleza em seguir,
mesmo quando tudo parece nublado.
Respira…
Amanhã sempre nasce mais claro.

Que hoje você descanse o coração,
sem tentar entender tudo,
sem carregar mais do que cabe.
O que é seu, encontra o caminho.
O que não é, se dissolve.
Siga no seu ritmo.
Com fé serena,
com os pés no chão
e o coração guardado.

A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.

Mulher é abraço que acolhe,
voz que ensina
e coração que nunca desiste. 💐

Quando a Palavra de Deus governa o coração, as atitudes passam a refletir uma fé obediente e uma vida transformada pela verdade.

Quem conhece o coração do Pai persevera em oração, pois sabe que nenhuma oração sincera, oferecida com fé e em submissão à vontade de Deus, é em vão.

⁠Muita coisa vai fechar seu coração, mas vai abrir sua mente.

Disciplina é fazer o que precisa ser feito, mesmo quando o coração pede descanso.

Se 1 % da humanidade aprendesse a olhar com coração da alma, o mundo seria bem diferente.

O LOBISOMEM DE TAMANDARÉ

Pé na areia, coração disparado,
Passo apressado, olhar assustado,
Dizem que o uivo corta a escuridão,
É o lobisomem solto na escuridão.

Trova antiga que o povo repete,
Entre um gole e outro de aguardente:
“Se ouviu uivar, não fique a olhar,
Corre pra casa, vai te pegar!”

Metade homem, metade fera,
Maldição antiga que nunca espera,
Quando a lua cheia vem clarear,
Em Tamandaré ele sai pra caçar.

Mas há quem diga, rindo baixinho,
Que o medo é maior que o próprio caminho,
Pois o monstro vive mais no falar
Do que nos passos que vão te pegar.

Ainda assim, se a noite chamar,
E o arrepio subir sem avisar,
Reza, corre e não olha pra trás…
Vai que o lobisomem corre mais!

Quando a lua sobe mansa no mar,
Tamandaré começa a se escutar.
Não é só uivo, não é só temor,
É a alma chamando quem se esqueceu do amor.

O lobisomem não corre na rua,
Ele desperta quando cresce a lua.
Mora no fundo do peito humano,
No instinto antigo, no medo arcano.

“Vai me pegar”, diz a mente em aflição,
Mas quem persegue é a própria emoção.
É a sombra pedindo para ser vista,
Não como fera, mas como conquista.

Metade luz, metade escuridão,
Somos todos essa divisão.
Homem e bicho num mesmo olhar,
Aprendendo quando é hora de uivar.

Se você foge, ele cresce em poder,
Se você encara, começa a se dissolver.
Pois o lobisomem, ao se revelar,
Quer apenas ensinar a integrar.

E quando a lua enfim se deitar,
Você entende sem precisar falar:
Não era ele que vinha te pegar,
Era você chamando pra se libertar

Sandro Paschoal Nogueira

Se é isso que o teu coração escolheu, eu aceito em silêncio, ainda que doa. Perante Deus, que conhece cada batida do meu coração e cada amor que ali habita, peço apenas que a tua vida seja repleta de luz, sorrisos e paz. Que a felicidade te abrace de tal forma que não reste espaço sequer para a lembrança do que fomos. E mesmo que a minha ausência se dissolva no tempo, que a tua alegria seja eterna— pois amar, às vezes, também é saber partir em silêncio e desejar, do fundo da alma, que o outro seja feliz... ainda que longe de nós.

A morte está na próxima batida do coração. Silenciosa, paciente, invisível, ela se esconde entre os intervalos do sangue, entre o suspiro que não percebemos e o instante que chamamos de agora.


Cada pulsar é um aviso, uma lembrança de que somos passageiros, fragmentos de luz que dançam por tempo incerto, que respiram, amam e sofrem, sem garantias.


E, ainda assim, é nesse compasso efêmero que a vida floresce. É no saber que a morte nos observa de perto que cada gesto ganha intensidade, cada olhar, profundidade, cada abraço, a eternidade contida em segundos.


Porque viver é isso: sentir o frio da presença do fim enquanto o coração, teimoso, insiste em bater. E na próxima batida… talvez sejamos eternos, talvez sejamos nada, mas, até lá, somos tudo aquilo que ousamos ser.

O amor é uma prisão sem muros que eu possa ver, mas cujas correntes sinto em cada batida do coração. Ele me prende a você desde os meus vinte anos, e mesmo após dezenove invernos separados, nenhuma distância conseguiu enfraquecer sua força. Pelo contrário, ela cresce dentro de mim, feroz e silenciosa, como um fogo que queima e ilumina, me mantendo vivo e, ao mesmo tempo, aprisionado.


Cada lembrança sua é um sussurro que ecoa pelos corredores dessa cela invisível, cada memória um muro que nunca consigo transpor. A dor é intensa, mas nela há uma lição escondida: aprender a amar sem possuir, a sofrer sem me quebrar, a sentir sem esperar reciprocidade, a existir plenamente mesmo na ausência. É um aprendizado cruel, mas sagrado, e a prisão se revela como uma escola silenciosa.


O destino inscrito nas estrelas nunca quis que estivéssemos juntos; ele quis que eu me confrontasse com minha própria alma. Saturno me ensina a esperar, Plutão me força a me transformar, Netuno me revela a beleza de um amor que transcende a razão. E assim, lentamente, a dor se torna consciência: o amor que me prende também pode me libertar, desde que eu aprenda a aceitá-lo tal como é.


Aceitar que não posso tocá-la, que não haverá reencontro, que não há espaço para a posse. Aceitar que este amor eterno é também uma lição eterna, que ele existe para me ensinar sobre mim mesmo, sobre a intensidade, sobre a profundidade de sentir sem limites, e que, paradoxalmente, a maior liberdade se encontra dentro desta prisão.


O amor é uma prisão que me prende a você, e, ironicamente, é nela que me descubro inteiro. Mesmo carregando um sentimento que nunca será correspondido, mesmo sentindo a ausência como um abismo, percebo que posso viver, que posso crescer, que posso me transformar. A prisão não me destrói; ela me revela. E assim, aprendo que amar para sempre, mesmo sem ter, é a forma mais pura de eternidade.

Dias nublados de inverno...

O coração parece ficar vazio...

As ruas ficam desertas...


Sem alma por elas...

A vida fica singela...

De poucas cores a aquarela...

Parece que tudo está quieto...

Tudo dormindo...

Sol cochilando...

As nuvens cinzentas completam...

O tempo vagaroso...

Passando...


Dias nublados tem a cor da minha saudade...

E navego em minhas lembranças...

No silêncio que se faz...

As canções dos pássaros não se calam...

Poucos trinados que duelam...


Nem todo silêncio é eterno...

Acredito que ainda tudo possa ser belo...

Dia nublado que parece não ter fim...

A nuvem vai passar...

A Noite vai chegar...

Nova aurora a surgir...

Sol resplandecer...

Tudo voltará a brilhar...

A saudade, em meu peito...

Terminará...

Deus continuará a sussurrar...

Nunca deixou de fazer...

Hoje o dia chora...

Amanhã será sorriso...




Sandro Paschoal Nogueira

“⁠Quem é manso e humilde de coração, sem excessão, faz-se diferente dos iguais com razão.”

A simplicidade de coração ė a chave principal de um ser graciosamente grandioso