Nao Machuque o meu Coracao

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A mão só toca no que o coração deseja.

Sem inspiração estou, pois um coração ferido restou.

Quebrantado está o espirito, alma machucada, sentimento em pranto.

Tamanha dor que transborda pelos olhos, por no peito não mais caber.

Procuro respostas no passado, esperando no futuro corrigi-los, os erros que no presente foram cometidos.

Leviandade da minha parte, dizer que estou arrependito, pois sei que isso vai passar, a escolha não foi só minha, ambos escolheram assim.

Dois coraçõe em caminhos opostos, tentando descobrir a sua própria maneira de amar.

Nem tudo é rosas, pois os espinhos também estão ali, e quando os esquecemos, nos espetam os espinhos.

O verde e amarelo colorindo as ruas
As bandeirolas sacodindo nos telhados
O coração cheio de orgulho se renovou.


Gritos de gol, festa, amigos de desiguais fé e partidos finalmente unidos,
Adversário marcou, o sonho acabou.

"Se Cristo realmente ocupa o centro do nosso coração, por que tantas vezes arrancamos de Suas mãos o controle da nossa própria vida?"

Para que viver se explicando desnecessariamente, ninguém precisa saber os segredos do seu coração.

Se erro tu choras e me culpo
A cada falha uma nova cicatriz no teu pobre coração
Tristemente reconheço e peço que me desculpe
Como nuvens carregadas sobre caiem pensamentos tenebrosos
que fazem falar por emoção
E lá está eu errando de novo com quem só dá amor
Em meio a essa guerra de consertar quem sou, se desculpando por linhas inapagáveis
Você me afasta, se esquece e diz que vive desamor
Como isso seria verdade se meu coração diminuioo compasso só para bater á mesma sintonia que o teu?

⁠AO DIVINO ASSASSINO

Uma litania ante o Sagrado Coração
concebida em Paray-le-Maulnier, tempos
depois do acidente fatal de Anecy Rocha

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tensumrefratário
à hora do massacre–ummais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste–

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei– mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor– mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não– tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue– como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude–
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer–

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer– mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Da Festa do Sagrado Coração em Julho de 1979 até aos
26 de Outubro de 1997.

Basta um barquinho pequeno pra navegar no mar
No caminho decido o rumo
Como o coração mandar ...

Voe alto
Sonhe alto
Aterrisse com segurança
Onde o coração escolher
Onde a razão proteger
.

RÉU

o beijo roubado
o coração vagabundo
pelo olhar assaltado
neste charco profundo

o amor bandido
a paixão que tortura
o sentimento proibido
o incidente da aventura

pelas palavras sequestrada
está a vítima consentida
sua alma amarrada
e a consciência amortecida


reles inconfessa
argui-se depressa
prisão de ardor
ardendo de amor

{William Frezze}

Um olhar disparado com verdadeiro intuito de amar, é inesquecível ao coração que recebe esse olhar.

Nos olhos um brilho de quem quer viver e ser feliz.
No coração uma música tocando no compasso do tempo.
No semblante uma luz que mostra alegria, paz e serenidade.
No falar uma voz calma que traduz as silabas e os verbos com maestria.
Em seus pensamentos a esperança que dias melhores surgirão no horizonte...
Na fé a certeza que o universo conspirar a seu favor.
Todos os sentidos conectados com a luz da criação lhe mostram que nada é por acaso e que o encontro com a felicidade já está marcado.

No coração existe uma luz que acende e ilumina os olhos, mas isto só acontece quando se escolhe um caminho.

Que venha o sonho, embalar o coração,
Que venha a estrada sem fim, a emoção,
Que venha o tudo ou o nada.

Mas que não fique assim, sereno como um cais,
Mas seja o fogo, o segredo,
De um amor que não aconteceu por medo,
De ser feliz demais...

"" Queria dizer te amo, de uma maneira tão especial, que somente teu coração pudesse entender...""

O coração de uma mulher é tão intenso que quando entra uma mágoa ou um amor, perdura a vida inteira...

O presente já foi
agora é passado
O futuro já é
vai bem obrigado
Cadê você coração
Chega logo
Ou me mata de paixão..

_______ Generosidade, esse é o maior tesouro que pode ser encontrado em um coração...

" Na dúvida, segue teu coração...

Com licença,
preciso invadir seu mundo,
de preferência pelo coração...