Nao Machuque o meu Coracao
Lágrimas
As lágrimas que rolam no meu rosto, não são lágrimas de dor, e nem lágrimas de solidão, elas são lágrimas de muito amor e de muita gratidão.
Eu não consigo entender como o meu corpo chama pelo seu; como minha alma chama pela sua; como a minha boca deseja urgentemente beijar a sua!
Eu não consigo entender porque que toda vez que penso em você, meu coração acelera; porque que toda vez que ouço seu nome, sai um sorriso bobo dos meu lábios. Porque, eu não consigo tirar você da minha cabeça?
É amor? É desejo? É atração?
O que importa, se é em você que eu penso desde do amanhecer até ao anoitecer; se é seus olhos que eu busco toda vez que sonho com você!
Ah, aquele olhar, que me deixa sem ar, que me hipnotiza e me deixa sem chão; aquele olhar que parece me despir de todas as formas mais travessas possíveis.
Me derreto toda vez quando eu encontro o seu olhar em meus sonhos; me derreto toda quando vejo um sorriso lindo e tão sacana saindo dos seus lábios. Se sua intenção era me enlouquecer, parabéns eu estou completamente louca por você. Louca pra sentir sua boca junta a minha, louca para sentir seus braços em minha cintura, louca para meu corpo encontrar o teu; estou louca de amor por você e não sei como evitar.
Não sei como evitar esse sentimento tão mútuo que existe dentro de mim. Não sei explicar quando e porque tudo isso aconteceu, mais a minha poesia está sendo você.
Cada palavra que eu escrevo hoje, tem seu nome, tem o seu sorriso e tem o brilho dos teus olhos. Você é a minha poesia! Em cada momento que passo ao seu lado, cada conhecimento, cada conversa, é em você que eu encontro a minha poesia; a minha poesia não são somente palavras bonitas, elas tem significado, tem histórias e muito amor. Hoje a minha poesia tem você! Hoje a minha poesia é você.
Se o meu sorriso lhe incomoda, diga aos homens que para sempre irei sorrir; pois não a nada mais belo do que um sorriso sincero. 🍃
Meu Paraíso
A pureza de uma criança
é a mais bela obra que a vida já escreveu.
Não há tempo, dor ou tempestade
capazes de apagar a luz que nasce em um sorriso sincero.
Menina dos olhos cor de mel,
dos cabelos banhados pelo luar,
da pele alva que o sol beija com carinho,
e do sorriso que ensina meu coração a continuar.
Minha pequena de cachinhos dourados,
minha Dorothy amada...
Foi em vocês duas que encontrei abrigo,
um lugar onde o silêncio também é paz
e o amor fala sem precisar de palavras.
Quando vejo seus sorrisos,
o mundo desacelera,
as feridas esquecem de doer
e meu peito encontra descanso.
Em vocês, descobri um paraíso
que não existe em mapas,
não se mede em distância
e nem se explica em palavras.
É um lugar que só eu sou capaz de desbravar,
porque foi o amor quem me mostrou o caminho.
E, enquanto houver o brilho dos seus olhos,
saberei que sempre existirá um lar
onde minha alma poderá repousar.
Na aba
Do meu chapéu,
De tempo
Em tempo
Sem dor,
Quero que me amas
Não por caridade
Mas como
Um beija-flor
E a flor,
Eu estive desacordado
Quase não resisti,
Mas agora
Sei que me vês
Então deixe
A porta aberta
Caso eu queira
Em tua casa
Entrar.
Meu lugar é
e sempre será
Aquele
onde eu estiver
Portanto
Procuro não precisar
nada além daquilo
que eu mesmo possa carregar
Meus olhos enxergam
muito perto
Mas
Tenho um coração tranqüilo
enquanto outros
São desertos
Agradeço sempre à vida
por cada graça recebida
e procuro aprender a lição
Que sempre vem contida
em cada verso
e saber
Que cada coisa tem seu tempo
e cada tempo o seu momento
Meu lugar é
e sempre será
onde eu estiver
e não aqueles
aonde o vento me leva
Procuro ter
Aquilo que eu plantar e colher
e sempre juntar e dividir
com tudo que o vento me trouxer
O segredo
é ficar perto daquilo
que faça sentir a alma leve
Tempo infinito
Vida breve.
Edson Ricardo Paiva
Meu amor por ela
é amor assim
Parece que nem existe
Parece de folhetim
Amor de não pedir nada
Dormir na calçada
Implorando a Deus que chova
E estar de longe, olhando
Na esperança que ela
Apareça
Nem que seja somente
Pra fechar a janela
e nem me veja
Amor de ficar feliz
Se a vir de longe e de relance
por saber que passou por ali
Amor de guardar a pedra
de algum chão que ela pisou
Não é um amor de dormir abraçado
É amor de ficar acordado
e velar pelo sono,
Não é nenhum amor de verão
É amor de cuidar no inverno
e talvez, um dia, quem sabe
Estar junto no outono da velhice
Ser amor pelo resto da vida
Aceitando as esquisitices
Todas elas serão bem vindas
Meu amor é amor de querer
Ir à frente
Abrindo as portas pra ela
e levar café na cama
Meu amor
é amor de quem ama
e não troca por outra mulher
de qualquer outra qualidade
idade, nacionalidade
ou crença
Meu amor:
O amor que eu sinto pela Senhora
É amor de ir, se acaso
Mandar-me embora
E chorar escondido
Amor de se desdobrar
Pra atender qualquer pedido
E sentir-se perdido
Enquanto distante
É muito maior que a Senhora pensa
é um amor que nunca viste
Amor que nem sabes que existe
É amor que ninguém nunca viu
E ele é seu.
Edson Ricardo Paiva
Não tenho medo da morte
Nunca tive
Meu medo era viver
Esta vida
Na qual não se vive
Nunca tive medo de tempestade
Tenho medo deste Sol que arde
Não Existe apenas a chuva
O problema é a palavra
Que me vem e tanto machuca
São lembranças
Piores que a morte
Que fizeram estes cortes
Sem cura
Não tenho medo do escuro
Meu receio é a claridade
Ela invade a vida
E me impede de esconder
Ou de esquecer
A dor
de ver tanta vida
assim
Perdida
As palavras que vem de você
Não me trazem coisas boas
Se eu fico pensando nelas
O meu pensamento voa e faz concluir
Que sempre que meu coração
Bateu mais forte por você
Bateu à toa
E que já passou da hora
de partir
Por você eu esperei
Você não veio
Por você eu viveria até o fim
Mas você parou no meio
Eu trocaria e troquei
Tudo por você
Hoje eu vejo
Decidi de forma errada
Pois você me trocou por nada.
Aqui em casa tem um gato que não mia
E o meu telefone está quebrado
Esta é a vida que eu queria
Passo o dia com os dois
Curtindo o jeito perfeito de cada um
E permanecemos os três calados
Meu amor
Conforme eu lhe prometi
Hoje eu lhe trouxe a Lua
Ei-la aqui, pra provar
Que eu não me esqueci
Podes ficar, ela é sua
Amor da minha vida
Se quiseres continuar
A dividí-la com a Humanidade
Eu posso devolvê-la ao Céu
Onde ela há de ficar
Por toda a eternidade
Porém, na verdade, ela é sua
Assim como minha alma
Meu amor, minha vontade
e meu olhar
Se olhares em meus olhos vais ver
Que o brilho que neles existe
Quando olham pra você
é maior e mais intenso
Que a luz do luar
Por favor, não me deixes
ficar triste
Nunca mais
Por você eu buscaria
Até o Astro mais distante
Mas a qualidade de nenhum deles
não chega a ser nada, diante
desse meu amor
Que não morreu
Mas existe
é de verdade
e é seu.
Sob meus pés
O pó da Estrada
Onde eu leio meu nome escrito
Amanhã ou depois
Não resta nada
Fica o dito
pelo não dito
E isso vale pra nós dois
Há de se apagar a tinta
e o tempo corrói o pincel
Se tudo isso existe de fato
Não passa de Fato Cruel
Que não vale o pó dos sapatos
Tudo passa
Como passam
as nuvens do Céu
Meu violão me disse não
Quando eu tentei agradar
Alguém que não merecia
Dias há em que isso acontece
Até que o coração arrefece
A tristeza é um enorme ciclope
Que traz uma clava na mão
Mas a vida não é,
de nenhuma maneira
Uma cópia da arte
As coisas tem vontade própria
Quando a verdade pulsa mais
As vias lacrimais
Se recusam a demonstrar
Qualquer emoção
Que não mereça ser mostrada
Eu creio ser esta a razão
Pra meu violão dizer que não
Quando é assim
Meu violão não diz mais nada.
Se os deuses não vão comigo
opiníões se dividem
e deuses não se decidem
eu, a meu tempo, idem
meus gritos não os comove
e há quem chore pela chuva
enquanto chove
os alcança meu silêncio
galvanizando uma aliança
a procura de respostas
negros pássaros sem asas
nas sombras de noites escuras
com o som de um olho que abre
e a duração de um eco no vácuo.
Eu queria ter um casaco grande
pra sair à noite no sereno
meu pai me trouxe um que não servia
mas eu ainda uso ele todo dia
casaco pequeno é
que nem casaco grande
só que pequeno
eu quis viver uma grande alegria
e eu ainda a vivo todo dia
vida feliz ou vida triste
depende de quem avalia
eu quero escrever um poema
e não sei fazer direito
escrevo este
não saber fazer
não é problema
poema ruim é melhor
que nenhum poema
escrever coisa bonita
não se compara a dar presente
pois não tem aonde
amarrar aquela fita
assim eu posso estar presente
na vida de quem lê
apesar de quase sempre
parecer estar ausente
e se eu não te contar
você nunca vai saber
que talvez este poema malfeito
tenha sido escrito
enquanto eu pensava em você
queria que você soubesse
que apesar das coisas que digo
no fundo, de verdade
nem ligo
mas não encontro outro recurso
pra te fazer pensar
em mim por um instante
pensamentos que permanecem
distantes o resto do dia
queria apenas te dizer
que acordar não significa
por cor em nada
mas sim, estar de acordo
mesmo não
estando acordado
A Mensagem
Que meu pensamento exprime
Talvez não seja clara
Às vezes, muitas vezes
é muito complicado
Inviável
Inacreditável
Inverossímil
e Mirabolante
enxergar
Aquilo que está assim
tão pertinho da sua cara
a mensagem
Que meu pensamento exprime
Subliminarmente sublime
Comprime a sua mente
Pois tu enxergas somente
Aquilo que vem no escuro
Me diga de verdade
Do alto da tua vaidade
Qual de nós dois está
realmente
Do outro lado do muro?
Meu espírito de pássaro
Passou perdido por algum lugar
Faz tempo que não sabe aonde
Um mísero passarinho
Um papagaio cuja linha se rompeu
Num atalho, um retalho de vida
O olhar perdido
Acatando às vontades da ventania
Meias verdades, volta e meia
Vagueia ao Sol do Meio-dia
Implorava por um poleiro
Um sorriso de pranto, um canto qualquer
Um galho pra poder pousar
E cantar por um dia inteiro
e deixar o seu rastro perdido
Esquecido na linha
do horizonte que se rompeu
Essa vida era minha
Esse pássaro era eu.
Edson Ricardo Paiva.
Meu filho Raul.
Não existe receita
Ou resposta correta
Se essa precede à pergunta
Nesta vida, sem saber-nos sós
Ainda existe a voz alerta
É como ser sozinho
Enquanto no Universo
Mas sentir a companhia
Do amigo calado
Oculto num canto qualquer
de uma pequena sala
E me fala que vale a pena
Apesar de jamais
Tê-la sorvido por completo
Divido sem pressa contigo
Essa bebida
Que compõe a vida
Sentir como o prazer do tempo
Que fermenta o vinho
Com alegria de amizade lenta
Uma mesa no passeio
Não se sabe a hora
Nem se quer sabê-la
A tarde toda versa
Que a melhor conversa
É quase sempre aquela
Que se joga fora, quase toda
A vida toda voa
Quando pode
Ser vivida à toa
E se não pode
Talvez eu possa então dizer
O quanto a vida é boa
E enquanto passar por ela
Tenta olhá-la bela
Procura só senti-la
no descalço caminhar
Longe do olhar sem sorriso
Distante do veneno que destila
Vida em silêncio
Uma pequena vila
Ninguém jamais
Há de se ver sozinho
Se amigos se tem
E assim haverá todo dia
Um tempo a mais de vida
Saber-te a companhia atenta
Com o prazer do tempo
Que fermenta o vinho.
Edson Ricardo Paiva.
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